Património das Mitologias Clássicas

Durante este período, exploramos o património das mitologias clássicas!

Navegamos pelas aventuras de Jasão e os Argonautas e descobrimos diversos mitos em que pessoas são transformadas em animais ou em plantas.

Jasão e os Argonautas

Jasão era filho do rei Éson e irmão de Éson. Éson usurpou o trono ao irmão e obrigou-o juntamente com a sua mãe a fugirem da cidade de Lolco.

Passados anos, Jasão voltou a Lolco e reivindicou o trono de seu pai. Pélias concordou, desde que Jasão fosse buscar o velo de ouro, que estava escondido numa árvore na Cólquida.

Jasão construiu então um navio, a que chamou Argos, e reuniu uma tripulação de 50 homens que partiram para a Cólquida. Entre os tripulantes estavam Peleu, pai de Aquiles, o médico Asclépio e o poeta Orfeu.

Durante a viagem, Jasão e os argonautas enfrentaram muitos perigos.

Para entrar no Mar Negro, precisavam de passar pelas simplégades, enormes pedras que se fechavam se um navio tentasse passar por elas. Para vencer esse obstáculo, Jasão soltou uma pomba, que passou rapidamente pelas simplégades. No momento em que as simplégades recuavam, o Argos conseguiu passar rapidamente.

Para chegar até o bosque onde estava a árvore com o velo de ouro, Jasão deveria matar um dragão e semear um campo com os dentes do dragão. Quando os dentes fossem semeados, de cada um deles sairia um soldado armado. Com a ajuda da bruxa Medeia, Jasão tornou-se invulnerável ao fogo do dragão. Matou-o e semeou os dentes. Quando os soldados surgiram da terra, Jasão escondeu-se e atirou uma pedra a um deles. Sem saberem de onde a pedra tinha saído, os soldados engalfinharam-se e mataram-se uns aos outros.

Cumprindo a promessa, Jasão casou-se com Medeia e apoderou-se do velo de ouro. Na viagem de volta, os argonautas precisaram de atravessar a região onde viviam as sereias, criaturas metade mulher e metade peixe que atraíam os marinheiros para a morte com o seu belo canto. No entanto, o canto de Orfeu era mais belo e, graças à arte do grande poeta, os argonautas conseguiram resistir às sereias e voltar a Tessália.

Metamorfoses

Nas diversas Mitologias Clássicas são diversos os mitos em que pessoas são transformadas em animais ou, mais frequentemente, em plantas. Apesar de uma tal mudança ser ainda impossível no mundo de hoje, o seu propósito literário é simples.

A criação destes mitos assenta na necessidade da humanidade em compreender e aceitar o mundo que a rodeia. Assim, a existência de diversos animais, bem como plantas e fenómenos terrenos, era justificada através desses mitos, possibilitando aos Antigos uma fácil compreensão de todas essas realidades.

Um dos mitos mais apreciado pelos nossos alunos foi o mito de Narciso e de Eco.  Narciso e Eco foram punidos pelos deuses. Narciso viria a ser transformado na flor a que hoje dá o nome. Eco teve uma estranha condenação: jamais teria a oportunidade de falar em primeiro lugar, mas teria sempre a última palavra.

Visitas de estudo pelo património

Na Escola do Departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria, para além do trabalho escolar realizado com cada um dos nossos alunos,  continuamos a ter umas “visitas de estudo” bem interessantes.

Claro que nestas visitas, ao contrário do que acontece nas escolas regulares, nós não nos deslocamos, abrimos as portas da nossa sala e do nosso computador a quem gosta de nos visitar.

A Sandra, em mais uma sessão do Projeto Ciência faz bem à Saúde,  trouxe-nos do Pavilhão do Conhecimento uma mala cheia de experiências: construímos máquinas de rabiscos, fizemos explosões de cores, vimos foguetões e submarinos em funcionamento, alterámos a nossa percepção com lentes prismáticas e até fizemos uma espetada de balões! Foi uma tarde muito bem passada 🙂

Sandra, do Pavilhão do Conhecimento, com a sua mesa de materiais

Alunos do HSM a fazerem espetadas de balões Aluno com lentes prismáticas

Num outro dia, a Sandra fez uma videoconferência connosco a partir do Pavilhão do Conhecimento com uma proposta de gastronomia molecular.

Dedicámos a nossa sessão a fazer caviar azul, verde e vermelho 🙂 Foi bastante divertido!

Alunos e professora em videoconferência com a Sandra

Aluno deita gotas de corante num copo

Alunos deitam gotas de corante num copo

Copos com corante vermelho, verde e azul e colher com bolinhas de diferentes cores

Também visitámos, em TeleAula com a escola do IPO, alguns castelos de Portugal. Percebemos quais as suas funções e descobrimos curiosidades muito interessantes sobre alguns deles:

  • Existem castelos roqueiros… que nada têm a ver com Rock and Roll!;
  • Martim Moniz sacrificou a própria vida ficando “entalado” na porta do castelo de Lisboa
  • D. Fuas Roupinho era o nome de um alcaide no Castelo de Porto de Mós.

Foi uma bela aula de história que nos deu um roteiro interessante para visitar!

Aluno com mapa e questões em TeleAula com o IPO

Aluno lê um pequeno texto em TeleAula com o IPO

Aluno com mapa e questões em TeleAula com o IPO

Aluno em TeleAula com o IPO

Partilhar, preservar e descobrir

Para lembrar a lenda de S. Martinho, as educadoras e as professoras do Departamento de Pediatria do HSM fizeram a sua dramatização por todos os serviços e deixaram um pequeno desafio para não esquecerem esta lenda.


Com o Pavilhão do Conhecimento, tivemos uma aula sobre centro de massa. A Sandra proporcionou-nos várias experiências onde explorámos os centros de massa de vários objetos. No final levámos connosco tucanos equilibristas 🙂

A Sandra e a Rita, também do Pavilhão do Conhecimento, trouxeram-nos minhocas. Pudemos pegar nelas, observá-las em pormenor e aprendemos imensas curiosidades… Imaginem que podem ter até 15 corações e que, apesar de terem cabeça, não têm olhos mas têm células fotossensíveis por todo o corpo! Também aprendemos a distinguir minhocas de lagartas!

A escola do HSM fez a sua primeira TeleAula do presente ano letivo com a escola do IPO. Explorámos vários tipos de pavimentações: com polígonos e com figuras da natureza, tal como o Escher fez. Foi um grande desafio!
Falámos também de pavimentos nossos conhecidos, da calçada portuguesa e ficámos a conhecer a arte dos nossos mestres calceteiros 🙂

Ainda dinamizámos na sala polivalente uma nova atividade com alunos e os monitores José e Ana do CAF S. Vicente.
Fizemos um jogo de apresentação com balões. Escrevemos os nossos nomes, desenhámos um colega, registámos o nosso ídolo e o nosso prato favorito e ainda partilhámos os nossos medos. No final rebentámos os balões. Pum, pum, pum… foi uma festa!

Explorando o fundo do mar!

Projeto “O Mar no Hospital”

Este ano, com a ajuda das madrinhas do Hospital de Santa Maria, iniciámos um novo projeto na Escola do Serviço de Pediatria, o projeto O Mar no Hospital, com  o oceanógrafo Dr. Francisco Silva.

Foi com muito gosto que os nossos alunos receberam este projeto que pretende explorar o fundo do mar de uma forma dinâmica e divertida!

Na primeira sessão percebemos como surgem as ondas e explorámos em pormenor as tão famosas ondas da Nazaré!

Com muita admiração, os nossos alunos aperceberam-se que no fundo do mar da Nazaré existe um canhão!!

Halloween

Para a noite do famoso doçura ou travessura, os meninos e as meninas internados no Serviço de Pediatria enfeitaram os sacos para angariarem os desejados doces!

Foi um doçura ou travessura muito doce!!

Um cheirinho a outono!!!

Árvore em papel

Outono

O equinócio do outono foi um tema abordado com recurso à expressão plástica e à descoberta de curiosidades peculiares.

Um dia com a Rádio Comercial

Alguns dos nossos alunos tiveram a oportunidade de participar na rubrica Eu é que sei da Rádio Comercial.

As respostas às questões “O que fazes com plasticina?” e “Como é que as vassouras das bruxas voam?” foram muito interessantes!!!

Podem ouvir as respostas engraçadíssimas na página do programa Eu é que sei, da Rádio Comercial.

Implantação da República

No âmbito da comemoração da Implantação da República explorámos o texto Proclamação da República do Livro das Datas de Luísa Ducla Soares.

Na sequência, analisámos A Portuguesa, o texto de Henrique Lopes de Mendonça que é o Hino Nacional e a Bandeira Nacional que substituiu a Bandeira da Monarquia Constitucional.

Uma aluna da Guiné Bissau que participou nas atividades desenvolvidas revelou que, na sua escola de origem, os alunos, diariamente, cantam o Hino Nacional da Guiné Bissau e o Hino de Portugal.

Reflexão do ano letivo 2016/2017

O ano letivo 2016/2017 está a terminar!!!

 O acesso ao currículo é um objetivo fulcral dos nossos alunos e respetivas famílias. Em parceria com as escolas de origem de cada um dos nossos alunos procuramos criar condições para o desenvolvimento da aprendizagem e da prossecução da escolaridade.

Os nossos alunos estão de parabéns porque apesar das dificuldades inerentes ao processo difícil que enfrentaram atingiram as suas expetativas em relação à escola.

Paralelamente, foi também um ano cheio de viagens pelo mundo à descoberta de diferentes culturas, paisagens e particularidades. Os diferentes projetos desenvolvidos ao longo deste ano letivo: projeto “TeleAula”, projeto “À descoberta da Mitologia”,  Projeto “A mala do viajante”,  bem como, a concretização das atividades definidas no plano anual de atividades, permitiram abordar transversalmente várias áreas do conhecimento.

Hoje, a pensar no próximo ano letivo, definimos o tema de trabalho e algumas linhas de orientação para o seu desenvolvimento. Através da partilha de ideias e experiências decidimos “Viver o Património” , no âmbito  do Ano Europeu  do Património Cultural.

19º Encontro TeleAula

Viajar é a única coisa que compramos que nos torna mais ricos

A reunião anual da rede de escolas de hospital do Projeto TeleAula decorreu no dia 21 de Junho na Escola Básica José Cardosdo Pires, na Amadora.
O CANTIC, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o Hospital de Dona Estefânia, o Hospital de Santa Maria e o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil partilharam as actividades, vitórias e desafios de mais um ano de trabalho e de colaboração.
O almoço partilhado foi pretexto para uma mostra de capacidades culinárias e exibição de talentos na área da cozinha vegetariana mas também para pôr outros temas em dia, para continuar a boa disposição e, até, para homenagens e despedidas “até já”.
A parte da tarde foi um brainstorming de ideias para a actividade magna que queremos concretizar no próximo ano lectivo.
Inspirados pela proclamação pelas Nações Unidas do ano de 2017 como Ano Internacional de Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, também nós quisemos viajar e conhecer e, por isso, surgiu o tema condutor do ano – A Mala do Viajante. Todos percebemos que essa mala é física e é virtual, tem dentro um instrumento musical carregados de esperança e de sonhos ou experiências de dor, de expectativa e de alegria que são de cada um; é uma mala onde todos nos encontramos para um convívio ou uma viagem no tempo; é uma mala sem barreiras, inesgotável fonte de músicas, livros, espaços, instrumentos científicos e criaturas que só existem na imaginação; uma mala nova de recomeços ou desgastada pelo uso e coberta de autocolantes e passaportes pesados de carimbos.
Começou mais uma viagem de quem recusa ficar parado com uma mala transportada por crianças que certamente apreciarão a irrequietude dos seus guias.

Literacia e saúde

Mãe lê livro com a filha
Agora que o conforto dos fins de tarde e os fins de semana com sabor a verão nos convidam a retomar os livros interrompidos, parece mais do que nunca a altura para relembrarmos a importância da literacia.
Existem muitos estudos sobre os impactos da literacia na saúde. Todos parecem concluir que existe uma associação entre a baixa literacia e problemas de saúde.
Segundo um estudo canadiano, cuja validade foi recentemente reiterada pela Canadian Paediatric Society, promover a literacia é um aspecto fundamental a ter em conta na prática da medicina preventiva e vai mais longe dizendo que a literacia é não só um bom medicamento como também uma decisão económica inteligente.
O programa Ler+ dá saúde apontava para o papel dos profissionais de saúde na promoção da literacia e disponibilizava uma brochura com várias consequências directas e indirectas dos níveis de literacia na saúde.
Embora não tenhamos conhecimento em Portugal de projectos em que os profissionais de saúde ponham explicitamente em prática as recomendações decorrentes destes estudos, em muitos hospitais, no apoio às consultas e aos alunos em internamento, existem profissionais da educação que providenciam acompanhamento escolar.
No Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, Hospital de Dona Estefânia, Hospital de Santa Maria e Instituto Português de Oncologia de Lisboa consideramos fundamental a criação de espaços escolares estimulantes que proporcionem actividades educativas ricas, de modo a minimizar os riscos que, a nível escolar e social, podem advir dos internamentos.
A avaliação deste trabalho, parcialmente espelhado no blogue das escolas de hospital, é posta em comum no final de cada ano lectivo no Encontro TeleAula.
Para saber mais sobre as actividades que as escolas realizam e partilham entre si, visite o blogue dos hospitais. Para ver algumas imagens do 18º Encontro TeleAula, veja o artigo anterior e o vídeo que disponibilizamos aqui.
Este artigo foi publicado também no blogue do CANTIC

18º Encontro TeleAula

Imagem com logotipo do Encontro TeleAula (A maiúsculo com um smile dentro)
O Encontro anual da rede de escolas de hospital do projeto TeleAula, que envolve o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, Hospital de Dona Estefânia, Hospital de Santa Maria e Instituto Português de Oncologia, realizou-se no dia 24 de Junho na Escola Básica 2, 3 José Cardoso Pires. Partilhar um ano de trabalho intenso e produtivo, falar das pequenas e grandes histórias, as vitórias e as perdas, contar dos alunos que foram passando pelas escolas e das actividades que, sob o mote “Ideias com Luz” definido no final do ano passado, com eles se foram criando, reflectir e desabafar sobre a difícil tarefa de, em condições adversas de saúde e isolamente, manter o interesse das crinças e jovens na escola são motivos sobejos, se mais não existissem, para celebrar. Este ano, juntámos também a celebração do 18º Encontro, com um belíssimo bolo comemorativo. Dezoito encontros depois, é importante recordar o enorme percurso realizado desde que no final da década de 90 se iniciou esta aventura, feita de muitas crianças e jovens mas também de muitos profissionais de saúde e, claro está, de muitos professores, tanto nos hospitais como nas escolas de referência!
Este ano, contámos também com as presenças da professora Isabel (da Escola de Alcabideche) e dos professores Alcides, Carlos e Victor (Escola da Bobadela) que nas Escolas de Referência têm criado desafios para os alunos (e os professores também!), enriquecendo ainda mais a prática das escoalas de hospital.
Depois de um magnífico almoço partilhado, com as iguarias que só aqui se provam, passámos uma excelente tarde de aprendizagem na companhia da professora Paula Abrantes que nos guiou no uso de alguns robots Lego Mindstorms.
Quanto ao próximo ano, já começou a ser preparado. Como a reacção ao tema proposto pela ONU (Ano Internacional das Leguminosas) foi facilmente unânime, o tema do próximo ano é Faz de contaFaz de contador, faz de conta-gotas, faz de conta, peso e medida, faz de conta-quilómetros, faz de conta que tanta coisa. E como o tema é tão aberto, já foram criadas balizas para uma exploração mais direccionada. Por isso, no próximo ano, a única coisa que não vamos fazer de conta é que será um ano magnífico. Porque não é preciso. Porque vai  ser.
 

 Este artigo foi publicado também no blogue do CANTIC.

Luz e Mitologia

Os pontos de Luz no mundo

Continuando na exploração da Luz e indo ao encontro do currículo da Geografia, os nossos alunos estiveram a explorar os pontos mais iluminados do mundo.
Foi uma atividade que despertou muito interesse nos nossos alunos!
A partir deste trabalho perceberam que a Terra, à noite, é um mundo de escuridão, mas também de muita luz.
As áreas mais iluminadas e povoadas situam-se no hemisfério norte, sobretudo ao longo da costa.
Também aprenderam que algumas regiões são pouco iluminadas porque correspondem às zonas desertas do nosso mundo.

Mitologia Grega

No dia 10 de abril recebemos a visita do Pedro e do Eduardo da Faculdade de Letras de Lisboa. Nesta visita exploramos os deuses olímpicos. Os nossos alunos adoraram e querem repetir a experiência!

Na primeira sessão, um dos primeiros deuses de que falámos foi Zeus, o deus dos céus, que salvou os seus irmãos da fúria do pai, que os devorava com medo de ser destronado por um deles. Zeus teve dois irmãos, Hades (deus do submundo) e Posídon (deus dos mares), e três irmãs, Deméter (deusa da agricultura), Hera (deusa do casamento) e Héstia (deusa do fogo da casa).
Zeus casou com Métis, deusa da inteligência, que tinha a capacidade de prever o futuro e de se transformar no que quisesse. Métis previu que um dos filhos de Zeus o iria destronar, assim como aconteceu com o seu pai. Então, quando Métis ficou grávida, Zeus, preocupado, desafiou-a para uma competição: saber qual dos dois seria capaz de se transformar em mais coisas. Um dia, Métis transformou-se numa gota de água e Zeus aproveitou e engoliu-a. Como Métis estava grávida, a filha dos dois acabou por nascer da cabeça do pai. Era Atena, a deusa da sabedoria, e já nasceu crescida e armada.
Mais tarde Zeus casou com Hera. Os dois tiveram quatro filhos: Ares (deus da guerra violenta), Hebe (deusa da juventude), Hefesto (deus ferreiro) e Ilítia (deusa dos partos).
Zeus também teve outros filhos. Os mais conhecidos são: Atena (deusa da sabedoria e da guerra justa), Hermes (deus mensageiro) e os gémeos Ártemis (deusa da caça) e Apolo (deus das artes, da medicina e da profecia).