A importância de bem comunicar

A sala com os mediadores culturais a dinamizarem a atividade e os alunos a ouvirem nas suas secretárias.

A Andreia, o Rui e o Ricardo, do Museu Calouste Gulbenkian, vieram visitar-nos e ofereceram-nos uma tarde inesquecível repleta de conhecimentos, Arte e diversão.
Diz que disse, assim se chamava a atividade em que descrevemos um elefante ao Ricardo que o desenhou segundo o nosso ponto de vista, à semelhança do que faziam os antigos marinheiros quando regressavam de terras e mares nunca dantes navegados. Sim, que em tempos idos, não havia telemóveis nem máquinas fotográficas ou de filmar, por isso os desenhos que encontramos em livros e objetos de decoração são fruto do que alguém dizia que tinha visto.
O resultado foi estranho: o elefante tinha algo de elefante, mas não era um elefante! Ora vejam:

Desenho a carvão de um elefante com uma tromba muito pequena como uma cobra, orelhas com o formato de folhas de papel, chapéu de coco, dentes curvados para cima e óculos.

Percebemos que devemos ser mais precisos e exatos nas descrições que fazemos e nas palavras que utilizamos, pois podemos ser mal interpretados.
Desenhar o caquesseitão, segundo a descrição que aparece no livro de Fernão Mendes Pinto, Peregrinação, foi um trabalho difícil mas muito divertido!

do tamanho de uma grande pata, muito pretos, conchados pelas costas, com uma ordem de espinhos pelo fio do lombo do comprimento de uma pena de escrever e com asas da feição das do morcego, com pescoço de cobra e uma unha, a modo de esporão de galo na testa, com rabo muito comprido pintado de verde e preto, como são os lagartos desta terra

Pintura de um aluno: uma espécie de ave castanha e bico cor de laranja, com altos no dorso e cauda curva e levantada.

Pintura de um aluno: animal de quatro patas com rosto indefinido, parecido com um leão.

Desenho de uma aluna: uma espécie de ave sem asas de várias cores como um arco-íris.

Desenho a carvão de uma aluna: uma espécie de ave com corpo redondo e espinhos no dorso e cauda de cavalo. As asas parecem umas barbatanas.

Pintura de um aluno: uma espécie de ave com cauda de cão, espinhos no dorso e com várias cores.

Realizámos uma visita de estudo à Casa das Histórias Paula Rego, Bairro dos Museus, numa parceria entre o Serviço Educativo e a escola  do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, no âmbito do projeto O museu vai ao hospital.

Neste caso, fomos nós ao museu para observarmos e estudarmos in loco a tapeçaria A batalha de Alcácer-Quibir e alguns quadros desta enigmática pintora chamada Paula Rego. Foram tantas as histórias que escutámos e tantas as interpretações que fizemos!

Criámos desenhos de animais imaginários assim como um animal coletivo que foi gravado em linóleo com uma goiva e, depois, impresso numa prensa. Todos ajudámos a Joana, a mediadora cultural do museu, nesta tarefa que se revelou muito difícil!

Aprendemos sobretudo algumas regras e recomendações para visitar o espaço do museu: não falar alto, tirar fotografias sem flash, não tocar nas obras expostas e respeitar as opiniões de cada um.

Uma aluna faz sulcos numa folha de linóleo com uma goiva, enquanto os outros a observam atentamente.

A mediadora cultural, Joana, mostra o produto final do trabalho realizado pelos alunos: uma gravura que representa um animal imaginário em vermelho.

Uma fotografia do grupo em frente a três quadros de grandes dimensões de Paula Rego.

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