Cuidar dos Oceanos

No  encontro marcado com o Museu do Mar Rei D. Carlos, Bairro dos Museus, de Cascais, através de videoconferência com as mediadoras culturais, Eugénia e Rita, visitámos virtualmente este espaço museológico, percorrendo as salas e observando os elementos que as compõem.

De seguida, foi feita a introdução ao tema Poluição marinha e microplásticos, com o visionamento de um filme animado sobre a temática, O grande pulmão azul, seguido de um tempo para reflexão e debate sobre este assunto preocupante e assustador pois, sem os Oceanos, a vida no Planeta Terra ficará sem oxigénio e os seres vivos desaparecerão.

Logo, percebemos que temos de agir e fazer mais do que simplesmente Reciclar, ou seja, temos que Recusar e Exigir se queremos preservar o mar que nos rodeia.

O desafio foi lançado: elaborar um poema sobre um animal marinho. Na semana seguinte, voltámos a encontrar-nos e já os poemas estavam feitos e foi com orgulho que ouvimos a professora ler as nossas palavras acerca do golfinho, do tubarão, da tartaruga, do peixe-lua e do cachalote.

Dando continuidade ao tema abordado, vimos e ouvimos falar de alguns objetos de uso quotidiano que podem substituir os plásticos descartáveis, desde palhinhas inox até lufas e escovas para lavar a loiça.

A Rita e a Eugénia partilharam um cartaz com informações sobre a duração do lixo e o impacto negativo que tem nos Oceanos.

Por fim, passámos ao próximo desafio: com o lixo marinho, gentilmente cedido pelo Museu do Mar e devidamente desinfetado, cada um construiu uma obra de arte com o seu animal marinho, tendo a obra de Bordalo II, já abordada na sessão passada, como inspiração.

a sala com alunos sentados e um deitado na cama assistem à videoconferência.

Uma perspetiva geral da sala do espaço escola com camas e cadeiras de rodas. Os alunos e a professora assistem à videoconferência.

Um aluno deitado em decúbito dorsal na cama pinta o seu quadro sob o olhar atento da professora.

Um aluno pinta o seu quadro sobre a tartaruga marinha.

Trabalho final: uma tela com a figura de uma tartaruga marinha em relevo, pintada com cor verde à volta e com lixo marinho colado: beata de cigarro, cordas, linhas, esferovite.

Trabalho final: o golfinho em relevo feito em cartolina sobre um fundo pintado de azul e rodeado de lixo marinho - bocados de balões, fios de pesca, esferovite, palhinha e outros tipos de plástico.

Trabalho final: o peixe-lua feito em relevo feito em cartolina e colado sobre um fundo preto e rodeado com fios de pesca, um objeto de plástico que imita folhas e a carapaça de um pequeno caranguejo.Trabalho final: o cachalote em relevo feito em cartolina e colado sobre um fundo azul e branco e dois exemplares de lixo marinho - um bocado de balão e a tampa de uma lata de bebida a fazer de óculos.

Trabalho final: o tubarão em relevo feito em cartolina sobre um fundo negro e rodeado de lixo marinho - plástico transparente, um cotonete, uma espátula em plástico, um bocado de rolha de garrafa de plástico.

Fizemos um livro com os nossos trabalhos na aplicação Tar Heel Reader.
Os nossos poemas:

Eu sou uma tartaruga
Eu oiço a água
Eu vejo os peixinhos
Eu quero ver outros animais
Eu sinto frio porque a água está fria
Eu toco nos peixes
Eu preocupo-me com nada
Eu choro porque quero companhia
Eu não percebo porque é que há tantas coisas no mar
Eu sei segredos do mar
Eu tento nadar depressa para chegar mais longe.
Eu espero chegar.

Rafael

Eu sou um golfinho.
Pergunto-me: por que razão há tanto lixo no mar?
Oiço plásticos a cair na água! Esta é a minha casa, por favor!
Eu vejo o mar, peixes, tartarugas e polvos felizes no mar, mas há tanto lixo!
Eu quero menos poluição!
Sinto vontade de nadar, ser livre… Mas só toco em sacos de plástico!
E preocupo-me tanto com a poluição!
Eu choro por ver tanto lixo!
Eu sou um golfinho e não percebo por que razão as pessoas deitam lixo nos oceanos!
Espero que no futuro haja menos poluição e que os humanos entendam a importância do mar nas suas vidas.
Eu sou um golfinho e só quero viver e ser feliz.

Carlos Ramos

Eu sou o Peixe-lua
E pergunto-me “Qual é a tua?”
Tu andas a sujar o mar!
Porque é que o meio ambiente andas a estragar?
Eu oiço-te a nos sacrificar
Eu vejo-te a querer nos matar

Eu quero que pares com isso já!
Eu sinto que a tua onda é má!
Eu preocupo-me com os outros animais do mar
Eu choro porque isso me está a magoar

Eu sou o Peixe-lua
Eu não percebo “Qual é a tua?”
Eu sei que isso te pesa na consciência
Eu tento que o mar não entre em decadência
Eu espero que os outros animais não passem por esta experiência
Se continuar assim,
o mundo não vai saber da minha existência
Estou a perder a paciência!

Eu sou o Peixe-lua
E pergunto-me
“Porque o lixo no mar flutua?”
Eu estou na minha,
Então você fica na tua!
Não tens vergonha do que fazes?
Não vês os prejuízos que trazes?

Achas que eu gosto de viver assim?
Fazes muito mal para mim!
Eu sou o Peixe-lua
E a pergunta que não se cala é
“Qual é a tua?”

William Benedito

Eu sou o cachalote
Também sou chamado de chacharréu
Eu ouço navios a passarem por cima de mim
Eu vejo plástico sem fim

Eu quero nadar e mergulhar nos mares
Eu sinto que a minha casa já não é o que era
Eu toco em coisas que não pertencem à minha casa
Preocupo-me e choro

Eu sou o cachalote
O maior mamífero dos mares
Eu não percebo porque é que isto acontece
Eu sei que nada sei

Eu tento viver
Eu espero que a minha casa volte ao que era
Eu sou o chacharréu
Mais conhecido como cachalote

Diogo Dores

Eu sou o tubarão branco
Eu pergunto-me se a minha espécie irá perdurar
Eu sinto peças de plástico a tocarem-me no corpo
Fico desconfortável e preocupo-me
Eu tento livrar-me do lixo
Mas não consigo!
Eu espero que as minhas futuras gerações não sofram tanto com a poluição!

João Baptista

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