As nossas mais recentes viagens!

VIAJANDO COM OS REIS MAGOS

Para comemorar o Dia de Reis, os nossos alunos construíram coroas e exploraram as tradições que existem em Portugal relacionadas com esta festividade.

Alunos criam coroas

Uma coroa já completa

VIAJANDO COM ULISSES!

Capa do livro Ulisses de Maria Alberta Menéres

No âmbito da parceria estabelecida com a Faculdade de Letras, os nossos alunos descobriram as aventuras de Ulisses, com a ajuda do livro de Maria Alberta Menéres.

Ulisses, conhecido pela sua valentia e inteligência, casado com Penépole e pai de Telémaco, era rei da ilha de Ítaca.

Um dia, apesar de contrariado, teve de embarcar para Tróia porque o Príncipe troiano Páris, ao raptar a rainha grega de nome Helena, provocou uma guerra entre os troianos e os gregos.

Esta guerra durou cerca de dez anos e Ulisses, que sentia muitas saudades do seu reino, teve uma brilhante ideia. Mandou construir um cavalo de madeira onde ele e alguns soldados se esconderam e, assim, conseguiram entrar dentro das muralhas de Tróia e resgatar a rainha Helena.

No regresso a casa, Ulisses deparou-se com muitas peripécias:  o confronto com um ciclope muito violento, a transformação dos marinheiros em porcos, o canto das sereias e o perigo em que se encontrava o seu reino.

Apesar de tantos contratempos, Ulisses conseguiu recuperar o seu reino e família.

20.º Encontro TeleAula

Mais uma vez, a comunidade TeleAula dos hospitais reuniu na  Escola EB 2,3 José Cardoso Pires com o objetivo de refletir e partilhar  as atividades desenvolvidas no ano que agora findou.

Falámos das pequenas e das grandes viagens, científicas e robóticas numa mala que não se esgotou de surpresas todas elas cheias de entusiasmo e aprendizagens. Também as dificuldades e os condicionalismos foram aqui ponderados de  forma a cooperarmos nesta tarefa desafiante que enfrentamos todos os dias.

     

Para o próximo ano letivo,  definimos  linhas orientadoras  com base no Ano Europeu do Património Cultural. Vamos celebrar a diversidade e a riqueza do nosso património num projeto comum a todas as escolas :”Viver o património”. Prometemos um ano com vivências fortes, passando pelos nossos monumentos e museus,  pelas nossas práticas tradicionais e formas de arte contemporâneas.

Foi um dia cheio de tudo o que nos move no dia a dia:  afetos, disponibilidade, interesse e uma vontade imensa de fazer mais e melhor. As expectativas foram superadas.

Curso Pedagogia hospitalaria

Professora Olga Lizasoain

A professora Olga Lizasoain, pedagoga e autora de livros sobre o apoio escolar a alunos em contexto hospitalar, ministrou recentemente mais uma edição do curso Pedagogia hospitalaria na plataforma Miríada X.
O curso apresenta os aspectos específicos do trabalho com alunos hospitalizados que, para além de conviverem com a doença e com os respectivos procedimento médicos, devem também resolver os problemas da ausência de uma vida normal e os impactos sobre os contextos escolares, sociais e familiares.
Os objetivos do curso são analisar o impacto da doença e da hospitalização na vida pessoal e social dos alunos e das famílias e apresentar propostas de ação a partir da pedagogia hospitalar para a inclusão social e escolar dos alunos em situação de doença.
Aberto para consulta a todos os interessados, o curso é constituído por 7 módulos: Contextualização da Pedagogia Hospitalar; A doença na etapa infanto-juvenil; A hospitalização e suas características; Indicações gerais de actuação pedagógica no hospital; As aulas hospitalares; Intervenção educativa domiciliária; O regresso à escola.

O curso está disponível em língua espanhola.
A plataforma Miríada X é uma iniciativa da Telefónica Educación Digital e da Universia que, desde janeiro de 2013, apresenta cursos online (MOOC) de excelente qualidade, propostos por de centenas de universidades ibero-americanas num espaço em que se transmitem conhecimentos de forma livre de modo a fomentar a partilha de experiências e ideias.
[Este artigo foi também publicado na página do CANTIC.]

Viagens para todos os gostos

Celebrámos o Dia dos Namorados viajando pelos lenços dos namorados ou lenços dos pedidos, uma tradição portuguesa que se mantém acesa pela ternura e beleza do tema e da Arte que encerra. Identificámos os erros ortográficos e elaborámos quadras, versos que dedicámos aos nossos amores e amigos.

Um postal com desenhos inspirados nos lenços dos namorados portugueses e o livro "Palavras com beijo dentro"

Um postal com desenhos pintados inspirados nos lenços dos namorados portugueses com o nome Inês

Versos escritos à mão, cada palavra a sua cor, dedicados à mãe: minha mãe é uma flor, a maior deste jardim, obrigada mãezinha por teres sido sempre assim

Uma mão a pintar um postal com desenhos inspirados nos lenços dos namorados portugueses

Um aluno a escolher as cores para pintara o seu postal com desenhos inspirados nos lenços dos namorados portugueses

Decorreu, na passada segunda-feira, a segunda sessão de atividades pedagógicas integradas no segundo módulo proposto e dinamizado pela coordenadora do farol Museu de Santa Marta, Dra. Inês Fialho Brandão, em parceria com o projeto TeleAula. A identificação do Farol de Santa Marta em várias representações topográficas como mapas, cartas náuticas e militares, o seu funcionamento e relação com outros faróis portugueses assim como uma visita virtual pelo interior do farol foram alguns dos aspetos abordados.

Um grupo de alunos ouve com atenção as palavras da Dra. Inês e no quadro encontra-se representado o farol de Aveiro, o mais alto de Portugal

No quadro interativo aparece uma imagem onde se vê a costa portuguesa desde a Guia até ao Bugio assim como as linhas traçadas pelos faróis que indicam o caminho correto para entrar no Porto de Lisboa

Alunos e mães jogam ao jogo de orientação

No dia 15 de fevereiro, recebemos a visita da Casa das Histórias Paula Rego, através das mediadoras culturais do Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus, Diana Silva e Joana Santos, que nos deram a conhecer este museu monográfico, a artista e a sua obra. Ouvimos uma entrevista da pintora e alguns excertos do seu livro “Nursery Rhymes”, em português “Rimas de Berço”, e observámos a relação dos textos com as ilustrações. Ficámos a conhecer uma das técnicas utilizadas pela pintora, a monotipia, através da elaboração de gravuras em chapas produzidas a partir do interior metalizado de pacotes de leite.

Grupo de alunos e as duas mediadoras culturais num momento de apresentação

nas mesas encontram-se várias ferramentas: vários tipos de pepel, livros, cavalete pequeno, máquina de fazer massa

A mão de uma aluna a retirar a fita cola que prende o seu trabalho de monotipia à secretária

Um aluno movimenta de forma circular a tarlatana sobre a chapa da sua monotipia por forma a retirar o remanescente da tinta

A mão de uma aluna a desenhar com a ponta seca o seu desenho na chapa de metal

A mão de um aluno a desenhar com a ponta seca o seu desenho na chapa de metal

O livro de Paula Rego "Nursery Rhymes a ser apresentado a um aluno da creche

No dia 16 de fevereiro, fizemos uma viagem pelo nosso Sistema Solar com a visita do Planetário Calouste Gulbenkian ao nosso espaço. A Dra. Isabel Borges veio acompanhada de duas assistentes, a Diana e a Inês, que simpaticamente nos ensinaram as distâncias entre os vários Planetas, as características dos cometas, dos asteroides e dos Astros e ainda tivemos o privilégio de falar com uma astronauta. Surpresa das surpresas, cada um de nós, construiu um cometa com bolas de papel de alumínio e tiras de papel que simbolizaram a cauda, mas, para o fim, ficou o que mais estupefação criou: a Dra. Isabel “cozinhou” um cometa!

Um grupo de alunos e técnicos olha para a entrada de um astronauta real na sala da escola

A Dra. Isabel Borges faz a apresentação dos alunos e do Planetário

O astronauta e uma técnica assistente do Planetário levam um conjunto de balões cinzentos e pretos, símbolo da Cintura de Asteroides, até um aluno

Uma aluna faz um esquema numa tira de papel azul da sequência dos Planetas do nosso Sistema Solar

A Dra. Isabel vestida de bata branca e com luvas mexe o interior de um alguidar de onde sai fumo branco que se espalha pela secretária: a cozinhar o cometa

O que resta do cometa "cozinhado": uma massa de pequenos cilindros brancos com resíduos pretos

Para informação adicional e visionamento de filmes sobre estas atividades, consulte a nossa página de facebook.

Os direitos das crianças hospitalizadas

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A evolução da saúde infantil é uma história de sucesso (Machado, Alves e Couceiro, 2011)

Juntamente com a extraordinária queda da taxa de mortalidade infantil de 77,5 em 1960 para 3,6‰ em 2009, a esmagadora maioria dos indicadores de progresso do Plano Nacional de Saúde indicam melhorias significativas e consistentes a nível da população em geral e das crianças em particular.
Além disso, o esforço na humanização dos serviços de saúde tem provocado alterações na forma como é feito o atendimento hospitalar e como são protegidos os direitos dos utentes.
Nesse sentido, deixamos aqui a referência à Carta Europeia dos Direitos das Crianças Hospitalizadas, aprovada em Março de 1986 pelo Parlamento europeu, destacando os tópicos relacionados com o direito à educação durante o período de doença.

  1. Não ser hospitalizada se existir outro meio de tratar a doença. No caso de ser necessário o internamento num centro hospitalar, que o internamento seja o mais curto e o menos traumático possível.
  2. Hospitalização diurna sem que isso implique uma carga económica adicional para os pais/cuidadores.
  3. Estar acompanhada dos pais/cuidadores como elementos activos durante a sua permanência no hospital.
  4. Receber informação, adaptada à sua idade, sobre a doença, as técnicas e tratamentos administrados.
  5. Receber cuidados e tratamentos sempre pelo mesmo pessoal de enfermagem.
  6. Recusar-se a ser objecto de investigação.
  7. Os seus pais/cuidadores serem informados sobre a doença, sem que se ponha em causa a intimidade da criança.
  8. Os seus pais/cuidadores terem direito a dar a sua aprovação para os tratamentos.
  9. Direito a uma recepção adequada e seguimento psicossocial por pessoal especializado.
  10. Não ser submetida a experiências farmacológicas ou terapêuticas sem a autorização dos seus pais/cuidadores.
  11. Estar protegida pela declaração de Helsínquia no que se refere às experiências terapêuticas.
  12. Não receber tratamentos médicos inúteis, nem suportar sofrimentos físicos e morais que possam ser evitados.
  13. Ter direito a contactar com os pais/cuidadores em momentos de tensão.
  14. Ser tratada com respeito.
  15. Receber os cuidados de pessoal qualificado, tanto no plano físico como afectivo.
  16. Estar hospitalizada com outras crianças.
  17. Dispor de locais para os cuidados, brincadeiras e educação, e que cumpram as normas oficiais de segurança.
  18. Poder continuar a sua formação escolar.
  19. Ter acesso a livros, brinquedos e meios audiovisuais.
  20. Poder ter aulas durante a sua hospitalização diurna ou convalescença no domicílio.
  21. Receber os cuidados necessários. Se os pais/cuidadores se opuserem ou recusarem por diferentes motivos, será necessária a intervenção da justiça.
  22. Obter ajuda económica, moral e psicossocial no caso de necessitar de tratamentos no estrangeiro.
  23. Pedir a aplicação da presente Carta no caso de a criança necessitar de hospitalização em países que não façam parte da Comunidade Europeia.

Deixamos também a Carta da Criança Hospitalizada, uma versão simplificada da carta europeia, preparada em Leiden em 1988.

  1. A admissão de uma criança no Hospital só deve ter lugar quando os cuidados necessários à sua doença não possam ser prestados em casa, em consulta externa ou em hospital de dia.
  2. Uma criança hospitalizada tem direito a ter pais ou seus substitutos, junto dela, dia e noite, qualquer que seja a sua idade ou o seu estado.
  3. Os pais devem ser encorajados a ficar junto do seu filho devendo ser-lhes facultadas facilidades materiais sem que isso implique qualquer encargo financeiro ou perda de salário. Os pais devem ser informados sobre as regras e rotinas próprias do serviço para que participem activamente nos cuidados ao seu filho.
  4. As crianças e os pais têm o direito de receber uma informação sobre a doença e os tratamentos, adequada à idade e à compreensão, a fim de poderem participar nas decisões que lhes dizem respeito.
  5. Deve evitar-se qualquer exame ou tratamento que não seja indispensável. As agressões físicas ou emocionais e a dor devem ser reduzidas ao mínimo.
  6. As crianças não devem ser admitidas em serviços de adultos. Devem ficar reunidas por grupos etários para beneficiar, de jogos, recreios e actividades educativas adaptadas à idade, com toda a segurança. As pessoas que as visitam devem ser aceites sem limites de idade.
  7. O Hospital deve oferecer às crianças um ambiente que corresponda às suas necessidades físicas, afectivas e educativas, quer no aspecto do equipamento, quer no do pessoal e da segurança.
  8. A equipa de saúde deve ter a formação adequada para responder às necessidades psicológicas e emocionais das crianças e da família.
  9. A equipa de saúde deve estar organizada de modo a assegurar a continuidade dos cuidados que são prestados a cada criança.
  10. A intimidade de cada criança deve ser respeitada. A criança deve ser tratada com cuidado e compreensão em todas as circunstâncias.

Escola que sara os cortes

Foto de criança hospitalizada (Revista Sábado)

No recente encontro das escolas de hospital falámos de alguns alunos que, apesar de não terem a possibilidade de ir à escola presencialmente, conseguem acompanhar as matérias e, nalguns casos, transitar de ano.
A Revista Sábado, na edição do dia 23 de Junho, traz uma reportagem sobre a realidade de algumas destas crianças que, apesar da doença, não desistem da escola e conseguem manter impressionantes resultados escolares.
Com o título Ir à escola no intervalo da quimioterapia, a reportagem centra-se na importância da escolarização em hospital como forma de ultrapassar o corte com os amigos e com a vida escolar.

A escola é fundamental neste contexto, diz Maria de Jesus Moura, directora da unidade de Psicologia do IPO de Lisboa. “Mantém os projectos de vida das crianças. A dada altura tudo se concentra na doença: há sintomas, tratamentos, amigos e familiares que fazem visitas e falam sobre o tema. A escola é uma maneira de quebrar este contacto constante. Tem uma função adaptativa e, ao mesmo tempo, de protecção.” 

Para ler a reportagem completa, é necessário adquirir a Revista Sábado em papel ou digital.

O camaleão baralhado e outras coisas

Fizemos de conta que a nossa casa era em Inglaterra.
O Ruben leu uma história em inglês The Mixed-up Chameleon de Eric Carle que nos conta a vida de um camaleão que queria ser como os outros animais, porque não gostava de si próprio. Assim, vai mudando a sua aparência física, pois os seus desejos são sempre satisfeitos. Muda tanto que deixa de ser ele, ao ponto de não conseguir alimentar-se. Perde a sua personalidade, por isso fica triste e percebe que errou. Pede então o seu último desejo: ser ele mesmo de novo. O desejo é cumprido e fica feliz.
Construímos com papel esponja um camaleão com as partes de outros animais: pernas de flamingo, cabeça de elefante, pescoço de girafa, cauda de raposa. Demos-lhe o nome de camaleão baralhado.


Ruben leu o conto em inglês

A mesa recheada de alimentos bons
O camaleão com partes de outros animais
Cada aluno ia ao quadro colocar uma peça do camaleão
A cara do elefante foi a mais divertida
A colocar a cauda da raposa
O camaleão mais baralhado 
Outro camaleão menos baralhado

A tarde foi bem passada e teve direito a um lanche à maneira inglesa, um verdadeiro tea
time
ou afternoon tea: scones, panquecas e compotas de várias cores.
Dois alunos fizeram de conta que eram médicos nutricionistas e, como o conto fala das cores do arco-íris, resolveram ensinar-nos a importância das cores na nossa alimentação, bem como algumas curiosidades sobre alguns alimentos.


Os scones e afins à nossa espera
Mirtilos, medronhos, amoras e framboesas
Coco, quivi, goiaba, anona, manga, papaia, goiabada
As panquecas

As professoras trouxeram comida diferente e desconhecida de muitos como, por exemplo, coco, flores de perpétua roxa (ótimo para a rouquidão), chá de flores de calêndula, bolachas de alfazema, sal dos Himalaias, papaia, pera goiaba e a respetiva goiabada (o Samuel adorou esta) e tantas outras.
Degustámos uns saborosos frutos silvestres: mirtilos, framboesas, amoras e até medronhos experimentámos!
O projeto Troca de correspondência com uma escola de Santo Tirso vai de vento em popa. Aqui fica um registo do momento da receção das primeiras cartas. Entretanto, já respondemos e esperamos agora ansiosos pelas próximas cartas.


A ler a sua carta
Tantas, as nossas cartas!

Construímos uns sinos a partir da planificação de sólidos com as figuras dos Reis Magos para colocar na árvore do Serviço de Pediatria e uns presentes para enfeitar o jornal de parede.
Vamos aprender a fazer uns postais com pop-ups de árvores de Natal para oferecer.

A fazer um presente a partir da planificação do quadrado
O presente
Elaboração de árvores de Natal para os postais
Árvores feitas
Elaboração de postais pop-up
Postal da Letícia
Postal da Mariana
Postal da Carolina

No ano 2016, publicaremos mais alguns postais.
Desejamos a todos um feliz Natal!