Um mundo de mil cores

À semelhança dos eucaliptos arco-íris, que já foram motivo de publicação este ano letivo, existem outros fenómenos naturais que nos oferecem paisagens lindas de mil cores.
Caño Cristales é um rio que se localiza na América do Sul, na Colômbia. Nasce no Parque Nacional da Serra da Macarena que se situa no centro do país.
Este rio apresenta várias cores ao longo do seu percurso e, por isso, as pessoas dão-lhe vários nomes, como por exemplo, “O rio das cinco cores”, “O rio que fugiu do paraíso”, “O arco-íris que se derreteu” ou “O rio mais bonito do mundo”.
As suas cores devem-se às algas que se desenvolvem e se reproduzem no fundo do leito e que nos dão a sensação de estarmos diante de um rio de cinco cores: vermelho, amarelo, verde, azul e negro.
Durante o mês de julho, quando termina a estação das chuvas, o nível da água deste rio desce, criando-se as condições ideais para que floresça a Macarenia Clavigera, uma alga cujas folhas apresentam uma enorme variedade de cores, que ondeia debaixo de água. 
A sua floração atinge o máximo esplendor entre os meses de setembro e de novembro.
As cores do rio Caño Cristales

O trabalho que se segue foi elaborado pelo Gelson Patrick, um jovem adulto que frequenta a nossa escola de hospital. 
Podemos encontrar as montanhas coloridas no Parque Geológico Zhangye, Danxia, na província de Gansu, no norte da China.

Este fenómeno é explicado como tendo origem no movimento das placas litosféricas (que se movem devido ao calor do interior da Terra) que juntamente com fatores externos, como vento e chuva, foram criando camadas de diferentes cores, texturas, tamanhos e padrões.

Estas montanhas são formadas por arenitos e outros depósitos minerais que se foram acumulando por mais de 24 milhões de anos.

O arenito é uma rocha sedimentar que se forma à superfície da crusta terrestre composta normalmente por quartzo, mas pode ter quantidades de outros minerais e impurezas. É a presença e tipo de impurezas que determina a coloração dos arenitos, por exemplo, grandes quantidades de óxidos de ferro, fazem esta rocha vermelha.
Adorava ver estas montanhas coloridas! Será que é real? Ou as fotografias foram manipuladas em computador? Que existem as montanhas coloridas, existem, pois é explicado o fenómeno através da composição das rochas que as formam com o efeito do sol, da luz e dos fatores externos como o vento e a chuva. A minha dúvida é se as cores são assim tão intensas.
Um dia irei visitá-las!
As montanhas coloridas na China e os turistas que as visitam

A propósito deste tema colorido, resolvemos ir à procura de cores e do resultado da sua conjugação. Misturámos de forma livre e libertadora as cores de que gostamos e surgiu este quadro.

Serão montanhas? Flores? Pássaros? Será o que vocês quiserem, porque a imaginação não tem limites. Para nós, foi a alegria de um momento de pausa de algumas tarefas nem sempre muito agradáveis.
A nossa paleta de cores
Pintou-se até com os dedos!
As primeiras pinceladas
Mistura de cores
O quadro feito pela Cristiana, acrílico sobre tela

Palavras sobre este trabalho:

Misturei algumas cores para ver se dava algo fantástico e deu.Cores diferentes, bonitas que utilizei na tela com um pincel e com os dedos.Gostei muito, porque foi agradável e relaxante imaginar um mundo diferente dos outros e achar que posso ser pintora.Vejo no meu quadro várias montanhas de diferentes espécies e flores. Achei que podia dar várias pinceladas e algumas parecem flores. Gostei de imaginar que vivia num mundo diferente onde as montanhas e as flores eram de várias espécies e de diferentes tipos.

As cores e a luz

Esta atividade foi, sem dúvida, uma das que mais gostámos até agora. Aprendemos tanto!

Por que razão vemos as cores? A existência da luz é que nos permite visualizar as cores. Se estivermos numa sala às escuras, não conseguimos ver nada. E ficámos mesmo às escuras! Os mais pequenos tiveram medo!

As cores primáriassão o vermelho, o azule o amareloCom a mistura destas cores obtêm-se as cores secundárias.
Apesar de haver sete cores no arco-íris, é possível usar estas três cores para fazer todas as outras. Chamam-se cores primárias, porque são cores puras, ou seja, cores que não se conseguem com a mistura de outras cores.
Chamam-se cores secundárias, porque se conseguem obter a partir da mistura de duas cores primárias. E fizemos as experiências com as cores. Muito interessante!
Há ainda as cores neutras: o branco e o preto não são cores, mas é assim que nós as vemos. São opostas. Com o branco e o preto obtivemos o cinzento, como podem ver nas fotografias. 
O branco é luz e a soma de todas as cores.
O preto é ausência de luze aparentemente não é feita de nenhuma cor.
Cores quentes são aquelas que nos transmitem a sensação de calor: amarelo, laranja e vermelho.
Cores frias são aquelas que nos transmitem a sensação de frio: azul, violeta, verde.
Isaac Newton foi o primeiro cientista a mostrar que a luz branca é composta por diferentes cores. 
Num dia soalheiro, tapou as janelas do seu quarto, deixando um buraco pequeno que permitia passar um raio de luz do Sol. Pôs um prisma à frente e o prisma curvou a luz num padrão de cores na parede. Chamou a isto o espectro solar. Foi precisamente o que estivemos a fazer, não com o Sol, mas com uma lanterna que é também uma fonte de luz.
A luz é na realidade uma mistura de cores diferentes.
Quando vemos um arco-íris, vemos todas as cores diferentes, separadas por gotas de água no ar. Cada cor de luz tem um comprimento de onda ligeiramente diferente, por isso comporta-se de maneira diferente.
Quando cada cor bate num objeto transparente, como uma gota de chuva, atravessa-o a uma velocidade diferente, fazendo as cores separarem-se e espalharem-se.
Usando um pedaço triangular de vidro – prisma – podemos observar a luz a ser dividida nas suas cores diferentes. Existem sete cores que se dividem sempre pela ordem dos seus comprimentos de onda. O vermelho (o maior) separa-se no ângulo mais largo, seguido das cores laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.
Existe uma mnemónica para memorizar facilmente a sequência das cores no arco-íris: Vermelho lá vai violeta.
Existem outros nomes para o arco-íris, como por exemplo, arco da velha ou arco-celeste.

Curiosidade: 

Significado da expressão “coisas do arco da velha”
Utilizamos esta frase, quando nos referimos a coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, estranhas. 

Pensa-se que esta expressão tem origem no Antigo Testamento, porque o arco da velha é o arco-íris, ou arco-celeste e foi um sinal do pacto que Deus fez com Noé:
“Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra.” (Génesis 9:16)
Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina ou Lei de Deus. 

Há diversas histórias populares que defendem outra origem para esta expressão: a da existência de uma velha no arco-íris, sendo que a curvatura do arco corresponde à curvatura das costas provocada pela velhice. Bom, e há quem diga que onde o arco-íris acaba, há um pote cheio de moedas de ouro. Ideias do arco da velha!!
A sala a ficar cada vez mais escura
Depois da escuridão, acendeu-se uma luz
Objetos utilizados: um frasco com água e uma lanterna
Objetos utilizados: um prisma e uma lanterna
As formas e as cores #1
As formas e as cores #2
As formas e as cores #3
As formas e as cores #4
As formas estranhas que vimos eram lindas!
Nesta forma até conseguimos ver um prisma!
Preparação para o trabalho
As cores primárias
A mistura das cores nos godés
Neste trabalho, a descrição foi feita em inglês para treinar 

A experiência da mistura das cores
Branco para fazer cinzento
Cinzento do mais escuro ao mais claro
O cinzento com umas iniciais secretas (mas o segredo está à vista)


Sabem que existe uma espécie de eucalipto chamado arco-íris?

Nome científico: Eucalyptus deglupta;
Altura: acima de 12 metros;
Luminosidade: sol, muita luz;
Ciclo de vida: perene;
Onde vive: Nova Guiné, Indonésia, Filipinas;
Nomes populares: Eucalipto arco-íris, Eucalipto-da-nova-guiné, Eucalipto-das-filipinas.

Tem um aspeto fora de vulgar, porque parece que o tronco foi pintado por uma criança, mas o que acontece é que, enquanto a árvore cresce, se desenvolve e envelhece, vai mudando as cores do súber que é o revestimento ou casca. Apresenta cores como azul, roxo, vermelho, laranja, verde.
Para sobreviver precisa de muita água, não suporta temperaturas abaixo dos 9º C nem acima dos 30º C e gosta muito de luz.
Afinal não são só os animais que mudam de cor como o camaleão e certos peixes!
Curiosidade: quanto mais cores tiver mais velha é a árvore.


Que bom seria poder visitar uma floresta com estes eucaliptos!

Explorando o comportamento da luz

Iniciámos o ano letivo a explorar o comportamento da luz e a descobrir porque não vemos os objetos no escuro. Muitas observações foram realizadas e as conclusões registadas.


Também reproduzimos o arco-íris com uma lanterna e um copo de água, fazendo com que a luz branca se separasse nas suas 7 cores e construímos o disco de Newton que nos permitiu observar o efeito da soma das cores.


A mala da Ciência voltou à escola do Hospital.
Nesta primeira visita explorámos os comportamentos da luz: a formação do arco-íris, a propagação da luz e como atravessa alguns materiais. Por fim construímos um vitral com materiais translúcidos, transparentes e opacos.



Ainda realizámos a nossa primeira TeleAula com a Evelina do Pavilhão do Conhecimento. Explorámos a propagação da luz através de diversos materiais e observámos e experimentámos a formação de imagens em diferentes tipos de espelhos: planos, côncavos e convexos. Por fim, construímos um espelho para fazermos as nossas experiências.

O nosso arco-íris

“O nosso arco-íris” foi o título proposto pelo Bruno para o painel coletivo, iniciado nos primeiros dias deste ano letivo no Hospital de Dona Estefânia, e que esta semana viu a luz.
Além de muita cor, contém palavras e frases que os nossos alunos associam a cada uma bem como alguns poemas de autor, selecionados pela Jaíne.

Elaborado pelos alunos: Alice, Bruno, Domingues, Jaíne, Marta, Ozório e Retiana

Os poemas selecionados formam um conjunto interessante: “Flor da paixão”, de Albano Martins, “Meu coração eu perdi-o”, de Alfredo Brochado, “O mar”, de Ângelo de Lima,  “Sorriso audível das folhas”, de Fernando Pessoa, “A flor do sonho”, de Florbela Espanca e “O sol é grande”, de Sá de Miranda.

A inspiração também surgiu dos livros “As cores” e “O Som das cores”.

“O som das cores”, de Paula Teixeira,
Plátano Editora
“As cores”, editora Civilização,
coleção “Primeiras descobertas”