Vamos lá comunicar!

O livro fechado e vários cartões brancos com um círculo vermelho de texturas diferentes. Tesoura e compasso em cima da secretária.

Para fazer jus ao tema escolhido pelas escolas de hospital parceiras do projeto TeleAula, Comunicar é preciso, desenvolveu-se uma atividade que teve como principal objetivo proporcionar a aquisição de conhecimentos ao nível da comunicação visual.

A partir da leitura da obra Este livro está a chamar-te, não ouves?, de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, os alunos puderam ouvir, cheirar, tocar, caminhar as paisagens de um livro de cantos redondos e, ainda, seguir um círculo vermelho que pode ser tudo o que a nossa imaginação quiser.

Os alunos mais velhos puderam recordar os conceitos de polissemia, poesia visual, significado e significante. Todos construíram os seus círculos vermelhos atribuindo-lhes outros significados que foram muito além de uma simples maçã.

No final, houve tempo para degustar uns macarrons de morango, bem redondinhos e docinhos!

O livro aberto numa ilustração com muitos círculos vermelhos, um estojo de aguarelas coloridas e três folhas em branco

O livro fechado e vários cartões brancos com um círculo vermelho de texturas diferentes

A mão de uma aluna em cima de uma página com um trajeto de círculos vermelhos e azuis

A mão de outra aluna a preencher um espaço de círculos de uma página do livro

Os dedos de uma aluna sobre um percurso de círculos vermelhos que conduzem a uma lagarta.

Uma aluna escolhe um de vários cartões com círculos vermelhos com diferentes texturas

Uma aluna cola um círculo vermelho num cartão branco

Trabalho sobre pontos vermelhos: tomate, nariz de palhaço, joaninhas, romã, semáforo, balões, bola, flores, planeta mercúrio

Trabalho final com desenhos elaborados a partir de um círculo vermelho: Minie, sol, cogumelo, novelo de lã, maçã, sorvete, porco.

Os macarrons de morango em cima de um pano com círculos vermelhos.

Comemorámos, no dia 5 de fevereiro, o Dia da Internet Mais Segura, com uma videoconferência entre a nossa escola e a escola do Hospital Dona Estefânia.
À volta de um jogo amigável entre colegas, conversámos e testámos os nossos conhecimentos sobre os cuidados a ter sempre que utilizamos a Internet, alguns dos perigos que nos espreitam e o que devemos fazer para nos defendermos de predadores, bullying e outros ataques.

Quatro jovens encontram-se à frente do quadro interativo onde está escrito Dia da internet mais segura.

Recebemos a visita da mediadora cultural do Bairro dos Museus, Adelaide Palet, que nos apresentou o comandante Tadeu, residente no Forte São Jorge de Oitavos.

Este comandante severo e com ar de poucos amigos explicou-nos como viviam os soldados do Forte no séc. XVIII, como ocupavam o seu tempo, os trabalhos que faziam, o que vestiam e o que comiam. Desvendou ainda alguns dos seus segredos bem guardados no baú.

A sala repleta de jovens e pais esperam pela chegada do comandante.

O comandante faz uma espécie de continência, mas parece observar o mar ao longe.

O comandante lê uma folha com as provisões para o forte.
Ler/escutar a narrativa da obra literária Sexta-feira ou a vida selvagem, de Michel Tournier, será sempre uma experiência gratificante de leitura.
Mais gratificante se torna quando oferecemos aos alunos a possibilidade de experienciar objetos e modos de vida decorrentes da história narrada.
Deixamos um breve registo de alguns destes momentos de grande partilha e aprendizagem.

A professora lê uma história a um aluno por entre umas árvores de papel.

Uma mesa onde encontramos um livro aberto num cavalete, canetas antigas, um óculo, bússola e tinteiros.

Uma aluna olha pela janela através de um óculo antigo.

Uma aluna escreve com uma caneta antiga de pena e aparo.

Um aluno aponta para a palavra Speranza, o nome da ilha de Robinson

O nosso Natal

O trabalho final dentro de um tabuleiro natalício pronto para oferecer.

Já passou, nós sabemos, mas queremos deixar algumas imagens que revelam um pouco do nosso Natal.
Lembram-se da imagem que deixámos na última publicação? Houve quem adivinhasse e, sim, elaborámos presépios em miniatura dentro de latas de comida para gato. Utilizámos massa fimo que seca ao ar e pintámos com tinta acrílica.
Depois, fomos aos departamentos do serviço pediátrico e desejámos a todos um Feliz e Santo Natal!

Mãos de uma aluna a construir as figuras do presépio

Aluna a pintar figuras do presépio

Aluna com figura pintada

As figuras dos presépios agrupadas e prontas a serem colocadas dentro das latas

Uma aluna desenha os olhos e a boca na cabeça do Menino Jesus

Uma aluna dispõe aas figuras dentro da lata

Duas alunas entreajudam-se a colocar as figuras dentro das latas

O trabalho final dentro de um tabuleiro natalício pronto para oferecer

O livro Ilumina, de Rita Correia, em edição de autor, é um livro de capa preta que até poderia assustar. Mas não foi esse o objetivo desta atividade educativa! Pretendeu-se que as alunas que nela participaram explorassem sem medo o escuro do livro, encontrassem as ideias que o vão gradualmente iluminando e ainda inventassem outras ideias mais luminosas.
E porque no livro há uma árvore que é semeada, vai crescendo e iluminando as suas páginas, introduzimos também algumas histórias sobre a origem da árvore de Natal, as suas características perenes de pinheiro e ainda houve a oportunidade de analisar uma pinha, e degustar um pinhão depois de o explorar.
Por fim, as alunas criaram um pinheiro de Natal, escolhendo os presentes dos raios do sol que se encontram no livro da Rita Correia, com base no que mais gostariam de oferecer aos familiares e amigos.

O livro "Ilumina" à espera de ser explorado pelas alunas

As mãos das alunas a abrirem o desenho de um coração de uma página do livro

O livro de folhas negras - uma árvore vai crescendo à medida que a história evolui

As alunas procuram imagens nas páginas do livro que se vai tornando mais claro e colorido

Uma página do livro que é um muro onde alguém escreveu"Construir pontes, não muros".

A secretária coberta com materiais para pintar e colar os raios de um sol que têm escrito palavras como humildade, paciência, força, coragem, entre outras.

Uma aluna pega numa pinha

Uma aluna com um pinhão na mão

O pinhão fora da casca pronto a ser degustado

A árvore de Natal construída com as palavras dos raios de sol

Um sol pintado que convida as pessoas a tirarem um dos seus raios com a palavra preferida

Comunicar como deve ser

O currículo continua a ser o centro das nossas atenções e motivo de grande azáfama.
Uma aluna do 10º ano de escolaridade teve apoio escolar durante o primeiro período e, na disciplina de Português, redigiu vários textos, sendo de salientar o Passatempo do povo, a propósito do cartoon de Norman Rockwell, que a seguir apresentamos.
Cartoon com várias pessoas a comunicar entre si numa cadeia de mensagens que chegam ao primeiro emissor como uma ofensa à sua pessoa.

Passatempo do povo

Independentemente da hora, do dia, do mês ou do ano, uma das únicas coisas que alimentam as conversas são, de facto, as bisbilhotices.
Um segredo nunca é um segredo. As pessoas sentem a necessidade de partilhar. Sentem a necessidade de inventar e, muitas vezes, opinar sobre o assunto.
O que passa de boca em boca é sempre alterado. Cada um tem a sua versão. Acrescentam-se sempre detalhes ao cenário. Parece que há prazer em inventar sobre a vida dos outros e, raramente, o que é dito corresponde à verdade.
Basicamente, é o que este cartoon descreve. Representa as várias alterações que o segredo vai tendo, até se transformar num boato.
Assim que o sujeito inicial é confrontado, a mentira que lhe é dita é de tal forma obscena que uma pessoa acaba por ficar chocada.
Em todas as coscuvilhices há apenas uma ponta de veracidade, pois o resto é tudo treta.

A mesma aluna recebeu dos seus colegas e da sua professora de Espanhol um vídeo onde todos se apresentaram em castelhano. Além disso, ainda foram explicados alguns conteúdos letivos da disciplina para que se tornasse mais fácil a sua aprendizagem.

A aluna observa com atenção o vídeo onde uma das suas colegas se apresenta.

Entretanto, como o Natal está mesmo a bater à porta, revelamos um pouco dos presentes que estamos a fazer para oferecer aos vários departamentos.

As mãos de uma aluna a moldar uma massa branca.

A mão de aluna a pintar uma bola pequena branca.

Um conjunto de latas redondas pequenas, uma fita branca de trapilho e duas figuras dentro de uma das caixas. Alguém descobre o que estamos a fazer? Em janeiro iremos revelar o trabalho completo.
Desejamos a todos festas felizes. Esta é a nossa árvore de Natal.

Troncos de uma árvore verdadeira e bolas vermelhas em alguns dos ramos.

Comunicar através dos alimentos

Visão superior de alguns alimentos da degustação.

Conhecer alimentos diferentes do nosso quotidiano e falar de alimentação saudável foram os motes para nos lançarmos numa atividade de degustação que deixou no ar boas energias e uns cheiros maravilhosos.

Millet, quinoa, coco e seus derivados, frutos vermelhos, bebida de amêndoa, tâmaras, romã, maracujá, chocolate foram alguns dos alimentos que pudemos sentir, cheirar e provar. A propósito destes alimentos, viajámos pelos seus países de origem e soubemos informações sobre as propriedades de cada um deles.

Em seguida, ouvimos a história O lanche do senhor verde, de Javier Sáez Castán, da editora Orfeu Mini, que aborda o tema da monotonia versus diversidade através de um jogo de cores que nos transportou para um mundo mágico e surrealista.

Fizemos um jogo de adivinhas e de olhar à procura de objetos que aparecem na história e que se encontravam replicados e espalhados pela sala de aula. Seguiu-se um lanche com tostas e compotas de várias cores recheado de conversas acerca dos alimentos de que mais gostamos e aqueles de que não gostamos.

O livro "O lanche do Sr. Verde" em cima de uma secretária.

O livro aberto nas páginas onde aparece um pátio ao ar livre com uma mesa de lanche e com as mais variadas cores.

Um frasco com millet e com uma descrição das propriedades deste alimento numa rodela feita de papel. papel

Visão superior de alguns alimentos da degustação.

Um frasco com açúcar de coco e uma romã com a legenda acerca das características deste fruto.

Algumas das adivinhas escritas em papel de cartolina de várias cores.

Lamentamos a ausência de fotografias que pudessem documentar os vários momentos pelos quais passámos, mas havia apenas uma professora para alimentar os alunos sequiosos de nova experiências.

A nossa História e outras histórias

Comemorámos o Dia Mundial do Animal com a leitura do livro de Jimmy Liao, O peixe que sorria.

Esta obra apresenta, além das maravilhosas ilustrações do autor, a história de um homem que passava todos os dias à frente de uma loja de animais de estimação e, sempre que olhava para a montra (um enorme aquário repleto de peixes para venda), havia um que lhe sorria. Um dia decide comprá-lo e levá-lo para casa…

Mergulhamos assim numa aventura por um mundo azul repleto de valores como a amizade, a liberdade e, sobretudo, o respeito pelos outros seres que connosco coabitam.

Ao longo da semana, pintámos um oceano para receber vários peixes que elaborámos com o recurso a pastel e a aguarela.
Deixámos os nossos desejos para os animais de que mais gostamos:

…que o cavalo possa sempre correr.
…que o lobo tenha sempre carinho, proteção e solidariedade por parte dos humanos.
…que todos respeitem o cão.
…que o panda seja livre, porque todos temos o direito de ser livres. Não gosto de saber que utilizam a beleza deste e de outros animais para divertimento dos humanos como nos jardins zoológicos e nos circos.
…que o meu cão tenha uma bola.
…que as pessoas deixem de atirar paus aos gatos.
…que o cão seja sempre bem tratado.

Esponja, prato com tinta azul e parte do mar pintado sobre papel de cenário.
O início do mar
Capa do livro O Peixe que Sorria com homem num barco a lançar um peixe ao mar
A leitura desse dia
Mão de aluna a deitar areia sobre papel de cenário com cola
O fundo do mar
A professora conta a história e mostra o livro aos alunos
Conta-se a história e trocam-se ideias
Dois alunos desenham peixes em papel para aguarela
Pintam-se os peixes
Papel de cenário azul com peixes pintados pelos alunos
O mar quase feito

Para celebrar os 108 anos da implantação da República Portuguesa, foram narrados aos alunos, sob a forma de uma pequena história, os acontecimentos que originaram este golpe de estado.

Falou-se, ainda, do significado das cores e dos elementos que compõem a nossa bandeira, assim como dos últimos reis de Portugal como D. Carlos, D. Manuel II e Rainha Dona Amélia.

O professor conta a história do 5 de Outubro aos alunos
A história de um golpe de estado
A bandeira de Portugal afixada no jornal de parede e o título Implantação da República, 108 anos.
Pormenor do jornal de parede

Diz-me o teu sonho, dir-te-ei quem és

O livro aberto em cima de uma secretária com materiais de trabalho como papel de cartolinas, canetas, barco origami, um livro nuvem.

No primeiro dia de aulas, nada melhor do que falarmos sobre os nossos sonhos para nos conhecermos melhor uns aos outros.

A partir da leitura do livro Sonho com asas, com texto de Teresa Marques e ilustrações de Fátima Afonso, da editora Kalandraka, percorremos o mundo de uma rapariga que sonhava viajar, sinónimo de voar, de ir, de céu e de azul.

E, para viajar, percebemos que a curiosidade, o sonho, o dançar, o cantar e a coragem são já metade do caminho.

Contámos os nossos sonhos, todos eles diferentes uns dos outros, mas em tudo iguais, por fazerem parte da nossa vontade, do nosso querer mais profundo e, às vezes, tão guardado em segredo como se de um tesouro se tratasse. Sim, os nossos sonhos são verdadeiros tesouros!

O meu sonho é… um gelado; voltar a andar; voltar à Guiné, a terra onde nasci; ser uma grande futebolista e uma cantora conhecida; voltar a ser independente; acabar com o mal no mundo; não haver doença no mundo; ter outro cão, porque já tenho dois; saber aproveitar a vida; ultrapassar todas as dificuldades; dar a volta ao mundo.

Cada um de nós está a construir um livro com a forma de uma nuvem e vai desenhar, escrever palavras e frases que documentem estes sonhos.

O livro aberto em cima de uma secretária com materiais de trabalho como papel de cartolinas, canetas, barco origami, um livro nuvem.

Um livro nuvem aberto onde se encontra escrita a frase: Diz-me o teu sonho!

A professora segura o livro da história aberto numa página onde se veem pássaros a voar.

Os alunos e a professora constroem uma nuvem com papel de sulfito.

AS mãos de um aluno que segura o seu livro nuvem e o constrói com um cordel, papel e tesoura.

As mãos de uma aluna a escrever no seu livro nuvem.

A todos, desejamos um bom ano letivo!

Navegar pelo Património

Espetáculo de luz negra

Uma equipa do Serviço Educativo e Cultural do Bairro dos Museus, Museu do Mar Rei Dom Carlos, deslocou-se à nossa escola de hospital para apresentar uma peça de teatro de luz negra baseada na Lenda da Boca do Inferno, uma das lendas mais emblemáticas de Cascais.

Depois do espetáculo, pudemos manipular os fantoches e perceber como e de que são feitos, trocámos ideias com os manipuladores/atores e, ainda, recebemos de presente um peixinho vermelho que será a mascote da nossa escola.Alguns alunos em cadeira e em cama ouvem os manipuladores de marionetas

Nos bastidores, os atores com as marionetas

Duas marionetas de cores garridas e fluorescentes falam uma com a outra

As mediadoras culturais ensinam os alunos a manipular as marionetas

Uma mediadora cultural oferece uma marioneta, um peixe vermelho, a uma aluna

Senhor polvo

Na segunda visita do Museu do Mar Rei Dom Carlos, a Eugénia e a Rita dinamizaram uma atividade educativa sobre uma das espécies marinhas mais pescadas nas águas do mar de Cascais, o polvo.

Aprendemos algumas características interessantes da morfologia deste animal e desvendámos alguns dos seus segredos: tem o sangue azul, é solitário e um engenhoso artista da camuflagem e apresenta três corações e nove cérebros.

Pudemos tocar num polvo verdadeiro comprado na feira de Cascais, observá-lo com o auxílio de lupas e saber os seus hábitos de vida e o modo como é pescado pelo ser humano.

Ouvimos a história Uma Música para Dançar, de Eugénia Soares Lopes, ilustrada com pinturas de Adriana Pardal, que fala de um polvo e dos seus companheiros no fundo do mar.

Ficámos a saber que o mar se encontra poluído com plásticos e microplásticos que destroem a vida marinha e que contaminam as praias e a nossa alimentação num ciclo assustador.

Por fim, divertimo-nos com jogos de adivinhas e de descoberta de objetos escondidos num simulacro de uma grande rocha, o Apalpário. Ainda houve tempo para aprendermos a técnica do papel marmoreado, com a qual vamos pintar os nossos polvos de cartão.

Os alunos ouvem a Rita a contar uma história

Um aluno observa um polvo com uma lupa

Um alcatruz, armadilha em rede, e o Apalpário

As mediadoras culturais mostram um alcatruz

Simulacro de rocha com buracos e objetos dentro para os alunos adivinharem

Aluna coloca papel de aguarela num tabuleiro com água

Exemplos de papel marmoreado

Fernando Pessoa

A equipa do Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa, Cátia e Teresa, visitou a nossa escola para dar a conhecer alguns aspetos da vida e obra de Fernando Pessoa.

Através de uma conversa animada e com a ajuda de fotografias, ficámos a saber pormenores interessantes da vida atribulada do nosso Poeta de bigode, óculos, e chapéu.

Gostámos de saber que teve “amigos imaginários” (heterónimos) e que o menos conhecido deles, criado aos 6 anos de idade, se chamava Chevalier de Pas a quem escrevia cartas. A sua paixão por Ofélia e como se conheceram foi a parte melhor!

Busto de Fernando Pessoa

Aluna na cama brinca com o busto de Fernando Pessoa

Mediadora cultural mostra livro com a foto de Ofélia

Vagueando por diferentes patrimónios

Museu Condes de Castro Guimarães

Recebemos uma vez mais Ana Brás, a mediadora cultural do Museu Condes de Castro Guimarães, do Bairro dos Museus, para a última atividade deste espaço museológico neste ano letivo.

Pegando na história de família da Condessa e da sua colcha de memórias, cada um contribuiu para a construção de uma manta de retalhos, elaborada com quadrados de cartolina que se ligaram com fios de lã, em que cada retalho corresponde a diferentes tipos de património que habitam à nossa volta: material, imaterial, emocional, artístico pessoal, móvel e imóvel.

Cada um de nós tem um acervo patrimonial em casa e na sua memória. E, embora não seja de interesse histórico geral, conta a história da nossa família e de quem somos, pelo que organizámos esse acervo em formato livro com a ajuda das professoras e de alguns familiares.

E uma surpresa estava guardada para o fim: visitámos pessoalmente este Museu e tivemos o privilégio de ser recebidos pela Ana Brás que nos fez uma visita guiada ao Palácio e nos levou a cantos e recantos que estavam fechados ao público!

Ana Brás explica o que é o património cultural

Alunos e professores trabalham na manta de retalhos

Manta de retalhos que representam os vários patrimónios

Ana Brás explica como funcionava a escrita com canetas de penas

Alunos e acompanhantes na entrada do Palácio Condes Castro Guimarães

Escola Cidade dos Afetos

A enfermeira Hortênsia Gouveia, dinamizadora do movimento Escola – Cidade dos Afetos, subordinado ao tema Uma escola de afetos é uma escola de sucesso, visitou a nossa escola de hospital.

Em tom de conversa, partilhámos ideias, sentimentos, experiências sobre assuntos tão importantes como família, a criação de laços de amizade, os sentimentos que dedicamos aos nossos semelhantes e aos animais que nos rodeiam, o respeito por quem vive só e a diferença entre a família de sangue e a família do coração. A nossa maçã dos afetos está em construção e irá figurar numa exposição coletiva.

Enfermeira Hortênsia com os alunos

Pasta de dentes caseira

Tendo sempre em vista a sustentabilidade do Planeta Terra, que é o património mais importante e mais precioso que temos, a professora Sónia ensinou-nos a fazer pasta de dentes caseira. Podemos, assim, reduzir embalagens de plástico que estão a matar a vida nos mares e Oceanos, além de que sabemos a qualidade dos ingredientes que utilizamos que deverão ser sem químicos conservantes.

Recipiente com a pasta de dentes

Marionetas

A Filipa e o Rafael, técnicos museológicos do Museu de Marioneta de Lisboa, visitaram-nos a fim de dinamizar uma oficina que, além de nos fornecer informações sobre as diferentes espécies de marionetas, nos ensinou a construir uma marioneta feita com espuma, tecidos, lã e bolas de pingue-pongue. Foi muito interessante conhecer a diversidade de marionetas que existem espalhadas pelo mundo, os materiais de que são feitas e as diferentes formas de as manipular.

As mãos de aluna a colar marioneta de espuma

Um aluno mostra e manipula a sua marioneta

Um aluno experimenta a manipulação de uma marioneta

Conjunto de marionetas feitas pelos alunos

O lanche dos amigos

Comemorámos o Dia de São Valentim com uma atividade educativa denominada O lanche dos amigos. Tivemos direito a um lanche que celebrou a cidade do amor, Paris, com algumas doçarias que pertencem ao património gastronómico desta cidade com bolachas francesas, palmiers, mil-folhas, croissants e, ainda, um bolo de chocolate à francesa feito pela professora Sónia (receita gentilmente cedida por uma senhora portuguesa, emigrante em França).

Ouvimos a história do livro Vem e Abraça-me de Michal Snunit, editora Vega, que nos remeteu para a linguagem dos sentimentos, ensinando-nos a importância do abraço, os diferentes tipos de abraço que podemos encontrar e sentir e o que poderão querer dizer. E, como na Natureza quase tudo se abraça, fizemos um jogo, criado pela professora, com imagens inspiradas nas ilustrações do livro, onde inventámos e filosofámos sobre quem/o quê abraça quem/o quê. Ainda houve tempo para falar da tradição portuguesa que celebra de forma preciosa o amor: os lenços dos namorados.

Por fim, abraçámos e oferecemos corações aos presentes. Ah! Queremos salientar que não foram utilizados plásticos descartáveis! O amor pelo Planeta é fundamental.

A professora lê a história para os alunos e familiares.

Uma aluna numa cama l~e o que diz o coração que lhe foi oferecido por um colega.

Um aluno joga o jogo feito com pequenos cartões amarelos e com imagens para fazer uma abraço.

A mesa com toalha dos lenços dos namorados, garrafa, bolo de chocolate, caixa com bolachas e o livro Vem e abraça-me.

Os vários patrimónios

Para comemorar a chegada do novo ano, realizámos uma atividade de boas-vindas através da construção de mandalas com materiais diversificados como erva-príncipe, lentilhas, flores e frutos  secos, alfazema, canela e amêndoas laminadas, entre outros.

Duas secretárias, uma com os materiais dentro de frascos e sacos de papel e a outra com as mãos de uma aluna a trabalhar.

Uma mandala feita com folhas e frutos secos, flores e lentilhas intitulada A Paz no Mundo

Uma secretária com duas mandalas: uma terminada e a outra a ser construída por uma aluna.

Uma mandala intitulada Inspiração feita com erva-príncipe, canela e flores.

Através da  atividade intitulada A Colcha de Retalhos da Condessa, dinamizada pela mediadora cultural, Ana Brás, do Bairro dos Museus, Museu Condes de Castro Guimarães, ficámos a perceber que existem vários tipos de patrimónios (natural, cultural, material, imaterial, móvel e imóvel).

Ouvimos a história da colcha da avó da condessa e as histórias que esta contém (ou continha) até deixarem de ser contadas e se perderem. Conhecemos virtualmente o Museu, as histórias das duas famílias que o habitaram e os seus objetos.

Está em construção uma manta de retalhos com as memórias de todos nós e, ainda, um livro individual do nosso património que está a ser construído em contexto sala de aula. Em breve, mostraremos o trabalho completo.

A sala de aula com uma imagem projetada no quadro interativo e alunos a observarem a mediadora cultural a falar.

A mediadora cultural a contar a história da colcha da condessa e a manta colocada sobre uma secretária ao seu lado.

As mãos de uma aluna a desenhar um coração numa cartolina quadrada.

As mãos de uma aluna a desenhar um emoji sorridente numa cartolina quadrada.

O conjunto dos retalhos feitos pelos alunos sobre a manta de retalhos colorida.

Estivemos com professores e alunos da Escola Básica José Cardoso Pires numa videoconferência subordinada ao tema Segurança na Internet que abordou assuntos pertinentes e atuais sobre as vantagens e desvantagens da internet, assim como os perigos que devemos evitar.

Os alunos observam o monitor do computador onde se encontram os colegas da outra escola a falar.

Para celebrar o aniversário de uma aluna internada, a sua escola de origem esteve também em videoconferência, num encontro que proporcionou a troca de palavras entre quem não se via há muito tempo e o conhecimento dos novos alunos e professores da turma.

A aniversariante fala para os colegas da sua escola e é observada por duas terapeutas e uma colega de hospital.

Queremos mostrar o poema coletivo que dedicámos ao lobo ibérico porque achamos importante que as pessoas olhem para este animal com outros olhos.

O lobo ensina os mais novos
Como os humanos ensinam os seus filhos.
O lobo não é mau
Apenas caça para comer e sobreviver.
Nós, humanos, é que destruímos o seu habitat
e ele não tem onde viver.
Lobo, não deixes de ser quem és!
Não ligues às coisas más
que dizem sobre ti!
Continua a ser selvagem
Bonito
Corajoso
E amigo dos teus companheiros.
Nós, humanos,
Temos muito que aprender contigo!

Histórias com rimas e lobos

A bióloga de mão dada com a mascote fala para os alunos.As mediadoras culturais do Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus, Diana Silva e Joana Santos, visitaram a nossa escola de hospital para nos dar a conhecer, numa primeira sessão, a Casa das Histórias Paula Rego, assim como certas características que definem o trabalho da artista Paula Rego.

Abordámos rimas de berço inglesas que inspiraram a sua obra Nursery Rhymes e criámos, de uma forma natural, versos em inglês que rimavam entre si e que caminharam de cá para lá e de lá para cá entre os dois grupos de participantes. Por fim, cada grupo musicou espontaneamente os versos do grupo contrário.

Na segunda sessão, abordámos a narrativa presente no trabalho artístico da autora portuguesa, tendo de novo como centro da nossa atenção a obra dedicada às rimas de berço. Foi feita a apresentação da exposição Pra lá e pra cá presente, neste momento, na Casa das Histórias Paula Rego, e do espetáculo de bailado homónimo que decorreu há duas décadas na Fundação Calouste Gulbenkian. Procurámos identificar as personagens e o espaço das histórias que ouvimos e lemos nas gravuras de Paula Rego, em ilustrações antigas e nos excertos do bailado que visionámos. Realizou-se ainda uma breve abordagem à componente transdisciplinar do espetáculo do processo à realização. Por fim, construímos três cadavre exquis: dois sobre a ovelha e um outro subordinado ao tema Carro lançado por um dos alunos presentes.

<na sala da escola os alunos, à volta de uma mesa e um aluno em cama, observam uma ilustração antiga com uma ovelha e a mediadora cultural fala para os participantes.

Tiras de papel branco com rimas em inglês sobre uma cartolina preta.

As mediadoras culturais mostram ilustrações antigas das rimas de berço inglesas.

Um aluno observa atentamente uma ilustração antiga de uma rima d eberço.

Dois alunos desenham a sua parte do cadavre exquis.

O cadavre exquis completo sobre o tema "carro": rodas, caminhos que se entrecruzam, uma rotunda e uma casa entre outros rabiscos.

Observação de uma gravura da artista Paula Rego sobre a rima de berço "Baa baa black sheep".

Uma aluna desenha umas pernas com botas.

os dois cadavre exquis abertos: duas ovelhas completamente diferentes.

Lobo ibérico

A bióloga Isabel Ambrósio e a mascote Signatus, do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI), visitaram a nossa escola de hospital para nos falar desta espécie em vias de extinção.

O canis lupus signatus é uma espécie que representa o Património geográfico de Portugal e deu origem a histórias e lendas onde nem sempre é visto com bons olhos. Mas, após ouvirmos a bióloga Isabel falar acerca da morfologia e do comportamento deste animal, mudámos a nossa opinião.

 Os alunos observam uma imagem do lobo projetada no quadro interativo.

Uma mascote de tamanho humano cumprimenta os alunos presentes sob o olhar atento da bióloga Isabel.

A bióloga de mão dada com a mascote fala para os alunos.