Olhares sobre os pigmentos

Um olhar em pausa


A cada olhar sobre esta mesma tela descobre-se algo. E o pintor quer intervir. O trabalho parece para sempre inacabado apesar de a cada pincelada ele se concretizar perante o nosso olhar.

O nosso olhar, a luz e o cozinhar dos pigmentos traduzem-se nos diversos tons que as tintas ao impregnarem-se na tela deixam ficar. Fascinou-nos o processo que o nosso aluno intentou e concretizou sob os nossos olhares.
O artista inspirado no autor Nadir Afonso

A ideia de fazer este quadro começou através de umas cartas trocadas entre o H.D.E. e uma
escola na França. Mas antes desta obra já tinha feito uma de Bruno Munari (Telegrama Urgente), que também correu lindamente. Apesar de algumas falhas dou o meu melhor. Na altura estava a pensar em fazer uma obra do autor francês Paul Cézanne, mas como nas cartas trocadas eles mandaram trabalhos relacionados com a França resolvi fazer uma obra de um autor português – Nadir Afonso (Composição Geométrica). Escolhi esta obra porque visualmente parecia fácil de fazer e também pelas cores, porque são cores fortes, mas depois de trabalhar nela vi que não era nada fácil de fazer. Estou a gostar porque não sabia que tinha jeito para a coisa. E com umas professoras como a Clara e a Marta que me estão a incentivar, até já tenho outro trabalho à vista, só que desta vez vai ser um Miró. A.P.C.

A fase de estudo e de preparação para “Composição Geométrica”
Primeira aplicação de tinta na tela
“Será a cor certa?”
À procura da mistura certa dos pigmentos
Dado como concluído
E agora uma breve explicação científica…

Durante este ano letivo e mais especificamente durante a realização deste trabalho, muitas dúvidas surgiram sobre as cores: afinal o que é a cor? Os objetos têm cor ou é a luz que lhes dá cor? Então a cor não é dada pelas tintas? O que são pigmentos?
Muitas são as questões e muito há para saber sobre este tema. Por agora, deixamos uma breve explicação científica sobre algumas questões e prometemos voltar a esta temática no próximo período.

  • A cor não é uma propriedade física dos objetos, ou seja, não tem existência material, trata-se de uma informação visual que resulta de três fatores: a luz, o orgão da visão e a descodificação do cérebro. Compreendemos este facto se pensarmos que o mesmo objeto iluminado com luz diferente apresenta cor diferente, assim como, o mesmo objeto observado por diferentes pessoas poderá ter cor diferente, (situação tão falada recentemente do famoso vestido visto por diferentes pessoas com diferentes cores).

Já Leonardo Da Vinci no seu livro Tratado da Pintura e da Paisagem – Sombra e Luz, afirmava que a cor era uma propriedade da luz e não dos objetos. Muitos outros se seguiram, nomeadamente Newton, e muito se descobriu desde então.

  • A cor só existe porque existe luz e os diferentes objetos que nos rodeiam absorvem radiação com determinada(s) cor(es) (correspondente a determinado comprimento de onda da luz visível) e refletem outra(s). Ora, a luz que refletem é exatamente a que chega aos nossos olhos (e, se correr tudo bem, ao nosso cérebro também…) e é essa cor que conseguimos ver.
  • O que permite aos objetos absorverem e refletirem determinada radiação e, consequentemente, surgirem aos nossos olhos com diferentes cores são os pigmentos. Um pigmento é um material natural ou sintético (existente nas tintas, na pele, no cabelo, nas folhas das árvores, enfim em tudo…) que absorve, de forma seletiva, determinados comprimentos de onda da luz (ou seja determinada(s) cor(es)) e reflete outra(s) sendo esta(s) a(s) cor(es) que vamos conseguir ver.
  • Quando falamos em cores primárias da luz, falamos nas três cores que são suficientes para obtermos a luz branca (apesar de sabermos que a luz visível é uma gama de várias cores) são elas: azul, vermelho e verde. Quando nos referimos às cores primárias das tintas falamos de: ciano, magenta e amarelo pois o pigmento de cada uma destas cores não é resultado da combinação de outros pigmentos (daí a designação de primárias).

Sintetizando, e de uma forma muito simples, se uma camisola é vista vermelha (vamos partir do princípio que todas as pessoas a estão a ver dessa cor) significa que estão a ser absorvidos todos os comprimentos de onda da luz branca (cores), com exceção do vermelho que é a cor que está a ser refletida.
Fica aqui a referência de um video muito interessante sobre as cores de Outono, para que se possa compreender mais um pouco sobre o tema das cores.
E foi muito bom para o artista e para nós recordarmos tempos passados em que iniciou a experiência pela busca da cor e do traço.

“Telegrama Urgente”, 2012

E ao olharmos para a tela que há já mais de dois anos embeleza a nossa sala de trabalho, revemos isto mesmo – que o artista se aprimorou na execução, que o artista se exige mais. Em 2012, a primeira aventura deste nosso aluno na pintura decorreu assim:

Decomposição para análise

Estudo e projeção

Comparação

Fase inicial de pintura

O nosso artista inspirado no autor Bruno Munari

  Numa próxima oportunidade miraremos Miró!

Palhaços

Os palhaços têm luz dentro de si. Dão-nos luz, por isso foram tema de uma atividade elaborada na escola do CMRA.
A origem da palavra – omino di paglia, homem de palha, as palavras escondidas na palavra – palha e aço, coisas dos palhaços – laços, chapéus, bolas, narizes, pinturas, instrumentos musicais, pinturas de palhaços, palhaços famosos e outros assuntos relacionados com esta personagem que nos faz rir foram motivo de conversa e troca de impressões.
Fizemos palhaços com figuras geométricas (losangos, triângulos, quadrados, retângulos, circunferências) para expor no nosso jornal e, mais tarde, construir uma tela para oferecer aos Doutores Palhaços, da Operação Nariz Vermelho, que todas as semanas nos visitam.

A sala escurecida à espera de audiência
Na sala havia vários adereços do palhaço – um chapéu
Um palhaço sem palhaço escondido na nossa horta
Apresentação da atividade
Os palhaços na apresentação
Troca de impressões
Ouvintes atentos
Identificação dos Doutores Palhaços
Elaboração de palhaços com figuras geométricas
Visionamento do filme “Quidam” do Cirque du Soleil
Mostramos também alguns dos palhaços elaborados pelos nossos alunos. Temos que lhes dar um nome. Aceitamos sugestões, por isso ficam numerados.
Nº 1
Nº 2 e nº 3
Nº 4 e nº 5

Continuando a exploração da Luz… e Carnaval

Carnaval

O Carnaval é uma época muito querida no IPOLFG. Este ano, o tema era “A aldeia dos Smurfs”. 
Três dias de muita animação… 

A Simbologia da Luz

No dia 11 de fevereiro, os nossos alunos e os alunos da Escola do HSM exploraram várias expressões sobre a luz. Através de um jogo de pares todos aprenderam o que significa “dar à luz”, “trazer à luz”, “no apagar das luzes”, entre outras. Uma TeleAula muito “iluminada”!

As cores

Continuando na exploração da luz… estudámos as cores e como se forma o arco-íris. 
Aprendemos que a luz branca é a união de todas as cores e que, ao atravessar o prisma, a luz decompõe-se em várias cores, as cores do arco-íris.
Percebemos que o arco-íris só aparece nos dias de chuva porque as gotas da chuva funcionam como prisma. 
Também explorámos como se podem formar outras cores a partir das cores primárias.