Da Terra e do mar sem luz

Depois de visionarmos o vídeo “The Earth at night”, ficámos a saber que os países e continentes mais iluminados à noite são a Europa, os Estados Unidos da América, São Paulo e Rio de Janeiro (no Brasil), Japão e China. As zonas menos iluminadas são a Rússia e o continente africano. Os locais mais iluminados são regiões mais desenvolvidas economicamente e onde habita um número elevado de pessoas. As localidades menos iluminadas são mais pobres e mais desertas.
Verificámos a existência de pontos luminosos nos oceanos que são de barcos e de poços petrolíferos. Os satélites que enviam estas imagens para a Terra permitem a identificação de barcos que se encontram a pescar em zonas onde não é permitido fazê-lo.
Este filme foi realizado a partir de fotografias tiradas ao planeta Terra por um satélite durante vinte e dois dias.
E da terra partimos para as profundezas do mar e descobrimos várias curiosidades interessantes como as seguintes:

  • O mar mais profundo é mais escuro: de um azul mais profundo; 
  • As zonas mais verdes do mar são as menos profundas; 
  • Do menos profundo para o mais profundo: o Oceano Ártico, Oceano Antártico, Oceano Índico, Oceano Atlântico. O mais profundo é o Oceano Pacífico; 
  • Nos vários oceanos existem lugares muito profundos a que se chama fossas. Como exemplo:
  1. No Oceano Pacífico: Fossa das Marianas: 10 915 metros. 
  2. No Oceano Atlântico: Fossa de Porto Rico: 8605 metros. 
  3. No Oceano Índico: Fossa de Java: 7125 metros.
  • As zonas mais profundas dos oceanos chamam-se abissais e os seres que lá vivem também. O adjetivo vem da palavra abismo que significa profundeza, poço, precipício;
  • Esses seres têm um aspeto estranho e desenvolveram capacidades diferentes dos que vivem nas zonas menos profundas. Exemplos destes seres temos o blobfish, o peixe-dragão, o peixe-ogro, caranguejo-aranha, diabo-do-mar e outros que ainda não têm nome porque não estão estudados;
  • À semelhança da nossa atmosfera, também o mar tem várias camadas de profundidade como se vê na seguinte figura:
    • A partir dos 4000 metros, a luz do Sol não entra; 
    • A pressão é tão forte que nenhum ser humano sobrevive; 
    • A temperatura é muito baixa; 
    • Os seres abissais desenvolveram capacidades para se adaptar a estas regiões, chegando a emitir luz própria (bioluminescência); outros têm a boca muito grande para apanhar facilmente comida; o estômago é largo e elástico para armazenar grandes quantidades de comida por muito tempo; alguns têm tentáculos e espinhos que servem de sensores para capturar as suas presas.

    peixe-ogro
    peixe-dragão

    blobfish

    Não são criaturas incríveis?
    Na nossa próxima publicação, vamos voltar a falar de bioluminescência, a propósito de um inseto que parece uma barata brilhante. Quem adivinha?

    Um comentário em “Da Terra e do mar sem luz”

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