Escolas de hospital

A sobrevivência de muitas crianças devido aos avanços da medicina é um feito extraordinário que se repete cada vez com maior frequência. Uma das consequências, infelizmente, é o aumento do número de pessoas com doenças crónicas. Um estudo de 2007 referia que as crianças com doenças crónicas nos Estados Unidos quadruplicaram nas últimas quatro décadas.
Por isso, o repto que representa o elevado absentismo destas crianças e o seu impacto no rendimento escolar, tem que ser respondido com estratégias e recursos que minimizem os efeitos negativos dos internamentos, tratamentos e especificidades de cada doença. Uma investigação publicada no ano passado mostrava que as crianças com doenças crónicas – e particularmente os que tiveram cancro, diabetes ou epilepsia, com um elevado número de faltas, que repetiram um ano ou que tiveram depressão – têm níveis de escolaridade inferiores aos dos colegas sem doença crónica.
A resposta educativa nas escolas de hospital é fundamental mas é cheia de desafios, um dos quais é a diversidade de níveis de ensino, idades e necessidades das crianças e as constantes mudanças na população discente. No entanto, a partilha entre escolas de hospital, a utilização de videoconferência, as parcerias com instituições, museus e escolas, a ligação a grandes projectos e a criação constante de micro-projectos têm contribuído para ambientes de aprendizagem cheios de actividades, estimulantes e preparadores do regresso à escola de origem.
Dito isto, a existência de legislação e recursos específicos facilitariam certamente a resolução de alguns dos problemas que a doença ou o internamento inesperados colocam a todos os intervenientes no processo educativo. É o que pedimos para o sapatinho.


Votos de um feliz ano de 2017!

Encontrar o Norte

Parados ou em viagem, convém não “perder o Norte”.
Isto tem especial importância para quem almeja o Pólo Norte ou a Lapónia, em busca do Pai Natal!
Com a colaboração do Clube de Educação Tecnológica da Escola Básica Integrada da Bobadela, construímos as nossas próprias bússolas.
Com materiais simples, aprendemos a distinguir diferentes tipos de íman e metais magnetizáveis, aprendemos a magnetizar a agulha da nossa bússola e revimos os pontos cardeais.
Agradecemos muito ao Clube a preparação dos materiais e as indicações precisas sobre os procedimentos a levar a cabo para chegar a bom “norte”!

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A nortada não tem destruído o nosso mini latifúndio, como podem comprovar…

As sementes do CMRAlcoitão prosperam! O Ano Novo promete!

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Falando em Ano Novo, e como nos portámos bem este ano, fomos em busca do Pai Natal no Hospital de Santa Maria para nos conceder em desejo o realizar de um sonho que perseguimos há muito…

De lá trouxemos uma rena espacial e especial – o Rudolfo.

Não só somos mimados como sabemos mimar! Oferecemo-NOS um lanche natalício:

Partilhamos convosco a dádiva musical, cheia de espírito natalício, que a Orquestra do Agrupamento de Escolas Nuno Gonçalves nos trouxe e que vos abrirá o apetite para a quadra.

A todos desejamos um Feliz Natal! *****************************

Viagens nesta terra

A equipa do Farol Museu de Santa Marta (Inês Fialho Brandão e Manuela Pereira) ofereceu, durante o mês de novembro, mais duas visitas ao nosso espaço.
A que mais nos marcou foi, sem dúvida, aquela em que pudemos comunicar via Skype com o chefe faroleiro Ramos de Pina do Farol do Cabo da Roca. Com a abordagem da vertente humana dos faróis, ficámos a conhecer os faroleiros e as suas vidas no passado e no presente. Houve um momento que consideramos mágico: quando o sol partiu e o crepúsculo reinava, o farol começou a funcionar com uma luz intermitente e intensa.
Na última semana, visitámos o Farol Museu de Santa Marta onde fomos recebidos pela equipa do museu (Inês Brandão, Manuela Pereira, Lina Lopes e Sónia Sousa), pelos faroleiros Maria Oliveira e Santa Neto e pelo Comandante Coelho Dias da Direção dos Faróis.
As curiosidades que aprendemos foram muitas, como por exemplo, quem inventou os faróis, como é que um farol nunca fica sem luz, o que mais gosta de fazer o chefe faroleiro Ramos de Pina nas suas rotinas diárias, as razões que levaram os faroleiros a escolher uma profissão tão dura e interessante, entre outras.
Aprendemos ainda os nomes e as funções de aparelhos existentes num farol: termómetro, termógrafo, anemómetro e heliógrafo.

Sete alunos escutam e observam Inês Brandão
O quadro interativo apresenta um heliógrafo

Oito  alunos escutam as informações fornecidas pela equipa do Farol Museu de Santa Marta

A imagem do faroleiro Ramos Pina no quadro interativo durante a videoconferência

A equipa do Farol Museu dá explicações a cinco alunos e no quadro interativo o faroleiro Ramos Pina em videoconferência

Manuela do Farol Museu explica a um aluno o funcionamento de um anemómetro
Dois alunos observam o mar nas ameias do Farol Museu de Santa Marta
Dois alunos e uma técnica do Farol Museu observam e conversam sobre o mar
Alunos, professora, educadora conversam no átrio exterior da fortaleza do Farol  Museu
Doutora Inês apresenta a maqueta do farol de Santa Marta e um aluno e dois faroleiros convidados assistem
A faroleira Maria Oliveira conversa com um aluno no exterior do farol Museu

No átrio exterior do farol Museu um aluno  e a professora ouvem as explicações da Dra. Inês

Uma auxiliar e um faroleiro ajudam um aluno em cadeira de rodas a subir uma rampa íngreme

Dentro do Farol Museu, na casa das lâmpadas, alunos, equipa técnica do Museu, os dois faroleiros, professora e restantes acompanhantes conversam

A faroleira Maria responde às perguntas dos alunos

Na sala escurecida a técnica explica o o funcionamento do heliógrafo
O heliógrafo em grande plano

No exterior no crepúsculo o farol de Santa Marta iluminado

Palavras dos alunos:

Gostei de ver o farol à noite, por estar iluminado. Adorei as gaivotas e estar cá fora a ver o mar. Achei muito fixe ouvir os faroleiros e gostei das fardas deles! Gostava de experimentar uma farda daquelas! 
O caminho cá fora tem uma grande descida e uma cadeira de rodas não consegue parar de descer! Mete medo, mas até foi divertido!
Feliz Natal para os faroleiros e um grande abraço para a Inês e Manuela! 
Que bom seria haver uma claraboia na sala das lentes do Farol Museu para podermos ver a luz do farol acesa, visto não termos acesso ao piso superior!
Encontrámos bastantes barreiras arquitetónicas, mas tivemos a sorte de ter a ajuda de quem nos acompanhava, dos faroleiros e da equipa de acolhimento ao visitante do FMSM. 
Gostei de ver as óticas no Farol Museu e de conhecer alguns faróis que desconhecia. Já tinha visto uma reportagem de um faroleiro cabo-verdiano que vivia com a sua família no farol. Mas não sabia que era igual nos outros países. Desconhecia que era uma carreira profissional ligada à Marinha. 
Tive pena de não poder observar o farol mais perto de mim. Gostava de ter subido para o patamar superior… 
Foi notória a ajuda dos faroleiros e da D. Manuela na subida da rampa! 
Um dia, quando for grande, vou ser faroleiro em São Tomé! É bom ser faroleiro para viver junto do mar e poder ir tomar banho! 
A profissão de faroleiro não é fácil! Estar ali fechado sem contacto com o mundo exterior não é mesmo fácil, embora haja mais flexibilidade nos nossos dias devido ao avanço dos meios de comunicação. Mesmo assim, acho que não é qualquer pessoa que tem perfil para esta profissão. Gostei de aprender para que servem e como funcionam os aparelhos do Farol Museu.
Ainda no enquadramento da atividade O museu vai à escola inserida no Plano Anual de Atividades do projeto TeleAula, o Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT) disponibilizou uma equipa do Serviço de Apoio ao Visitante para realizar um ateliê junto dos alunos internados. Assim sendo, recebemos a visita de Raquel Eleutério, António Banza e Jorge Batista que nos ensinaram a construir um carro movido a energia solar.
Este carro funciona através da direção de uma luz (que substitui a presença da luz solar) sobre um painel foltovoltaico colocado na parte superior.
No final, fizemos uma corrida de carros superdivertida!

Muito obrigado à equipa do MAAT pela simpatia, disponibilidade e profissionalismo. Nós adorámos!

Alunos escutam e apresentam-se à equipa do MAAT

António Banza ajuda um aluno na construção do carro

Jorge Batista ajuda um aluno na construção do carro

Alunos a construir o carro

A corrida dos carros e a chegada à meta de um deles
Estamos, neste momento, a preparar o Natal no Alcoitão: ateliê de postais para enviarmos aos nossos amigos e familiares, decoração do corredor do piso 2 (Pediatria), presépios para oferecer aos vários departamentos.

As mãos de um aluno a elaborar um postal com uma árvore de Natal em pop-up

Um aluno a cortar a cartolina vermelha para fazer o seu postal

As mãos de um aluno a pintar de azul uma caixa de ovos que será o presépio

Um aluno a enfeitar o presépio com estrelas feitas em papel dourado

No próximo mês, mostraremos os trabalhos feitos.
Desejamos a todos um feliz Natal! 

No mundo das viagens…

Viajando pelo mundo das plantas!

No dia 9 de novembro, no âmbito do projeto TeleAula, explorámos, com os alunos da Escola do HSM, o mundo das plantas. Através de uma viagem, ficámos a conhecer a origem de algumas plantas e como chegaram a novas terras.
Uma viagem divertida com descobertas curiosas!

Viajando pelo magusto!

No dia 11 de novembro, como seria de esperar, comemorámos o São Martinho. 
Foi um dia em que as tarefas escolares incidiram, essencialmente, na expressão artística. 
Os alunos criaram a sua Maria Castanha e exploraram a  lenda de São Martinho, 

Viajando com os deuses olímpicos

No dia 18 de novembro, os nossos alunos continuaram a sua viagem pelo mundo da mitologia. 
Nesta sessão, foi possível conhecer os doze deuses olímpicos!

Viajando pela magia do Natal!

Iniciando a viagem pelo mundo natalício, os nossos alunos e os alunos da EB 2,3 Luís de Camões construíram decorações para uma árvore de Natal.