Projecto Aprender Mais

Logótipo Aprender MaisNo dia 9 de Maio de 2018, a ACREDITAR e o CANTIC celebraram um protocolo de cooperação no âmbito do projecto Aprender + no sentido de desenvolver propostas de trabalho que proporcionem apoio pedagógico a crianças que se encontrem em tratamento ou recuperação de tratamento oncológico e que frequentem o pré-escolar, o 1º, 2º e 3º Ciclo e o Secundário.

A ACREDITAR, Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, é uma rede de pais e amigos que, em articulação com os hospitais de Oncologia Pediátrica, faz o acompanhamento das famílias de crianças com cancro.

O projecto Aprender + constitui-se como um apoio escolar gratuito no domicílio presencialmente ou através de webconferência, desenvolvido por profissionais da área da educação e do desenvolvimento (professores do 1.º ciclo até ao secundário, educadores de infância, psicólogos, educadores sociais, terapeutas ocupacionais, entre outros). Não substitui a escola nem o direito a medidas educativas especiais (conforme a Lei n.º71/2009), mas apresenta-se como um apoio complementar e personalizado.

No dia 12 de Maio, teve lugar uma formação de voluntários na casa da ACREDITAR em Lisboa. Nesta formação inicial para o projecto Aprender +, Margarida Cruz, Presidente da ACREDITAR, explicou a Rede Acreditar e a importância do projecto, agradecendo a presença dos voluntários. Em seguida, Sandra Brites, da Escola do IPO, falou da experiência directa com os alunos, as múltiplas valências da escola e as suas funções na vida do aluno e da família. Rui Fernandes apresentou o CANTIC e a história e estrutura das escolas de hospital e em seguida recuperou o texto do protocolo para falar das finalidades do projecto, da operacionalização do apoio e da organização e acompanhamento das sessões no âmbito do projecto Aprender +. A parte da tarde foi dedicada a aspectos relacionados com o impacto da doença na vida das famílias e o papel do voluntário .

O protocolo agora assinado surge na sequência da publicação da Portaria n.º 350-A/2017. A Portaria n.º 350-A/2017, de 14 de novembro, estabelece as medidas de apoio educativo a prestar a crianças e jovens com doença oncológica, regulamentando assim o artigo 11.º da Lei n.º 71/2009, de 6 de agosto. O artigo 5.º da Portaria refere que

no âmbito das suas competências os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas podem celebrar protocolos e parcerias com entidades públicas ou privadas visando o cumprimento do objeto da presente portaria.

O Projecto Aprender Mais é certamente uma importante proposta no sentido de facilitar a concretização do apoio a crianças e jovens com doença oncológica.

Para mais informações, deve contactar a ACREDITAR (página da ACREDITAR), a escola do IPO (contactos na página das escolas de hospital) ou o CANTIC (página do CANTIC).

[Artigo também disponível na página do CANTIC.]

Em busca do Património Cultural

Raízes da nossa cultura – A fundação de Roma

Eneias protagoniza a ligação do mundo grego e romano e as suas aventuras fazem parte do nosso património cultural.

Mais uma vez, os nossos alunos tiveram a oportunidade de conhecer as raízes da nossa cultura através do projeto Mitologia que lhes tem permitido conhecer importantes aspetos da Cultura Clássica de uma forma lúdica e divertida.

Mãos sobre imagens de personagens da mitologia clássica

Uma visita muito animada!

A EBI da Bobadela fez-nos uma agradável surpresa! Um grupo de alunos e os seus professores de Educação Tecnológica vieram visitar-nos.

A fábrica da loiça de Sacavém foi o mote para diferentes atividades. Os alunos da Bobadela trouxeram-nos muitas informações sobre esta antiga e importante indústria com imagens dos seus produtos. Conseguimos identificar peças que encontramos em casa das nossas avós…

Com imagens alusivas à fábrica, trouxeram-nos diferentes tangram com os quais foi possível fazermos construções, algumas bem complexas…Tangram concluído com a imagem de um prato Peças de tangram e algumas formas possíveis

Descobrir Lisboa

Lisboa é linda…

Devíamos conhecer melhor esta cidade que tantos turistas atrai.

Praça do Comércio, Marquês de Pombal, Aqueduto das Águas Livres, Castelo de S. Jorge… Cada viagem é uma descoberta!

Os nossos alunos que não conhecem Lisboa ficaram curiosos e entusiasmados.

Dia da Europa

A Europa, berço da cultura “Ocidental”, é, por vezes, desconhecida dos nossos alunos. A propósito do Dia da Europa realizámos várias atividades que nos permitiram conhecer um pouco melhor a Europa e, sobretudo,  os países da União Europeia (UE).

Interpretámos a lenda da Europa e analisámos o mapa da Europa assinalando os países da UE.

A partir dos conhecimentos dos alunos fomos descobrindo imagens dos diferentes países e caraterísticas da sua cultura.

Foi uma viagem que nos deixou com vontade de conhecer mais…

Monumentos europeus

Mapas da europa com símbolos e monumentos dos países

Património ao loooooongo dos tempos

A Escola do Departamento de Pediatria do HSM realizou mais uma TeleAula com a Escola do IPO. Viajámos por Lisboa e ficámos a conhecer alguns dos seus principais monumentos a partir de pequenas curiosidades e desafios. Foi uma sessão cheia de novidades, já que a maioria chegou há pouco tempo de outro país e ainda não conhece a nossa capital.

Professora Diana com aluna a realizar exercícios em TeleAula com IPO

Professora Diana com aluna a realizar exercícios em TeleAula com IPO

Alunos do IPO mostram trabalhos em TeleAula

Professora e aluna com os alunos do IPO em TeleAula

O professor Paulo Torcato visitou-nos novamente… já tínhamos saudades! Tivemos uma sessão num quarto de isolamento em que se fez programação com Scratch. Foi uma sessão alegre, ativa e cheia de empenho e trabalho. No final, a nossa aluna jogou um jogo construído por ela.

Aluna e professor programam em Scratch

Aluna programa em Scratch

Aluna programa em Scratch

Numa outra sessão, o professor trouxe-nos mBots para programar. Conseguimos ensinar estes robots simpáticos a andar, a parar e a “ver” obstáculos 🙂 Alunos de 5 países tiveram a oportunidade de programar um robot pela primeira vez.

Professores e alunos exploram os mbots

Professores e alunos programam os mbots

Professores e alunos brincam com os mbots

A Sandra e a Catarina vieram com a grande especialista em DINOSSAURIUS, a Inês, falar sobre estes animais já extintos.

Ficámos a saber que atualmente ainda existem animais que coabitaram o nosso planeta com eles (por exemplo, as formigas, tartarugas e tubarões) e outros que são seus descendentes (as aves!).

Alunos, professoras e monitoras com dinossauros e fósseis

Aluno explora fósseis com lupa

Trouxeram-nos, do Pavilhão do Conhecimento, várias réplicas de fósseis, crânios e dentes e nós também fizemos um molde de réplica.

Alunos exploram fósseis de dinossauro de brincar

Dinossauros em moldes

Dinossauros e lupa

E isto e aquilo e aqueloutro? Também são património.

É  isto o amor!

Fotografia dos atores e outros membros do grupo Boca Aberta e do Teatro Nacional D. Maria II

Uma das encenações Boca Aberta saiu do salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, passou pelo Hospital Dona Estefânia para se mostrar e criou em nós uma oportunidade de pensar o amor.  Assistimos a metodologias de investigação muito ternurentas e ficámos, em certas cenas, pensativamente, de boca aberta.

Texto informativo que contextualiza o projeto Boca Aberta

Sobre este espectáculo e esta iniciativa, existe a página É isto o amor! – Histórias encenadas para a infância.

Histórias de musear (PIM!)

Fotografia que mostra um momento da ação da História de Musear subordinada ao tema Almada Negreiros

Por intermédio do serviço educativo da Fundação Calouste Gulbenkian, recebemos o projeto Histórias de Musear. Com excertos de textos de Almada Negreiros, como A Invenção do Dia Claro ou Manifesto Anti-Dantas, fomos muito bem conduzidos, a revisitar Almada Negreiros, com afetos, palavras, música, fotografias, um regador sonoro, botas e sapatos, imitação de animais, figuras geométricas, tangerinas e muito verde, PAM!.

Iniciámos com muita ternura:

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Brincámos inocentemente:

tam
tam-tam
tanque
estanque
tangerina bola
tangerina boia
tangerina ina
tangerininha

 

E na nossa memória também ainda ecoam as expressões mais insólitas, como por exemplo:

O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas nu é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!

Graças a estas citações, fizemos uma pequena investigação acerca de quem foi Júlio Dantas e do contexto modernista que levou Almada Negreiros a escrever o Manifesto, que podemos ouvir e ver dito por Mário Viegas no vídeo Manifesto Anti-Dantas – Mário Viegas, com um início em que podemos ouvir o próprio Almada.

Fotografia da vista de costas do grupo que assistiu à peça Histórias de Musear

Redescobrir digitalmente

Por estes dias, os nossos alunos têm redescoberto dois dos retratos que Almada fez de Fernando Pessoa desta forma:

Fotografia de aluno a resolver um puzzle digital no quadro interativo

Convidamo-vos a explorá-los também:


O espaço escolar de Alcoitão

 No ano passado, a Escola Básica nº 2 de Alcoitão, do Agrupamento de Escolas de Alcabideche, mudou o nome para Escola Básica Gracinda Antunes Valido. Esta Escola funciona numa sala de aula única nas instalações do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA).

A terapeuta Gracinda Valido trabalha no CMRA desde 1982 e, no âmbito da alteração da designação da escola, foi o centro de várias reportagens na comunicação social. Destacamos o texto do Diário de Notícias O que há no nome desta escola? Uma vida dedicada à terapia da fala.

A Escola Básica nº 2 de Alcoitão nasceu em 1967, no ano seguinte ao início do funcionamento do CMRA e trabalhava apenas com alunos do 1º ciclo.

No ano 2000, o CANTIC criou o projecto TeleAula: Relações Virtuais de Aprendizagem, iniciativa que juntou os Ministérios da Educação e da Saúde e que permitiu, com a participação financeira da (actual) ANACOM, equipar uma sala do Hospital com tecnologias proporcionando, desta forma, o apoio escolar aos alunos dos 2º e 3º ciclos e secundário.

Alguns anos depois, a redefinição dos espaços hospitalares obrigou à mudança do trabalho com estes alunos para a sala da Escola Básica nº2, situação que se mantém até hoje.