A comunicar é que a gente se entende

No passado dia 3 de julho, na Casa das Histórias Paula Rego, decorreu o Encontro Anual para Professores, Escolas e Instituições, promovido pelo Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus, que visa fazer um balanço das atividades culturais e educativas dos vários espaços que compõem este novo conceito de cultura em Cascais.
Foi também feita a apresentação do programa ENVOLVE-TE para o ano letivo de 2019/2020 e dos Laboratórios de Experimentação, atividades destinadas a docentes da comunidade educativa, que decorreram durante a segunda semana do mês de julho.
A escola de hospital do CMRA agradece a disponibilidade e o profissionalismo dos intervenientes na parceria que tem sido estabelecida ao longo de três anos com o projeto TeleAula – Hospitais na dinamização da atividade O museu vai ao hospital.
Espera-se a sua continuidade no próximo ano letivo!

O palco do auditório da Casa das Histórias Paula Rego, a coocrdenadora do Bairro dos Museus faz uma apresentação do trabalho desenvolvido ao longo de um ano letivo.

Pequenas demonstrações no jardim da Casa das Histórias a decorrerem para nos dar uma perspetiva do que seriam os Laboratórios de Experimentação.

Recebemos, ainda a visita da Joana Barroso e da Isabel, dos Parques e Jardins do Bairro dos Museus de Cascais, que nos trouxeram restos da natureza do Parque Marechal Carmona e dos jardins que circundam os vários espaços museológicos, para dentro da escola de hospital.
A sala ficou recheada de cheiros diferentes e de cascas de eucaliptos que pintámos com lápis de pastel a óleo.
A animação e a imaginação dominaram aquela hora que culminou com a construção de guardiões da floresta feitos com barro, paus, folhas, flores e sementes.
Na semana seguinte voltaram a visitar-nos e levaram, uma vez mais, elementos da natureza para podermos brincar e criar uma paisagem individual.
Foi um momento de alegria e de relaxamento que contou com a presença de dois músicos do projeto Música nos Hospitais que tornaram o momento ainda mais mágico.

Visão geral da sala da escola com alunos e duas mediadoras culturais a conversarem.

A professora com um alunos a mostrarem o seu guardião feito com barro, paus e flores de alfazema e folhas verdes. O aluno sorri para a câmara e faz o V de vitória com os dedos.

Um aluno mostra o seu guardião da floresta feito com barro, folhas verdes, bagas e flores de alfazema.

Uma aluna mostra o seu guardião da floresta feito com barro, paus, flores de pétalas violeta e bagas.

A sala da escola com as mesas dispostas em U. Cada aluno tem o seu tabuleiro com areia da praia, água, conchas que vai moldando até construir a sua paisagem. Um dos voluntários do projeto "Música nos hospitais" toca guitarra.

O ciclo de atividades dinamizado pelo Bairro dos Museus, no âmbito da parceria entre os projetos ENVOLVE-TE e TELEAULA-HOSPITAIS, fechou o seu ciclo com a participação do Centro Cultural de Cascais (CCC), representado pelas mediadoras culturais, Mariana Pinto e Tânia Furtado.
Aprendemos o significado de natureza morta, através da análise e interpretação de alguns quadros de pintores famosos numa viagem no tempo desde o século I até ao século XXI.
A partir de uma natureza morta de Rafael Canogar, que se encontra em exposição no CCC, elaborámos as nossas naturezas mortas com papel rasgado, dobrado e colado, lápis de cera, lápis de cor e canetas de feltro, utilizando sempre uma única cor à nossa escolha.
A vontade de utilizar outras cores era enorme, mas não podia ser! A verdade é que as nossas obras de arte monocromáticas ficaram muito bonitas!

A sala da escola com alunos e as duas mediadoras culturais a apresentarem o Centro Cultural de Cascais com o auxílio de um Power Point projetado em quadro interativo.

A Mariana faz o estudo de uma natureza morta projetada no quadro interativo e os alunos observam e participam na conversa.

A Tânia trabalha com dois alunos mais novos que partilham a mesma secretária e rasgam pequenos pedaços d epapel enquanto conversam sobre o trabalho que vão fazer.

Um aluno dobra uma folha de papel azul para o seu trabalho.

Um aluno passa numa folha branca que se encontra por cima dos relevos deixados pelos pedaços de papel lápis de cera verde.

Um aluno passa com lápis de cera azul sobre os pedaços de papel que colou e surgem traços e contornos mais escuros e claros.

Uma aluna passa com lápis de cera cor-de-rosa sobre os relevos deixados pelos papeis que rasgou e colou e surgem formas de uma casa e de um jarro com flores.

A exposição subordinada ao tema Plasticus maritimus, inspirada no livro homónimo da bióloga Ana Pêgo, ficará até ao início do próximo ano letivo no jornal de parede da escola do CMRA.
Após a atividade anteriormente publicada, continuámos a abordar o assunto com a criação de slogans, escolha de fotografias impactantes na internet (sempre devidamente identificadas quando são de autor) e a construção de um dos objetos mais poluentes dos Oceanos, as beatas dos cigarros. Como seria extremamente perigoso apanhar as beatas do chão (porque há imensas!) e trazê-las para o nosso jornal, fizemos com massa fimo imitações que depois pintámos e colámos.
Queremos deixar a todos os que nos visitam um apelo para que se tornem ativistas na luta contra o plástico.

Dois alunos pintam com tinta acrílica pedaços de fimo para a construção de beatas de cigarro.

As beatas de cigarro a secarem para depois serem coladas no jornal de parede.

Um pormenor do jornal de parede: junto do mar podemos ler um dos slogans criados pelos alunos: Deves sempre recusar aquilo que atiras para o mar.

Visão geral da exposição: um mar com fauna e flora rodeada de palhinhas, redes, cotonetes, copos e pratos descartávis de plástico assim como textos informativos sobre o assunto.

Uma outra perspetiva do jornal de parede onde se veem cinco imagens impactantes das consequências provocadas pela poluição do plástico nos Oceanos: um cavalo-marinho com um cotonete, um albatroz morto e cheio de plástico no seu interior, uma tartaruga envolvida em redes de pesca, outra com uma palhinha no nariz a ser retirada por humanos e outra envolvida com rodelas de plástico de latas de bebida. Um slogan atravessa estas fotografias: Para combateres o plástico, tens que ser drástico.

A todos desejamos uma boas férias conscientes e saudáveis!

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