Diz-me o teu sonho, dir-te-ei quem és

O livro aberto em cima de uma secretária com materiais de trabalho como papel de cartolinas, canetas, barco origami, um livro nuvem.

No primeiro dia de aulas, nada melhor do que falarmos sobre os nossos sonhos para nos conhecermos melhor uns aos outros.

A partir da leitura do livro Sonho com asas, com texto de Teresa Marques e ilustrações de Fátima Afonso, da editora Kalandraka, percorremos o mundo de uma rapariga que sonhava viajar, sinónimo de voar, de ir, de céu e de azul.

E, para viajar, percebemos que a curiosidade, o sonho, o dançar, o cantar e a coragem são já metade do caminho.

Contámos os nossos sonhos, todos eles diferentes uns dos outros, mas em tudo iguais, por fazerem parte da nossa vontade, do nosso querer mais profundo e, às vezes, tão guardado em segredo como se de um tesouro se tratasse. Sim, os nossos sonhos são verdadeiros tesouros!

O meu sonho é… um gelado; voltar a andar; voltar à Guiné, a terra onde nasci; ser uma grande futebolista e uma cantora conhecida; voltar a ser independente; acabar com o mal no mundo; não haver doença no mundo; ter outro cão, porque já tenho dois; saber aproveitar a vida; ultrapassar todas as dificuldades; dar a volta ao mundo.

Cada um de nós está a construir um livro com a forma de uma nuvem e vai desenhar, escrever palavras e frases que documentem estes sonhos.

O livro aberto em cima de uma secretária com materiais de trabalho como papel de cartolinas, canetas, barco origami, um livro nuvem.

Um livro nuvem aberto onde se encontra escrita a frase: Diz-me o teu sonho!

A professora segura o livro da história aberto numa página onde se veem pássaros a voar.

Os alunos e a professora constroem uma nuvem com papel de sulfito.

AS mãos de um aluno que segura o seu livro nuvem e o constrói com um cordel, papel e tesoura.

As mãos de uma aluna a escrever no seu livro nuvem.

A todos, desejamos um bom ano letivo!

Os vários patrimónios

Para comemorar a chegada do novo ano, realizámos uma atividade de boas-vindas através da construção de mandalas com materiais diversificados como erva-príncipe, lentilhas, flores e frutos  secos, alfazema, canela e amêndoas laminadas, entre outros.

Duas secretárias, uma com os materiais dentro de frascos e sacos de papel e a outra com as mãos de uma aluna a trabalhar.

Uma mandala feita com folhas e frutos secos, flores e lentilhas intitulada A Paz no Mundo

Uma secretária com duas mandalas: uma terminada e a outra a ser construída por uma aluna.

Uma mandala intitulada Inspiração feita com erva-príncipe, canela e flores.

Através da  atividade intitulada A Colcha de Retalhos da Condessa, dinamizada pela mediadora cultural, Ana Brás, do Bairro dos Museus, Museu Condes de Castro Guimarães, ficámos a perceber que existem vários tipos de patrimónios (natural, cultural, material, imaterial, móvel e imóvel).

Ouvimos a história da colcha da avó da condessa e as histórias que esta contém (ou continha) até deixarem de ser contadas e se perderem. Conhecemos virtualmente o Museu, as histórias das duas famílias que o habitaram e os seus objetos.

Está em construção uma manta de retalhos com as memórias de todos nós e, ainda, um livro individual do nosso património que está a ser construído em contexto sala de aula. Em breve, mostraremos o trabalho completo.

A sala de aula com uma imagem projetada no quadro interativo e alunos a observarem a mediadora cultural a falar.

A mediadora cultural a contar a história da colcha da condessa e a manta colocada sobre uma secretária ao seu lado.

As mãos de uma aluna a desenhar um coração numa cartolina quadrada.

As mãos de uma aluna a desenhar um emoji sorridente numa cartolina quadrada.

O conjunto dos retalhos feitos pelos alunos sobre a manta de retalhos colorida.

Estivemos com professores e alunos da Escola Básica José Cardoso Pires numa videoconferência subordinada ao tema Segurança na Internet que abordou assuntos pertinentes e atuais sobre as vantagens e desvantagens da internet, assim como os perigos que devemos evitar.

Os alunos observam o monitor do computador onde se encontram os colegas da outra escola a falar.

Para celebrar o aniversário de uma aluna internada, a sua escola de origem esteve também em videoconferência, num encontro que proporcionou a troca de palavras entre quem não se via há muito tempo e o conhecimento dos novos alunos e professores da turma.

A aniversariante fala para os colegas da sua escola e é observada por duas terapeutas e uma colega de hospital.

Queremos mostrar o poema coletivo que dedicámos ao lobo ibérico porque achamos importante que as pessoas olhem para este animal com outros olhos.

O lobo ensina os mais novos
Como os humanos ensinam os seus filhos.
O lobo não é mau
Apenas caça para comer e sobreviver.
Nós, humanos, é que destruímos o seu habitat
e ele não tem onde viver.
Lobo, não deixes de ser quem és!
Não ligues às coisas más
que dizem sobre ti!
Continua a ser selvagem
Bonito
Corajoso
E amigo dos teus companheiros.
Nós, humanos,
Temos muito que aprender contigo!

O meu nome é o meu património

Aluna a tentar compor a palavra esperança com letras magnéticas.

Todas as coisas têm nome“, diz o Toquinho na sua canção. Há os nomes comuns, há os próprios e tantos outros. Uns bonitos, outros nem tanto. Há quem queira mudar o seu nome, mas esse não é o caso das alunas que participaram na atividade de apresentação – A aventura do nome – porque gostam do nome que têm e identificam-se na totalidade com ele. Que bom!
A partir da obra de Rita Correia, O meu nome é…, edição de autor, viajámos à descoberta de um nome que pode ser o de alguém ou de alguma coisa.

Em primeiro lugar, ouvimos a canção O meu nome interpretada pela autora do livro, presente no seu blogue Rita Correia Ilustradora.

Depois, caminhámos por entre traços e letras e descobrimos que o nome só podia ser um tesouro. Segundo as alunas, talvez relva, amor, luz, céu, carinho, árvore, sol, mãe, chuva, família, animais, alegria, arco-íris. A página tantas, a Beatriz encontrou uma letra e toca de começar a juntar todas as letras isoladas que encontrávamos. Esta foi a pista utilizada para conseguirmos chegar à solução. Afinal são tantas as palavras que estão dentro do nome Esperança! A letra maiúscula leva-nos a pensar que é o nome de uma mulher, mas também pode ser que este sentimento, por ser tão grande e importante, se deva escrever assim.

Temos esperança que este nome possa estar em todo o lado e viva em todos os corações.

O nome está escondido numa outra pista na capa do livro, mas só com olhos de ver e com a luz do Sol conseguimos vê-lo e foi uma alegria!

A aventura ainda não acabou. Nas próximas aulas iremos continuar a falar de nós e deste livro que tanto nos encantou.

Não pensem que tudo foi brincadeira e mistério, porque relembrámos alguns conteúdos da disciplina de Português, tais como rima, sentido figurado das palavras, recursos expressivos, o nome e as suas subclasses.

A capa do livro "O meu nome é..." de Rita Correia onde se vê o desenho de uma menina com um lápis na mão e um vestido que se transforma em folhas de árvores com palavras.
Capa do livro
As guardas do livro de Rita Correia são compostas por recortes que imitam folhas de árvores. Podemos ler algumas palavras como um tesouro, o vento, o sol, um segredo, uma adivinha, meu e teu.
As guardas ilustradas e com pistas
A mão de aluna procura letras magnéticas.
À procura das letras
Uma quadra e uma ilustração de duas páginas do livro.
O livro aberto
Um detalhe do livro aberto e a palavra ESPERANÇA com letras magnéticas sobre uma secretária.
O nome é Esperança

A viagem chega ao fim

A exposição do trabalho desenvolvido, ao longo do ano letivo 2016/2017, pelo Serviço Cultural e Educativo do Bairro dos Museus, ENVOLVE-TE, decorreu no Centro Cultural de Cascais, durante o mês de junho.
A nossa escola e o projeto TeleAula encontraram-se orgulhosamente presentes nos intervenientes e, embora com trabalhos ainda em curso, podemos dizer que o que foi realizado até agora permitiu concretizar o objetivo proposto “tornar visível a dimensão cultural do espaço educativo e a dimensão educativa do espaço cultural”.
Queremos dar continuidade a este projeto que nos tem permitido partilhar experiências únicas! Muito obrigado, Bairro dos Museus!

Descrição das características do projeto ENVOLVE-TE 2016/2017 em cartaz
Cartaz do projeto

Para finalizar o ano letivo, a Dra. Inês Brandão, do Farol Museu de Santa Marta, trouxe-nos a visita do Sr. Faroleiro Subchefe Santa Neto que nos proporcionou uma tarde repleta de conhecimentos e momentos divertidos.
Aprendemos características dos faróis e farolins, o que fazem os faroleiros no seu quotidiano, os vários cargos e a hierarquia da profissão de faroleiro, entre outras curiosidades interessantes. Adorámos experimentar as divisas e os bonés!

Um grupo de alunos, uma mãe e o faroleiro Santa Neto olham para o quadro onde o filme decorre.
As tarefas de um faroleiro
Um aluno apresenta-se na fotografia com um boné de faroleiro.
O boné e as divisas de faroleiro
Uma aluna com o boné de faroleiro e as divisas posa para a fotografia com o faroleiro Santa Neto que se encontra trajado a rigor.
Uma aluna e o Faroleiro Santa Neto

Realizámos uma videoconferência com os alunos internados no Hospital de Dona Estefânia e com as professoras que os acompanham, Clara e Dulce. Após as devidas apresentações, fizemos um jogo que tinha como base o tema Capitais europeias. Este jogo foi fabricado pelo Clube de Educação Tecnológica da Escola Básica Integrada da Bobadela e foi-nos oferecido pela equipa de apoio escolar do HDE.

Dois alunos sentados e uma aluna na cama com a professora olham para o quadro onde se encontra a imagem dos alunos e professoras do HDE.
Videoconferência entre o CMRA e o HDE

A Joana Barroso e a Catarina Aleluia, mediadoras culturais do Bairro dos Museus, ofereceram-nos uma atividade cheia de cor e cheiro. A natureza entrou na escola em cestas e caixas, espalhou-se pelo chão da sala, pelas secretárias e pelos nossos sentidos. Construímos mandalas, círculos mágicos, com folhas, flores, bagas, ramos e frutos de vários tamanhos e cores. Houve quem começasse a construir o seu círculo de dentro para fora e quem fizesse ao contrário. Cantámos canções, partilhámos sentimentos e emoções para, no final, dizermos adeus às nossas construções que de um momento para o outro se desfizeram. É assim a Natureza: em constante transformação.

As mãos de uma aluna a construir uma mandala com flores, bagas e folhas.
A construir uma mandala
Várias mãos de alunos tiram elementos da natureza de uma caixa.
A escolher os elementos
As mãos de um aluno a construir uma mandala com flores, frutos e folhas.
Uma mandala quase feita
No chão da sala de aula, podemos visualizar o trabalho coletivo reunido numa grande mandala.
O trabalho final