A nossa História e outras histórias

Comemorámos o Dia Mundial do Animal com a leitura do livro de Jimmy Liao, O peixe que sorria.

Esta obra apresenta, além das maravilhosas ilustrações do autor, a história de um homem que passava todos os dias à frente de uma loja de animais de estimação e, sempre que olhava para a montra (um enorme aquário repleto de peixes para venda), havia um que lhe sorria. Um dia decide comprá-lo e levá-lo para casa…

Mergulhamos assim numa aventura por um mundo azul repleto de valores como a amizade, a liberdade e, sobretudo, o respeito pelos outros seres que connosco coabitam.

Ao longo da semana, pintámos um oceano para receber vários peixes que elaborámos com o recurso a pastel e a aguarela.
Deixámos os nossos desejos para os animais de que mais gostamos:

…que o cavalo possa sempre correr.
…que o lobo tenha sempre carinho, proteção e solidariedade por parte dos humanos.
…que todos respeitem o cão.
…que o panda seja livre, porque todos temos o direito de ser livres. Não gosto de saber que utilizam a beleza deste e de outros animais para divertimento dos humanos como nos jardins zoológicos e nos circos.
…que o meu cão tenha uma bola.
…que as pessoas deixem de atirar paus aos gatos.
…que o cão seja sempre bem tratado.

Esponja, prato com tinta azul e parte do mar pintado sobre papel de cenário.
O início do mar
Capa do livro O Peixe que Sorria com homem num barco a lançar um peixe ao mar
A leitura desse dia
Mão de aluna a deitar areia sobre papel de cenário com cola
O fundo do mar
A professora conta a história e mostra o livro aos alunos
Conta-se a história e trocam-se ideias
Dois alunos desenham peixes em papel para aguarela
Pintam-se os peixes
Papel de cenário azul com peixes pintados pelos alunos
O mar quase feito

Para celebrar os 108 anos da implantação da República Portuguesa, foram narrados aos alunos, sob a forma de uma pequena história, os acontecimentos que originaram este golpe de estado.

Falou-se, ainda, do significado das cores e dos elementos que compõem a nossa bandeira, assim como dos últimos reis de Portugal como D. Carlos, D. Manuel II e Rainha Dona Amélia.

O professor conta a história do 5 de Outubro aos alunos
A história de um golpe de estado
A bandeira de Portugal afixada no jornal de parede e o título Implantação da República, 108 anos.
Pormenor do jornal de parede

Diz-me o teu sonho, dir-te-ei quem és

O livro aberto em cima de uma secretária com materiais de trabalho como papel de cartolinas, canetas, barco origami, um livro nuvem.

No primeiro dia de aulas, nada melhor do que falarmos sobre os nossos sonhos para nos conhecermos melhor uns aos outros.

A partir da leitura do livro Sonho com asas, com texto de Teresa Marques e ilustrações de Fátima Afonso, da editora Kalandraka, percorremos o mundo de uma rapariga que sonhava viajar, sinónimo de voar, de ir, de céu e de azul.

E, para viajar, percebemos que a curiosidade, o sonho, o dançar, o cantar e a coragem são já metade do caminho.

Contámos os nossos sonhos, todos eles diferentes uns dos outros, mas em tudo iguais, por fazerem parte da nossa vontade, do nosso querer mais profundo e, às vezes, tão guardado em segredo como se de um tesouro se tratasse. Sim, os nossos sonhos são verdadeiros tesouros!

O meu sonho é… um gelado; voltar a andar; voltar à Guiné, a terra onde nasci; ser uma grande futebolista e uma cantora conhecida; voltar a ser independente; acabar com o mal no mundo; não haver doença no mundo; ter outro cão, porque já tenho dois; saber aproveitar a vida; ultrapassar todas as dificuldades; dar a volta ao mundo.

Cada um de nós está a construir um livro com a forma de uma nuvem e vai desenhar, escrever palavras e frases que documentem estes sonhos.

O livro aberto em cima de uma secretária com materiais de trabalho como papel de cartolinas, canetas, barco origami, um livro nuvem.

Um livro nuvem aberto onde se encontra escrita a frase: Diz-me o teu sonho!

A professora segura o livro da história aberto numa página onde se veem pássaros a voar.

Os alunos e a professora constroem uma nuvem com papel de sulfito.

AS mãos de um aluno que segura o seu livro nuvem e o constrói com um cordel, papel e tesoura.

As mãos de uma aluna a escrever no seu livro nuvem.

A todos, desejamos um bom ano letivo!

Navegar pelo Património

Espetáculo de luz negra

Uma equipa do Serviço Educativo e Cultural do Bairro dos Museus, Museu do Mar Rei Dom Carlos, deslocou-se à nossa escola de hospital para apresentar uma peça de teatro de luz negra baseada na Lenda da Boca do Inferno, uma das lendas mais emblemáticas de Cascais.

Depois do espetáculo, pudemos manipular os fantoches e perceber como e de que são feitos, trocámos ideias com os manipuladores/atores e, ainda, recebemos de presente um peixinho vermelho que será a mascote da nossa escola.Alguns alunos em cadeira e em cama ouvem os manipuladores de marionetas

Nos bastidores, os atores com as marionetas

Duas marionetas de cores garridas e fluorescentes falam uma com a outra

As mediadoras culturais ensinam os alunos a manipular as marionetas

Uma mediadora cultural oferece uma marioneta, um peixe vermelho, a uma aluna

Senhor polvo

Na segunda visita do Museu do Mar Rei Dom Carlos, a Eugénia e a Rita dinamizaram uma atividade educativa sobre uma das espécies marinhas mais pescadas nas águas do mar de Cascais, o polvo.

Aprendemos algumas características interessantes da morfologia deste animal e desvendámos alguns dos seus segredos: tem o sangue azul, é solitário e um engenhoso artista da camuflagem e apresenta três corações e nove cérebros.

Pudemos tocar num polvo verdadeiro comprado na feira de Cascais, observá-lo com o auxílio de lupas e saber os seus hábitos de vida e o modo como é pescado pelo ser humano.

Ouvimos a história Uma Música para Dançar, de Eugénia Soares Lopes, ilustrada com pinturas de Adriana Pardal, que fala de um polvo e dos seus companheiros no fundo do mar.

Ficámos a saber que o mar se encontra poluído com plásticos e microplásticos que destroem a vida marinha e que contaminam as praias e a nossa alimentação num ciclo assustador.

Por fim, divertimo-nos com jogos de adivinhas e de descoberta de objetos escondidos num simulacro de uma grande rocha, o Apalpário. Ainda houve tempo para aprendermos a técnica do papel marmoreado, com a qual vamos pintar os nossos polvos de cartão.

Os alunos ouvem a Rita a contar uma história

Um aluno observa um polvo com uma lupa

Um alcatruz, armadilha em rede, e o Apalpário

As mediadoras culturais mostram um alcatruz

Simulacro de rocha com buracos e objetos dentro para os alunos adivinharem

Aluna coloca papel de aguarela num tabuleiro com água

Exemplos de papel marmoreado

Fernando Pessoa

A equipa do Serviço Educativo da Casa Fernando Pessoa, Cátia e Teresa, visitou a nossa escola para dar a conhecer alguns aspetos da vida e obra de Fernando Pessoa.

Através de uma conversa animada e com a ajuda de fotografias, ficámos a saber pormenores interessantes da vida atribulada do nosso Poeta de bigode, óculos, e chapéu.

Gostámos de saber que teve “amigos imaginários” (heterónimos) e que o menos conhecido deles, criado aos 6 anos de idade, se chamava Chevalier de Pas a quem escrevia cartas. A sua paixão por Ofélia e como se conheceram foi a parte melhor!

Busto de Fernando Pessoa

Aluna na cama brinca com o busto de Fernando Pessoa

Mediadora cultural mostra livro com a foto de Ofélia

Vagueando por diferentes patrimónios

Museu Condes de Castro Guimarães

Recebemos uma vez mais Ana Brás, a mediadora cultural do Museu Condes de Castro Guimarães, do Bairro dos Museus, para a última atividade deste espaço museológico neste ano letivo.

Pegando na história de família da Condessa e da sua colcha de memórias, cada um contribuiu para a construção de uma manta de retalhos, elaborada com quadrados de cartolina que se ligaram com fios de lã, em que cada retalho corresponde a diferentes tipos de património que habitam à nossa volta: material, imaterial, emocional, artístico pessoal, móvel e imóvel.

Cada um de nós tem um acervo patrimonial em casa e na sua memória. E, embora não seja de interesse histórico geral, conta a história da nossa família e de quem somos, pelo que organizámos esse acervo em formato livro com a ajuda das professoras e de alguns familiares.

E uma surpresa estava guardada para o fim: visitámos pessoalmente este Museu e tivemos o privilégio de ser recebidos pela Ana Brás que nos fez uma visita guiada ao Palácio e nos levou a cantos e recantos que estavam fechados ao público!

Ana Brás explica o que é o património cultural

Alunos e professores trabalham na manta de retalhos

Manta de retalhos que representam os vários patrimónios

Ana Brás explica como funcionava a escrita com canetas de penas

Alunos e acompanhantes na entrada do Palácio Condes Castro Guimarães

Escola Cidade dos Afetos

A enfermeira Hortênsia Gouveia, dinamizadora do movimento Escola – Cidade dos Afetos, subordinado ao tema Uma escola de afetos é uma escola de sucesso, visitou a nossa escola de hospital.

Em tom de conversa, partilhámos ideias, sentimentos, experiências sobre assuntos tão importantes como família, a criação de laços de amizade, os sentimentos que dedicamos aos nossos semelhantes e aos animais que nos rodeiam, o respeito por quem vive só e a diferença entre a família de sangue e a família do coração. A nossa maçã dos afetos está em construção e irá figurar numa exposição coletiva.

Enfermeira Hortênsia com os alunos

Pasta de dentes caseira

Tendo sempre em vista a sustentabilidade do Planeta Terra, que é o património mais importante e mais precioso que temos, a professora Sónia ensinou-nos a fazer pasta de dentes caseira. Podemos, assim, reduzir embalagens de plástico que estão a matar a vida nos mares e Oceanos, além de que sabemos a qualidade dos ingredientes que utilizamos que deverão ser sem químicos conservantes.

Recipiente com a pasta de dentes

Marionetas

A Filipa e o Rafael, técnicos museológicos do Museu de Marioneta de Lisboa, visitaram-nos a fim de dinamizar uma oficina que, além de nos fornecer informações sobre as diferentes espécies de marionetas, nos ensinou a construir uma marioneta feita com espuma, tecidos, lã e bolas de pingue-pongue. Foi muito interessante conhecer a diversidade de marionetas que existem espalhadas pelo mundo, os materiais de que são feitas e as diferentes formas de as manipular.

As mãos de aluna a colar marioneta de espuma

Um aluno mostra e manipula a sua marioneta

Um aluno experimenta a manipulação de uma marioneta

Conjunto de marionetas feitas pelos alunos

O lanche dos amigos

Comemorámos o Dia de São Valentim com uma atividade educativa denominada O lanche dos amigos. Tivemos direito a um lanche que celebrou a cidade do amor, Paris, com algumas doçarias que pertencem ao património gastronómico desta cidade com bolachas francesas, palmiers, mil-folhas, croissants e, ainda, um bolo de chocolate à francesa feito pela professora Sónia (receita gentilmente cedida por uma senhora portuguesa, emigrante em França).

Ouvimos a história do livro Vem e Abraça-me de Michal Snunit, editora Vega, que nos remeteu para a linguagem dos sentimentos, ensinando-nos a importância do abraço, os diferentes tipos de abraço que podemos encontrar e sentir e o que poderão querer dizer. E, como na Natureza quase tudo se abraça, fizemos um jogo, criado pela professora, com imagens inspiradas nas ilustrações do livro, onde inventámos e filosofámos sobre quem/o quê abraça quem/o quê. Ainda houve tempo para falar da tradição portuguesa que celebra de forma preciosa o amor: os lenços dos namorados.

Por fim, abraçámos e oferecemos corações aos presentes. Ah! Queremos salientar que não foram utilizados plásticos descartáveis! O amor pelo Planeta é fundamental.

A professora lê a história para os alunos e familiares.

Uma aluna numa cama l~e o que diz o coração que lhe foi oferecido por um colega.

Um aluno joga o jogo feito com pequenos cartões amarelos e com imagens para fazer uma abraço.

A mesa com toalha dos lenços dos namorados, garrafa, bolo de chocolate, caixa com bolachas e o livro Vem e abraça-me.

Os vários patrimónios

Para comemorar a chegada do novo ano, realizámos uma atividade de boas-vindas através da construção de mandalas com materiais diversificados como erva-príncipe, lentilhas, flores e frutos  secos, alfazema, canela e amêndoas laminadas, entre outros.

Duas secretárias, uma com os materiais dentro de frascos e sacos de papel e a outra com as mãos de uma aluna a trabalhar.

Uma mandala feita com folhas e frutos secos, flores e lentilhas intitulada A Paz no Mundo

Uma secretária com duas mandalas: uma terminada e a outra a ser construída por uma aluna.

Uma mandala intitulada Inspiração feita com erva-príncipe, canela e flores.

Através da  atividade intitulada A Colcha de Retalhos da Condessa, dinamizada pela mediadora cultural, Ana Brás, do Bairro dos Museus, Museu Condes de Castro Guimarães, ficámos a perceber que existem vários tipos de patrimónios (natural, cultural, material, imaterial, móvel e imóvel).

Ouvimos a história da colcha da avó da condessa e as histórias que esta contém (ou continha) até deixarem de ser contadas e se perderem. Conhecemos virtualmente o Museu, as histórias das duas famílias que o habitaram e os seus objetos.

Está em construção uma manta de retalhos com as memórias de todos nós e, ainda, um livro individual do nosso património que está a ser construído em contexto sala de aula. Em breve, mostraremos o trabalho completo.

A sala de aula com uma imagem projetada no quadro interativo e alunos a observarem a mediadora cultural a falar.

A mediadora cultural a contar a história da colcha da condessa e a manta colocada sobre uma secretária ao seu lado.

As mãos de uma aluna a desenhar um coração numa cartolina quadrada.

As mãos de uma aluna a desenhar um emoji sorridente numa cartolina quadrada.

O conjunto dos retalhos feitos pelos alunos sobre a manta de retalhos colorida.

Estivemos com professores e alunos da Escola Básica José Cardoso Pires numa videoconferência subordinada ao tema Segurança na Internet que abordou assuntos pertinentes e atuais sobre as vantagens e desvantagens da internet, assim como os perigos que devemos evitar.

Os alunos observam o monitor do computador onde se encontram os colegas da outra escola a falar.

Para celebrar o aniversário de uma aluna internada, a sua escola de origem esteve também em videoconferência, num encontro que proporcionou a troca de palavras entre quem não se via há muito tempo e o conhecimento dos novos alunos e professores da turma.

A aniversariante fala para os colegas da sua escola e é observada por duas terapeutas e uma colega de hospital.

Queremos mostrar o poema coletivo que dedicámos ao lobo ibérico porque achamos importante que as pessoas olhem para este animal com outros olhos.

O lobo ensina os mais novos
Como os humanos ensinam os seus filhos.
O lobo não é mau
Apenas caça para comer e sobreviver.
Nós, humanos, é que destruímos o seu habitat
e ele não tem onde viver.
Lobo, não deixes de ser quem és!
Não ligues às coisas más
que dizem sobre ti!
Continua a ser selvagem
Bonito
Corajoso
E amigo dos teus companheiros.
Nós, humanos,
Temos muito que aprender contigo!

Histórias com rimas e lobos

A bióloga de mão dada com a mascote fala para os alunos.As mediadoras culturais do Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus, Diana Silva e Joana Santos, visitaram a nossa escola de hospital para nos dar a conhecer, numa primeira sessão, a Casa das Histórias Paula Rego, assim como certas características que definem o trabalho da artista Paula Rego.

Abordámos rimas de berço inglesas que inspiraram a sua obra Nursery Rhymes e criámos, de uma forma natural, versos em inglês que rimavam entre si e que caminharam de cá para lá e de lá para cá entre os dois grupos de participantes. Por fim, cada grupo musicou espontaneamente os versos do grupo contrário.

Na segunda sessão, abordámos a narrativa presente no trabalho artístico da autora portuguesa, tendo de novo como centro da nossa atenção a obra dedicada às rimas de berço. Foi feita a apresentação da exposição Pra lá e pra cá presente, neste momento, na Casa das Histórias Paula Rego, e do espetáculo de bailado homónimo que decorreu há duas décadas na Fundação Calouste Gulbenkian. Procurámos identificar as personagens e o espaço das histórias que ouvimos e lemos nas gravuras de Paula Rego, em ilustrações antigas e nos excertos do bailado que visionámos. Realizou-se ainda uma breve abordagem à componente transdisciplinar do espetáculo do processo à realização. Por fim, construímos três cadavre exquis: dois sobre a ovelha e um outro subordinado ao tema Carro lançado por um dos alunos presentes.

<na sala da escola os alunos, à volta de uma mesa e um aluno em cama, observam uma ilustração antiga com uma ovelha e a mediadora cultural fala para os participantes.

Tiras de papel branco com rimas em inglês sobre uma cartolina preta.

As mediadoras culturais mostram ilustrações antigas das rimas de berço inglesas.

Um aluno observa atentamente uma ilustração antiga de uma rima d eberço.

Dois alunos desenham a sua parte do cadavre exquis.

O cadavre exquis completo sobre o tema "carro": rodas, caminhos que se entrecruzam, uma rotunda e uma casa entre outros rabiscos.

Observação de uma gravura da artista Paula Rego sobre a rima de berço "Baa baa black sheep".

Uma aluna desenha umas pernas com botas.

os dois cadavre exquis abertos: duas ovelhas completamente diferentes.

Lobo ibérico

A bióloga Isabel Ambrósio e a mascote Signatus, do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI), visitaram a nossa escola de hospital para nos falar desta espécie em vias de extinção.

O canis lupus signatus é uma espécie que representa o Património geográfico de Portugal e deu origem a histórias e lendas onde nem sempre é visto com bons olhos. Mas, após ouvirmos a bióloga Isabel falar acerca da morfologia e do comportamento deste animal, mudámos a nossa opinião.

 Os alunos observam uma imagem do lobo projetada no quadro interativo.

Uma mascote de tamanho humano cumprimenta os alunos presentes sob o olhar atento da bióloga Isabel.

A bióloga de mão dada com a mascote fala para os alunos.

Azulejos, Fernando Pessoa e alimentos saudáveis

Visitámos o Museu Nacional do Azulejo, em Xabregas, e fomos presenteados com uma visita guiada pelos vários espaços do edifício que celebra esta maravilhosa arte tradicional portuguesa. No dia seguinte, relembrámos o que vimos e ouvimos e fizemos um trabalho de expressão artística sobre a exposição de Haru Ishii, uma artista japonesa que vive em Quioto, Das sombras de Quioto à luz de Lisboa.

Alunos em cadeiras de rodas e em pé com a gui do museu observam o painel de azulejos da cidade de Lisboa
A visita guiada no MNAz
Várias tiras verticais com peixes de cores e motivos diferentes alinhados em arte de azulejo.
Uma das obras de Haru Ishii
Mãos dos alunos a tirar as medidas sobre papel de cartolina.
O trabalho dos alunos
Dois alunos em cadeira de rodas e a guia do Museu a falar sobre as obras de Haru Ishii.
A visita guiada à exposição “Das sombras de Quioto à luz de Lisboa”
Cinco trabalhos em papel que imitam o trabaho do azulejo com várias cores e formas.
O trabalho final dos alunos

Celebrámos o mês da alimentação, com trabalhos alusivos ao tema: elaboração da roda dos alimentos, aulas sobre alimentação saudável e uma sessão de degustação de frutos saudáveis de Portugal e não só. O fruto eleito como mais saboroso foi o maracujá.

Em cima da secretária e sobre um pano de cozinha encontram-se uma romã, bolotas, castanhas ainda dentro dos ouriços, castanha venenosa, mirtilos e maracujás.
Uma mesa bem servida

Recebemos a visita das mediadoras culturais da Casa Fernando Pessoa que nos falaram sobre Almada Negreiros, grande amigo do poeta. A atividade chamava-se Descalçar botas d’elástico e fazer uma revista modernista. A verdade é que não fomos mesmo nada botas de elástico e conseguimos fazer pequenas revistas modernistas cheias de criatividade e imaginação.

Um grupo de alunos dispostos em mesa redonda a escutar a mediadora cultural e a observar uma revista de Almada Negreiros.
A aprender quem foi Almada Negreiros
Uma aluna corta uma tira de papel dobrada como um harmónio com a ajuda de uma das mediadoras culturais.
A fazer uma revista modernista
Cinco das nossas revistas modernistas: O prédio, Sou a lua, A Clarinha, BlaBla e uma sem título.
Algumas das nossas revistas modernistas

Ainda tivemos tempo para aprender os continentes e os oceanos.

Um mapa mundo e um globo terrestre dividido ao meio em cima de uma secretária.
Digam lá, por favor, quantos são os continentes?

Pessoas, animais e lugares

Professora Sónia no púlpito do Palco do Centro Cultural de Cascais
A professora Sónia a partilhar experiências

Apresentação do Projeto TeleAula

O projeto TeleAula no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão esteve presente na apresentação do Programa ENVOLVE-TE para 2017/2018, que decorreu no Centro Cultural de Cascais, com o objetivo de transmitir e partilhar um pouco do que foi a parceria entre a escola de hospital e o Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus.

Dia Mundial do Animal

Celebrámos o Dia Mundial do Animal, recordando os animais que, em tempos, caminhavam nas nossas florestas, nadavam nos nossos mares e sulcavam os céus do Planeta Terra. A partir da leitura e interpretação da obra de Arianna Papini, Queridos Extintos, travámos conhecimento com vinte animais que já não existem ou estão em vias de extinção. Desses animais, escolhemos três para desenhar e saber informações detalhadas: o puma-oriental, a foca-monge-das-Caraíbas e o dodó. É urgente intervir para que a lista não continue a aumentar. Seguem algumas opiniões dadas pelos alunos, após a realização deste trabalho.

É importante haver um dia do animal para dizermos a toda a gente que devemos cuidar dos animais.

Tenho pena dos animais que já não existem. Nós devemos ter respeito por todos os animais, porque todos são importantes para o nosso Planeta.

Este é o dia em que se celebram os animais, porque os animais têm sentimentos e sofrem como as pessoas.

Tenho pena deles, porque não gosto de ver animais mortos pelas pessoas. Eles mereciam estar vivos. Se morrerem de velhice é diferente.

Temos que ter cuidado com a sobrevivência dos animais no futuro.

Aluna desenha a foca-monge-das-Caraíbas a partir da ilustração da autora do livro
A desenhar a foca
Dodó feito a carvão e colagem de uma ilustração de André da Loba
Desenho a carvão da Foca-monge-das-Caraíbas desenhada e colagens
Foca-monge-das-Caraíbas
Desenho a carvão do puma-oriental e colagens verdes
Puma-oriental feito a carvão e colagem

Dia da Implantação da República

Conhecer as características e a simbologia da bandeira de Portugal foi a nossa forma de celebrar o Dia da Implantação da República. Inventámos a bandeira do nosso nome com os elementos que nos caracterizam e que representam, por isso, a nossa identidade.

Mesa com bandeira de Portugal e materiais de desenho
A bandeira de Portugal
Desenho de brasão com flores, corações, borboletas e pessoas
A bandeira da Cristiana
Desenho de brasão com árvore, sol, castelo e coração
A bandeira da Sara

O meu nome é o meu património

Aluna a tentar compor a palavra esperança com letras magnéticas.

Todas as coisas têm nome“, diz o Toquinho na sua canção. Há os nomes comuns, há os próprios e tantos outros. Uns bonitos, outros nem tanto. Há quem queira mudar o seu nome, mas esse não é o caso das alunas que participaram na atividade de apresentação – A aventura do nome – porque gostam do nome que têm e identificam-se na totalidade com ele. Que bom!
A partir da obra de Rita Correia, O meu nome é…, edição de autor, viajámos à descoberta de um nome que pode ser o de alguém ou de alguma coisa.

Em primeiro lugar, ouvimos a canção O meu nome interpretada pela autora do livro, presente no seu blogue Rita Correia Ilustradora.

Depois, caminhámos por entre traços e letras e descobrimos que o nome só podia ser um tesouro. Segundo as alunas, talvez relva, amor, luz, céu, carinho, árvore, sol, mãe, chuva, família, animais, alegria, arco-íris. A página tantas, a Beatriz encontrou uma letra e toca de começar a juntar todas as letras isoladas que encontrávamos. Esta foi a pista utilizada para conseguirmos chegar à solução. Afinal são tantas as palavras que estão dentro do nome Esperança! A letra maiúscula leva-nos a pensar que é o nome de uma mulher, mas também pode ser que este sentimento, por ser tão grande e importante, se deva escrever assim.

Temos esperança que este nome possa estar em todo o lado e viva em todos os corações.

O nome está escondido numa outra pista na capa do livro, mas só com olhos de ver e com a luz do Sol conseguimos vê-lo e foi uma alegria!

A aventura ainda não acabou. Nas próximas aulas iremos continuar a falar de nós e deste livro que tanto nos encantou.

Não pensem que tudo foi brincadeira e mistério, porque relembrámos alguns conteúdos da disciplina de Português, tais como rima, sentido figurado das palavras, recursos expressivos, o nome e as suas subclasses.

A capa do livro "O meu nome é..." de Rita Correia onde se vê o desenho de uma menina com um lápis na mão e um vestido que se transforma em folhas de árvores com palavras.
Capa do livro
As guardas do livro de Rita Correia são compostas por recortes que imitam folhas de árvores. Podemos ler algumas palavras como um tesouro, o vento, o sol, um segredo, uma adivinha, meu e teu.
As guardas ilustradas e com pistas
A mão de aluna procura letras magnéticas.
À procura das letras
Uma quadra e uma ilustração de duas páginas do livro.
O livro aberto
Um detalhe do livro aberto e a palavra ESPERANÇA com letras magnéticas sobre uma secretária.
O nome é Esperança

A viagem chega ao fim

A exposição do trabalho desenvolvido, ao longo do ano letivo 2016/2017, pelo Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus, ENVOLVE-TE, decorreu no Centro Cultural de Cascais, durante o mês de junho.
A nossa escola e o projeto TeleAula encontraram-se orgulhosamente presentes nos intervenientes e, embora com trabalhos ainda em curso, podemos dizer que o que foi realizado até agora permitiu concretizar o objetivo proposto “tornar visível a dimensão cultural do espaço educativo e a dimensão educativa do espaço cultural”.
Queremos dar continuidade a este projeto que nos tem permitido partilhar experiências únicas! Muito obrigado, Bairro dos Museus!

Descrição das características do projeto ENVOLVE-TE 2016/2017 em cartaz
Cartaz do projeto

Para finalizar o ano letivo, a Dra. Inês Brandão, do Farol Museu de Santa Marta, trouxe-nos a visita do Sr. Faroleiro Subchefe Santa Neto que nos proporcionou uma tarde repleta de conhecimentos e momentos divertidos.
Aprendemos características dos faróis e farolins, o que fazem os faroleiros no seu quotidiano, os vários cargos e a hierarquia da profissão de faroleiro, entre outras curiosidades interessantes. Adorámos experimentar as divisas e os bonés!

Um grupo de alunos, uma mãe e o faroleiro Santa Neto olham para o quadro onde o filme decorre.
As tarefas de um faroleiro
Um aluno apresenta-se na fotografia com um boné de faroleiro.
O boné e as divisas de faroleiro
Uma aluna com o boné de faroleiro e as divisas posa para a fotografia com o faroleiro Santa Neto que se encontra trajado a rigor.
Uma aluna e o Faroleiro Santa Neto

Realizámos uma videoconferência com os alunos internados no Hospital de Dona Estefânia e com as professoras que os acompanham, Clara e Dulce. Após as devidas apresentações, fizemos um jogo que tinha como base o tema Capitais europeias. Este jogo foi fabricado pelo Clube de Educação Tecnológica da Escola Básica Integrada da Bobadela e foi-nos oferecido pela equipa de apoio escolar do HDE.

Dois alunos sentados e uma aluna na cama com a professora olham para o quadro onde se encontra a imagem dos alunos e professoras do HDE.
Videoconferência entre o CMRA e o HDE

A Joana Barroso e a Catarina Aleluia, mediadoras culturais do Bairro dos Museus, ofereceram-nos uma atividade cheia de cor e cheiro. A natureza entrou na escola em cestas e caixas, espalhou-se pelo chão da sala, pelas secretárias e pelos nossos sentidos. Construímos mandalas, círculos mágicos, com folhas, flores, bagas, ramos e frutos de vários tamanhos e cores. Houve quem começasse a construir o seu círculo de dentro para fora e quem fizesse ao contrário. Cantámos canções, partilhámos sentimentos e emoções para, no final, dizermos adeus às nossas construções que de um momento para o outro se desfizeram. É assim a Natureza: em constante transformação.

As mãos de uma aluna a construir uma mandala com flores, bagas e folhas.
A construir uma mandala
Várias mãos de alunos tiram elementos da natureza de uma caixa.
A escolher os elementos
As mãos de um aluno a construir uma mandala com flores, frutos e folhas.
Uma mandala quase feita
No chão da sala de aula, podemos visualizar o trabalho coletivo reunido numa grande mandala.
O trabalho final