21º Encontro TeleAula

Sónia, Dulce, Clara, Sara, Dina e Magda apresentam o trabalho dos hospitaisPrestes a terminar mais um ano lectivo, tivemos hoje a oportunidade de realizar mais uma reunião anual da rede de escolas de hospital do Projecto TeleAula na EB23 José Cardoso Pires.

Numa altura em que as escolas fazem, a vários níveis, um balanço das actividades, juntamo-nos para pôr em comum trabalhos, parcerias e realizações mas também desafios, vicissitudes e necessidades.

Neste 21º Encontro, depois das palavras de boas vindas da Directora do Agrupamento José Cardoso Pires, seguimos com a partilha de cada hospital: alunos apoiados, projectos levados a cabo e reflexão sobre os aspectos conseguidos e as dificuldades ultrapassadas ou intransponíveis.

Durante a parte da tarde, contámos com a generosidade dos colegas Fernando Franco e Susana Tavares, da Equipa de Recursos e Tecnologias Educativas, para nos falarem de dois eixos da actual resposta educativa, nomeadamente o Perfil dos Alunos à saida da escolaridade obrigatório e o Projecto de autonomia e flexibilidade curricular, e de projectos e concursos que a Direção Geral da Educação apresenta às escolas instando-as a apresentar trabalhos que sejam fruto e motor de inovação.

Jornais escolares, Blogues educativos, SeguraNet, Ambientes de aprendizagm (vulgo Salas de Aula do futuro), eTwinning, Systemic, Eduscratch, Conta-nos uma história, Apps 4 Good, Media@ção, Líderes digitais, etc. são alguns dos desafios que encontraram um forte eco nos professores da escolas de hospital e, certamente, o próximo ano trará novidades e respostas dos nossos alunos.

O tema condutor do próximo ano será Comunicar é preciso, partindo de um dos temas propostos pelas Nações Unidas para o ano de 2019, o Ano Internacional das Línguas Indígenas. Brevemente encontrar-nos-emos para delinear estratégias e parcerias entre hospitais que nos levar a cabo esta tarefa no próximo ano.

Até lá, ficam algumas imagens no álbum 21º Encontro TeleAula.

A minha escola é meu património

A minha escola é meu património e eu contribuo para o património da minha escola.

Os últimos dias deste ano letivo deram evidência deste facto. Tivemos oportunidade de acompanhar três alunos às suas escolas de origem e constatar como esta reciprocidade se operacionaliza. Foram momentos de partilha e de convívio que deixam na memória uma marca de pertença,  pertença a um tempo e a um espaço no qual  todos fomos agentes e do qual todos recebemos e deixámos algo de herança, herança que se reflete no nosso futuro individual e comunitário.

Escola Básica Integrada Patrício Prazeres

Fomos ver o arraial popular de encerramento do ano letivo. Houve espetáculo com convidados – alunos da Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espetáculo do Chapitô –  e com a prata da casa – alunos, animadores e professores.  Ouvimos músicas tradicionais portuguesas e vimos malabarismo, danças e muitas bifanas.

Neste ano letivo, esta foi a segunda visita da nossa aluna à sua escola. Cada oportunidade é acolhida com entusiasmo e é com muita alegria que a vemos circular pelo espaço escolar e receber os cumprimentos dos colegas e dos funcionários. As memórias vitais de mais este convívio apenas perderão protagonismo quando forem suplantadas pelas do próximo encontro.

Até lá!

Escola Básica do 2º/3º Ciclo Manuel da Maia

Assistimos à peça que o grupo de alunos do clube de teatro, com o apoio e orientação dos seus professores, escreveu e interpretou. Nela foram apresentados vários quadros temáticos representativos de situações de vida com grande impacto social e nos indivíduos – violência doméstica, bullying, orientação sexual e BFFs (Best Friends Forever).

Ao longo dos meses anteriores fomos acompanhando o trabalho de escrita de excertos do texto, fomos ouvindo as leituras do nosso aluno e até dando algumas deixas, durante o tempo de tratamento de hemodiálise. O entusiasmo e nervosismo eram enormes, sobretudo porque a data de estreia de aproximava e a alta não era certa. Por tudo isto, não resistimos ao convite para estar entre o público e apreciar o trabalho e dedicação à arte destes jovens e seus professores.

Parabéns a todos, e especialmente ao nosso protagonista!

Escola Secundária D. João V

Fomos convidados a assistir à apresentação dos Temas de Vida, projeto final de curso dos alunos de Ensino Formação de Adultos (EFA) com as valências B2 e B3, que permitiu aos alunos a conclusão do Ensino Básico.

Os formandos davam início à sua apresentação pessoal em Inglês, dedicando depois, já em Língua Portuguesa, atenção às suas origens, ao seu percurso de vida e ao papel da escola na sua valorização pessoal. Uns movidos por sonhos de glória futebolísticos, outros fugindo de um dia-a-dia difícil, outros procurando saúde para si ou para um filho, quase todos deslocados do seu país (Cabo Verde, Guiné-Bissau ou São Tomé e Príncipe), estes formandos terão dado o passo que faltava para poderem aceder à próxima etapa – o ensino secundário.

O aluno que conhecemos há cerca de 8 anos, tem agora 24 e enche-nos de alegria, de esperança e de confiança! Agradecemos-lhe pelo exemplo lindo e  tão valioso de resiliência contra as adversidades da doença e de coragem pela perseverança do estudo, dignificando no fim todos os que consigo colaboraram e a escola como instituição que sempre pode e deve proporcionar a oportunidade de crescimento e sucesso que a cada um for adequado.

Boa sorte!

Viver o património com os oceanos, robots, azulejos e muito mais

Na escola do HSM recebemos a visita do nosso amigo oceanógrafo Francisco Silva que nos trouxe o mar ao nosso hospital. Falámos de mares, marés, correntes, ondas e ficámos a perceber melhor o fenómeno das ondas gigantes da Nazaré.

Oceanógrafo Francisco Silva fala aos alunos

Oceanógrafo Francisco Silva mostra imagem do relevo marinho aos alunos

Tivemos mais uma tarde bem passada na companhia do professor Paulo Torcato que nos trouxe os Mbots: programámo-los para andar, desviar de obstáculos, desenhar um quadrado e o número dois. Não foi fácil mas um desafio é sempre benvindo!

Professor Paulo Torcato fala sobre Mbots Mbots em funcionamento

Também tivemos a visita do Museu do Azulejo e percebemos um pouco do trabalho que está por trás dos painéis de azulejos do nosso património. Cada um de nós pintou um que entretanto ainda foi para o museu para cozer a 1000º num forno mágico. Foi uma tarde diferente e espetacular!

Pintura de azulejos com professoras, alunos e educadoras Pintura de azulejos com professoras, alunos e educadoras Pintura de azulejos com professoras, alunos e educadoras Azulejos pintados pelos alunos

Com a Sandra do Pavilhão do Conhecimento fizemos uma videoconferência em que, além de outras experiências, explorámos várias propriedades da água. Mas a estrela da tarde foi a película de sabão!!!!

Videoconferência com a Sandra do Pavilhão do Conhecimento e dispositivo para fazer películas de sabão Dispositivo para fazer películas de sabão Exploração de dispositivo para fazer películas de sabão Exploração de dispositivo para fazer películas de sabão

Numa sessão presencial, trouxe-nos um grande desafio com LED e circuitos e fizemos postais pop-up bastante iluminados!

Sandra do Pavilhão do Conhecimento mostra a construção de postais com LED Criação de um postal com sapo, moscas e LED Postal com um morcego e um LED Postal com um sapo e uma mosca com LED aceso

Como o ano letivo está quase a terminar, deixamos uma quadra para vos animar.

Cartão com circuito integrado em forma de manjerico e a quadra: Do Pavilhão do Conhecimento/Vem a Sandra nos ensinar/E para acabar este ano/Com os LEDs vamos celebrar

Património Sempre Presente…

Nova visita aos Namban-Jin – Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

Através de um exercício de observação pormenorizado dos famosos Biombos Namban, dos pintores  Kamo Naizen e Kano Domi, e com a ajuda da Rita Gonçalves do MNAA, revisitámos a chegada das naus portuguesas a esse país longínquo que é o Japão, ao porto de Nagasáqui, no séc XVI. Nesta viagem levámos novos viajantes a descobrir quem eram e como se vestiam os vários intervenientes desta aventura, como eram as naus,  qual a sua valiosa carga, entre outras curiosidades. Aproveitámos  o balanço e espreitámos um pouco mais da cultura japonesa dos nossos dias.

Aqui deixamos registado algum do  vocabulário resultante desta sessão para conhecimento de todos:

Namban-Jin = Bárbaros que vêm do sul

Bombachas = Calças curtas e largas

Kurafuné = Barco Negro

Samurai = Guerreiro japonês

Karpa = Peixe da Boa Sorte

Momidje = Árvores que dão flor de cor amarela e vermelha típicas do Japão

Sushi = Um prato da culinária japonesa que possui origem numa antiga técnica de conservação da carne e de peixe em arroz avinagrado

HelloKitti = Desenho animado criado no Japão

Mangá ou manga = Banda desenhada no estilo japonês (várias mangas dão origem a animes)

E ainda palavras japonesas que fazem parte do português:

Biombo = Byobu
Quimono = Kimono = Veste típica do Japão
Judo = Judo
Caratê – Karate

Mais uma vez agradecemos à Rita ter-nos proporcionado uma manhã tão interessante e curiosa  através das histórias dos Namban-Jin!

Clube de Educação Tecnológica da EBI da Bobadela já é nosso património

Como já é da tradição no 3º período, desta vez o encontro TeleAula foi ao vivo…

Partindo da história da Fábrica de Porcelana de Sacavém, os nossos alunos montaram painéis representativos dos famosos padrões usados nas pinturas das porcelanas, utilizando para isso as sete peças do Tangram.  Para o sucesso desta atividade,  contámos com a preciosa ajuda do grupo de alunos e professores do Clube de Educação Tecnológica da Escola Básica Integrada da Bobadela (C.E.T.), que previamente prepararam todo o material necessário e dinamizaram a sessão.

Sucederam-se ainda mais atividades, que passaram pela composição do tangram com imagens alusivas às louças de Sacavém e a resolução  de desafios matemáticos e figuras usando as sete peças do tangram.

Foi uma TeleAula ao vivo Muito Dinâmica e Divertida!

MUITOS PARABÉNS  a todos os elementos do  C.E.T. que tanto contribuíram  para que tal fosse possível!

Dia Mundial da Criança

O  final de ano letivo não seria o mesmo se não se comemorasse este dia.

O núcleo pedagógico do Hospital de Dona Estefânia sugeriu atividades para esta comemoração, por solicitação do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central. O Serviço de Apoio Escolar ao 2º/3º ciclos e secundário propôs cinema. Esta atividade iria complementar as outras atividades do programa. Desenvolvemos duas sessões, a primeira como aperitivo, logo no dia 30 de maio, e a segunda sessão no próprio dia 1 de junho. O filme foi votado e escolhido pelos espetadores.

Pois é, ele foi  cineminha, um jogo de tabuleiro dinamizado pelo núcleo educacional do Museu da Cidade de Lisboa, pinturas faciais e teatro trazidas  pelos alunos do 1º e 2º anos do Curso de Apoio à Família e Comunidade da Casa Pia de Lisboa. A brincar e de forma bem divertida este grupo conseguiu apelar à reciclagem do lixo, contribuindo para a consciencialização de que, através de pequenos gestos como esse,  todos somos responsáveis por mantermos/conservarmos e lutarmos por um PLANETA MELHOR e MAIS LIMPO.

Projecto Aprender Mais

Logótipo Aprender MaisNo dia 9 de Maio de 2018, a ACREDITAR e o CANTIC celebraram um protocolo de cooperação no âmbito do projecto Aprender + no sentido de desenvolver propostas de trabalho que proporcionem apoio pedagógico a crianças que se encontrem em tratamento ou recuperação de tratamento oncológico e que frequentem o pré-escolar, o 1º, 2º e 3º Ciclo e o Secundário.

A ACREDITAR, Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, é uma rede de pais e amigos que, em articulação com os hospitais de Oncologia Pediátrica, faz o acompanhamento das famílias de crianças com cancro.

O projecto Aprender + constitui-se como um apoio escolar gratuito no domicílio presencialmente ou através de webconferência, desenvolvido por profissionais da área da educação e do desenvolvimento (professores do 1.º ciclo até ao secundário, educadores de infância, psicólogos, educadores sociais, terapeutas ocupacionais, entre outros). Não substitui a escola nem o direito a medidas educativas especiais (conforme a Lei n.º71/2009), mas apresenta-se como um apoio complementar e personalizado.

No dia 12 de Maio, teve lugar uma formação de voluntários na casa da ACREDITAR em Lisboa. Nesta formação inicial para o projecto Aprender +, Margarida Cruz, Presidente da ACREDITAR, explicou a Rede Acreditar e a importância do projecto, agradecendo a presença dos voluntários. Em seguida, Sandra Brites, da Escola do IPO, falou da experiência directa com os alunos, as múltiplas valências da escola e as suas funções na vida do aluno e da família. Rui Fernandes apresentou o CANTIC e a história e estrutura das escolas de hospital e em seguida recuperou o texto do protocolo para falar das finalidades do projecto, da operacionalização do apoio e da organização e acompanhamento das sessões no âmbito do projecto Aprender +. A parte da tarde foi dedicada a aspectos relacionados com o impacto da doença na vida das famílias e o papel do voluntário .

O protocolo agora assinado surge na sequência da publicação da Portaria n.º 350-A/2017. A Portaria n.º 350-A/2017, de 14 de novembro, estabelece as medidas de apoio educativo a prestar a crianças e jovens com doença oncológica, regulamentando assim o artigo 11.º da Lei n.º 71/2009, de 6 de agosto. O artigo 5.º da Portaria refere que

no âmbito das suas competências os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas podem celebrar protocolos e parcerias com entidades públicas ou privadas visando o cumprimento do objeto da presente portaria.

O Projecto Aprender Mais é certamente uma importante proposta no sentido de facilitar a concretização do apoio a crianças e jovens com doença oncológica.

Para mais informações, deve contactar a ACREDITAR (página da ACREDITAR), a escola do IPO (contactos na página das escolas de hospital) ou o CANTIC (página do CANTIC).

[Artigo também disponível na página do CANTIC.]

Em busca do Património Cultural

Raízes da nossa cultura – A fundação de Roma

Eneias protagoniza a ligação do mundo grego e romano e as suas aventuras fazem parte do nosso património cultural.

Mais uma vez, os nossos alunos tiveram a oportunidade de conhecer as raízes da nossa cultura através do projeto Mitologia que lhes tem permitido conhecer importantes aspetos da Cultura Clássica de uma forma lúdica e divertida.

Mãos sobre imagens de personagens da mitologia clássica

Uma visita muito animada!

A EBI da Bobadela fez-nos uma agradável surpresa! Um grupo de alunos e os seus professores de Educação Tecnológica vieram visitar-nos.

A fábrica da loiça de Sacavém foi o mote para diferentes atividades. Os alunos da Bobadela trouxeram-nos muitas informações sobre esta antiga e importante indústria com imagens dos seus produtos. Conseguimos identificar peças que encontramos em casa das nossas avós…

Com imagens alusivas à fábrica, trouxeram-nos diferentes tangram com os quais foi possível fazermos construções, algumas bem complexas…Tangram concluído com a imagem de um prato Peças de tangram e algumas formas possíveis

Descobrir Lisboa

Lisboa é linda…

Devíamos conhecer melhor esta cidade que tantos turistas atrai.

Praça do Comércio, Marquês de Pombal, Aqueduto das Águas Livres, Castelo de S. Jorge… Cada viagem é uma descoberta!

Os nossos alunos que não conhecem Lisboa ficaram curiosos e entusiasmados.

Dia da Europa

A Europa, berço da cultura “Ocidental”, é, por vezes, desconhecida dos nossos alunos. A propósito do Dia da Europa realizámos várias atividades que nos permitiram conhecer um pouco melhor a Europa e, sobretudo,  os países da União Europeia (UE).

Interpretámos a lenda da Europa e analisámos o mapa da Europa assinalando os países da UE.

A partir dos conhecimentos dos alunos fomos descobrindo imagens dos diferentes países e caraterísticas da sua cultura.

Foi uma viagem que nos deixou com vontade de conhecer mais…

Monumentos europeus

Mapas da europa com símbolos e monumentos dos países

Património ao loooooongo dos tempos

A Escola do Departamento de Pediatria do HSM realizou mais uma TeleAula com a Escola do IPO. Viajámos por Lisboa e ficámos a conhecer alguns dos seus principais monumentos a partir de pequenas curiosidades e desafios. Foi uma sessão cheia de novidades, já que a maioria chegou há pouco tempo de outro país e ainda não conhece a nossa capital.

Professora Diana com aluna a realizar exercícios em TeleAula com IPO

Professora Diana com aluna a realizar exercícios em TeleAula com IPO

Alunos do IPO mostram trabalhos em TeleAula

Professora e aluna com os alunos do IPO em TeleAula

O professor Paulo Torcato visitou-nos novamente… já tínhamos saudades! Tivemos uma sessão num quarto de isolamento em que se fez programação com Scratch. Foi uma sessão alegre, ativa e cheia de empenho e trabalho. No final, a nossa aluna jogou um jogo construído por ela.

Aluna e professor programam em Scratch

Aluna programa em Scratch

Aluna programa em Scratch

Numa outra sessão, o professor trouxe-nos mBots para programar. Conseguimos ensinar estes robots simpáticos a andar, a parar e a “ver” obstáculos 🙂 Alunos de 5 países tiveram a oportunidade de programar um robot pela primeira vez.

Professores e alunos exploram os mbots

Professores e alunos programam os mbots

Professores e alunos brincam com os mbots

A Sandra e a Catarina vieram com a grande especialista em DINOSSAURIUS, a Inês, falar sobre estes animais já extintos.

Ficámos a saber que atualmente ainda existem animais que coabitaram o nosso planeta com eles (por exemplo, as formigas, tartarugas e tubarões) e outros que são seus descendentes (as aves!).

Alunos, professoras e monitoras com dinossauros e fósseis

Aluno explora fósseis com lupa

Trouxeram-nos, do Pavilhão do Conhecimento, várias réplicas de fósseis, crânios e dentes e nós também fizemos um molde de réplica.

Alunos exploram fósseis de dinossauro de brincar

Dinossauros em moldes

Dinossauros e lupa

E isto e aquilo e aqueloutro? Também são património.

É  isto o amor!

Fotografia dos atores e outros membros do grupo Boca Aberta e do Teatro Nacional D. Maria II

Uma das encenações Boca Aberta saiu do salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, passou pelo Hospital Dona Estefânia para se mostrar e criou em nós uma oportunidade de pensar o amor.  Assistimos a metodologias de investigação muito ternurentas e ficámos, em certas cenas, pensativamente, de boca aberta.

Texto informativo que contextualiza o projeto Boca Aberta

Sobre este espectáculo e esta iniciativa, existe a página É isto o amor! – Histórias encenadas para a infância.

Histórias de musear (PIM!)

Fotografia que mostra um momento da ação da História de Musear subordinada ao tema Almada Negreiros

Por intermédio do serviço educativo da Fundação Calouste Gulbenkian, recebemos o projeto Histórias de Musear. Com excertos de textos de Almada Negreiros, como A Invenção do Dia Claro ou Manifesto Anti-Dantas, fomos muito bem conduzidos, a revisitar Almada Negreiros, com afetos, palavras, música, fotografias, um regador sonoro, botas e sapatos, imitação de animais, figuras geométricas, tangerinas e muito verde, PAM!.

Iniciámos com muita ternura:

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Brincámos inocentemente:

tam
tam-tam
tanque
estanque
tangerina bola
tangerina boia
tangerina ina
tangerininha

 

E na nossa memória também ainda ecoam as expressões mais insólitas, como por exemplo:

O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas nu é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!

Graças a estas citações, fizemos uma pequena investigação acerca de quem foi Júlio Dantas e do contexto modernista que levou Almada Negreiros a escrever o Manifesto, que podemos ouvir e ver dito por Mário Viegas no vídeo Manifesto Anti-Dantas – Mário Viegas, com um início em que podemos ouvir o próprio Almada.

Fotografia da vista de costas do grupo que assistiu à peça Histórias de Musear

Redescobrir digitalmente

Por estes dias, os nossos alunos têm redescoberto dois dos retratos que Almada fez de Fernando Pessoa desta forma:

Fotografia de aluno a resolver um puzzle digital no quadro interativo

Convidamo-vos a explorá-los também:


O espaço escolar de Alcoitão

 No ano passado, a Escola Básica nº 2 de Alcoitão, do Agrupamento de Escolas de Alcabideche, mudou o nome para Escola Básica Gracinda Antunes Valido. Esta Escola funciona numa sala de aula única nas instalações do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (CMRA).

A terapeuta Gracinda Valido trabalha no CMRA desde 1982 e, no âmbito da alteração da designação da escola, foi o centro de várias reportagens na comunicação social. Destacamos o texto do Diário de Notícias O que há no nome desta escola? Uma vida dedicada à terapia da fala.

A Escola Básica nº 2 de Alcoitão nasceu em 1967, no ano seguinte ao início do funcionamento do CMRA e trabalhava apenas com alunos do 1º ciclo.

No ano 2000, o CANTIC criou o projecto TeleAula: Relações Virtuais de Aprendizagem, iniciativa que juntou os Ministérios da Educação e da Saúde e que permitiu, com a participação financeira da (actual) ANACOM, equipar uma sala do Hospital com tecnologias proporcionando, desta forma, o apoio escolar aos alunos dos 2º e 3º ciclos e secundário.

Alguns anos depois, a redefinição dos espaços hospitalares obrigou à mudança do trabalho com estes alunos para a sala da Escola Básica nº2, situação que se mantém até hoje.

Património das Mitologias Clássicas

Durante este período, exploramos o património das mitologias clássicas!

Navegamos pelas aventuras de Jasão e os Argonautas e descobrimos diversos mitos em que pessoas são transformadas em animais ou em plantas.

Jasão e os Argonautas

Jasão era filho do rei Éson e irmão de Éson. Éson usurpou o trono ao irmão e obrigou-o juntamente com a sua mãe a fugirem da cidade de Lolco.

Passados anos, Jasão voltou a Lolco e reivindicou o trono de seu pai. Pélias concordou, desde que Jasão fosse buscar o velo de ouro, que estava escondido numa árvore na Cólquida.

Jasão construiu então um navio, a que chamou Argos, e reuniu uma tripulação de 50 homens que partiram para a Cólquida. Entre os tripulantes estavam Peleu, pai de Aquiles, o médico Asclépio e o poeta Orfeu.

Durante a viagem, Jasão e os argonautas enfrentaram muitos perigos.

Para entrar no Mar Negro, precisavam de passar pelas simplégades, enormes pedras que se fechavam se um navio tentasse passar por elas. Para vencer esse obstáculo, Jasão soltou uma pomba, que passou rapidamente pelas simplégades. No momento em que as simplégades recuavam, o Argos conseguiu passar rapidamente.

Para chegar até o bosque onde estava a árvore com o velo de ouro, Jasão deveria matar um dragão e semear um campo com os dentes do dragão. Quando os dentes fossem semeados, de cada um deles sairia um soldado armado. Com a ajuda da bruxa Medeia, Jasão tornou-se invulnerável ao fogo do dragão. Matou-o e semeou os dentes. Quando os soldados surgiram da terra, Jasão escondeu-se e atirou uma pedra a um deles. Sem saberem de onde a pedra tinha saído, os soldados engalfinharam-se e mataram-se uns aos outros.

Cumprindo a promessa, Jasão casou-se com Medeia e apoderou-se do velo de ouro. Na viagem de volta, os argonautas precisaram de atravessar a região onde viviam as sereias, criaturas metade mulher e metade peixe que atraíam os marinheiros para a morte com o seu belo canto. No entanto, o canto de Orfeu era mais belo e, graças à arte do grande poeta, os argonautas conseguiram resistir às sereias e voltar a Tessália.

Metamorfoses

Nas diversas Mitologias Clássicas são diversos os mitos em que pessoas são transformadas em animais ou, mais frequentemente, em plantas. Apesar de uma tal mudança ser ainda impossível no mundo de hoje, o seu propósito literário é simples.

A criação destes mitos assenta na necessidade da humanidade em compreender e aceitar o mundo que a rodeia. Assim, a existência de diversos animais, bem como plantas e fenómenos terrenos, era justificada através desses mitos, possibilitando aos Antigos uma fácil compreensão de todas essas realidades.

Um dos mitos mais apreciado pelos nossos alunos foi o mito de Narciso e de Eco.  Narciso e Eco foram punidos pelos deuses. Narciso viria a ser transformado na flor a que hoje dá o nome. Eco teve uma estranha condenação: jamais teria a oportunidade de falar em primeiro lugar, mas teria sempre a última palavra.