“A maior flor do mundo”

Depois de visionarmos o filme de animação “A maior flor do mundo” sobre o conto homónimo de José Saramago, contámos a história à nossa maneira.

O Afonso, à luz da Ciência e da Literatura (conteúdos letivos abordados nas disciplinas de Ciências e de Português), escreveu o seguinte texto:

O ambiente é a união entre os seres vivos e o meio que os rodeia.
Neste conto, o espaço onde decorre a ação é uma floresta com muitas árvores e várias espécies vegetais e animais como, por exemplo, um escaravelho, borboletas e flores coloridas. Há também uma aldeia, a Vila Flor, que tem uma pequena urbanização em construção, Urbanização das Flores, onde vivem famílias, assim como a personagem principal, o Tiago, com os seus pais, o João e a Maria.
O narrador, chamado José, é participante e um cientista que anda a observar e a tirar apontamentos sobre o meio ambiente que o rodeia.
Para serem da mesma espécie os indivíduos devem reproduzir-se entre si e originar descendentes férteis, por isso as personagens da história pertencem a espécies diferentes. Umas são mais importantes do que outras. Umas interagem bem com o meio ambiente, outras mal. O narrador apenas observa, não faz mal à natureza.
O Tiago e o pai João fazem mal à natureza. O pai arranca uma árvore que dava sombra a uma flor que viviam em cooperação, o que vai dar origem a uma alteração na vida da flor. O Tiago apanha um escaravelho e mete-o numa caixa, tirando-o do seu habitat.
Escaravelho, borboletas e seres humanos deviam viver em cooperação mas, neste conto, os humanos destroem os ecossistemas, arrancando árvores o que leva à desertificação do planeta.
Se um habitat é um local com condições adequadas para uma espécie viver, encontro vários como a floresta com um rio à volta, muitas árvores verdes que dão sombra à vegetação rasteira e a flores. Nesta floresta, ouve-se o som de pássaros e do vento a passar entre as árvores.
A vila é um outro habitat diferente, castanho, azul, verde e tem casas baixas com jardins para os humanos. Um habitat pode ter vários nichos ecológicos, por exemplo, na floresta, o escaravelho vive junto ao solo do qual retira o seu sustento para sobreviver e a borboleta mais junto das flores. O solo, as flores, uma árvore são espaços mais pequenos na floresta onde estas espécies vivem, por isso são nichos ecológicos.
A ação do conto passa-se quase toda na Floresta do Tiago que se encontra rodeada por um rio – um ecossistema aquático.
O Tiago é uma personagem valente porque salvou a flor de ser morta pelo calor excessivo do Sol, os fatores abióticos. A flor precisava de água, um outro fator abiótico, para sobreviver. O Tiago vai ao rio buscar água na concha da sua mão vezes sem conta e deita-a no solo onde estão as raízes da flor que começa a beber e a acordar aos poucos. Ganha vida e cresce até ficar gigante.
O Tiago é um herói, porque foi corajoso, pensou no sofrimento da flor e percebeu que a natureza deve ser tratada e protegida pelos humanos.
Por fim, ele deitou-se junto da sua amiga que agradece, oferecendo-lhe uma pétala para se tapar, enquanto dorme um pouco.
As pessoas da Urbanização, quando o Sol nasce, juntam-se para olhar a flor grande que os cumprimenta no horizonte. A verdade é que nunca, mas nunca mais, fizeram mal à Floresta do Tiago, porque aprenderam a lição: devemos respeitar as outras espécies (vegetais e animais) e viver em cooperação com elas.


O Rafael, que está no 2º ano de escolaridade, elaborou o seguinte texto:

Era uma vez um menino que foi com o pai apanhar uma árvore.
O pai apanhou a árvore e debaixo dela estava uma flor que ficou sem sombra.
Nesse sítio, o menino viu um escaravelho e apanhou-o para o estudar. Colocou-o numa caixa com buracos para o escaravelho respirar. Quando chegaram a casa, o escaravelho aproveitou para fugir, quando o menino o estava a mostrar à sua mãe.
O rapaz correu atrás dele e saiu de casa sem autorização.
Andou, andou, andou e encontrou uma borboleta em vez do escaravelho. Começou a seguir a borboleta e foi ter a um sítio muito seco. Nesse sítio, encontrou a flor murcha, porque estava com muita sede. Ele decidiu salvá-la com água. Foi buscar a água ao rio e levou a água nas mãos. A flor começou a beber e a crescer imenso mas, na realidade, é impossível uma flor crescer daquele tamanho, mas aquela era mágica e ficou enorme. Regou-a muitas vezes e ficou muito cansado. Adormeceu e a flor tirou uma pétala para ser o cobertor dele.
Os pais olharam e não encontraram o filho. Foram ao bosque e viram que o filho estava a dormir ao pé da flor e levaram-no para casa.
As pessoas daquela cidade ficaram muito surpreendidas com o tamanho da flor.
A partir desse dia, a família foi sempre lá ver a flor e, se calhar, iam regá-la.

E se vocês também escrevessem o conto à vossa maneira como pede o escritor José Saramago?


Trabalho elaborado pelos alunos João Afonso e Rafael e pelos professores Sónia Bártolo e Fernando Martins 

2 comentários em ““A maior flor do mundo””

  1. Muitos Parabéns ao João Afonso e ao Rafael. Escreveram dois contos muito interessantes e criativos a partir da história de José Saramago "A maior flor do mundo" e gostei muito. A leitura de um livro, ou a visualização de um filme de animação, como foi neste caso, podem levar-nos à reescrita de novas histórias, que têm apenas como limite, a nossa imaginação. Excelente trabalho! Fico à espera de mais histórias!

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