Comunicar e animar

Neste 3.º período, já tivemos, na Escola do HSM, várias atividades com os nossos parceiros.

O Tiago do Museu da Água conduziu-nos ao mundo maravilhoso da água. Falámos deste bem essencial que vale mais do que ouro e do que cada um de nós pode fazer para ajudar a preservar…

Tiago com professoras, educadoras e alunos

Tiago com professoras, educadoras e alunos

Alunos com cartões de um jogo de memória sobre a mesa

Alunos com cartão de um jogo de memória e cartões sobre a mesa

A Evelina do Pavilhão do Conhecimento ensinou-nos a Matemática do Sapato. Podemos medir o nosso pé, multiplicar o valor por 5, somar 28 e dividir o resultado por 4 e vamos encontrar o número do nosso sapato. Fizemos chinelos em miniatura para porta-chaves.

Mesa com sapatos e materiais de trabalhos manuais

Professora, alunos, Evelina e mesa com materiais de trabalhos manuais

Mesa com materiais de trabalhos manuais

Evelina e mão de aluno com porta-chaves em forma de sapato

Tivemos a visita da Andreia, da Margarida e da Sofia que vieram do Museu Calouste Gulbenkian para nos “animar”. A partir de imagens de obras do museu, tentámos identificar e descobrir os sons de alguns animais e seres fantásticos. Depois, construímos os nossos animais fantásticos a partir dos sons de algumas partes dos seus corpos. Por fim, demos cor e vida a cada um deles… Foi uma animação!

Animadoras do Museu Calouste Gulbenkian mostram imagem a alunos

Alunos a desenhar

Aluno com ferrinhos (insturmento) e aluno a manipular um retroprojector

Animadoras do Museu Calouste Gulbenkian, alunos e professora com pandeireta

Tivemos a visita do professor Paulo Torcato que nos trouxe os nossos amigos robots. Conseguimos ensiná-los a desenhar um quadrado e o número 2, a desviar de obstáculos quando lhes tocavam ou quando os viam e ainda a encontrar determinadas cores… O vermelho foi a cor com mais sucesso. Foi, como sempre, uma tarde bem divertida!

Professor Paulo Torcato com robots e alunos

Alunos com robot e tablets

Aluno com tablet

Professor Paulo Torcato com robots, alunos e tablets

Expressão é comunicação

Ao depararmo-nos com dois jovens com internamentos de longa duração, com a mesma idade (14 anos), oriundos do mesmo país (Angola) sem qualquer vínculo a escolas em Portugal ou ao currículo português, surge a questão: o que fazer com estes jovens?

Foi com base nesta dúvida que resolvemos potenciar uma amizade a distância baseada no trabalho das paixões de cada um deles (um que adora desenhar e outro que adora escrever poemas). E assim surgiram estas páginas de um livro que ainda está em construção… tal como a amizade 🙂

Poema e ilustração (jovem dá algo a um pedinte) sobre a bondade Poema e ilustração (uma mulher de cabelo curto) sobre a mulher Poema e ilustração (homem e mulher que se abraçam) sobre o amor Poema e ilustração (criança brinca com nariz de adulto que a segura ) sobre a criança Poema e ilustração (homens e mulher jogam voleibol de praia - o mar e o sol em fundo) sobre o mar Poema e ilustração (pessoas de mão dada) sobre amizade verdadeira Poema e ilustração (jovem na cama dorme e há uma mochila e livros e uma bola pelo chão ) sobre sonhar

Para além do apoio escolar dado diariamente aos vários jovens internados no Hospital de Santa Maria, a escola continuou a receber a visita de vários parceiros.

A Evelina e o Filipe trouxeram-nos do Pavilhão do Conhecimento o fascinante mundo das metamorfoses. Analisámos algumas borboletas e com a lupa estereoscópica vimos pormenores impossíveis de observar a olho nu… como a espirotromba! Construímos um modelo das metamorfoses da borboleta, não esquecendo os ovos, a lagarta, a pupa e, claro, a borboleta! Foi uma tarde espetacular.

Evelina e o Filipe do Pavilhão do Conhecimento com alunos e professoras

Borboletas em caixas redondas transparentes

Alunos pintam as suas borboletas

Borboletas recortadas e pintadas

Numa videochamada, a Evelina ensinou-nos a construir um animal especial. Escolhemos o animal e conseguimos pô-lo a mexer e iluminámos o seu nariz… tudo com a ajuda de um motor, led e pilhas. Foi muito divertido!

Professora Diana com alunas e Evelina no computador

Professora Diana com alunas e Evelina no computador

Professora Diana com alunas e Evelina no computador - animais quase concluídos

Animais concluídos - Panda, porco e gato com ventoinha e nariz vermelho aceso

O professor Paulo Torcato veio acompanhado com o André e estivemos a programar os robos BOTs . Foi uma sessão muito animada, principalmente quando os programámos para os levar a passear tal como fazemos com os cães. Sim, e estes também ladravam!

Porf Paulo Torcato e alunos com BOT e tablets

Também tivemos a visita da Andreia, do Ricardo e do Rui que vieram do Museu Calouste Gulbenkian com uma proposta de atividade de outros tempos – Diz que disse!. O Ricardo, como nunca viu elefantes, desenhou um baseado nas nossas descrições. Depois foi a nossa vez de descrever e de desenhar. Por fim, com base na descrição de Fernão Mendes Pinto, desenhámos todos um “caquesseitão”… Tentem vocês também! Foi uma manhã muito bem passada 🙂

Ricardo e Rui do Museu Calouste Gulbenkian, professoras e alunos

Ricardo e Rui mostram um elefante desenhado com nariz de pessoa

Alunas a desenhar e a ver imagens

Alunos e adultos desenham e pintam as suas criações

E isto e aquilo e aqueloutro? Também são património.

É  isto o amor!

Fotografia dos atores e outros membros do grupo Boca Aberta e do Teatro Nacional D. Maria II

Uma das encenações Boca Aberta saiu do salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, passou pelo Hospital Dona Estefânia para se mostrar e criou em nós uma oportunidade de pensar o amor.  Assistimos a metodologias de investigação muito ternurentas e ficámos, em certas cenas, pensativamente, de boca aberta.

Texto informativo que contextualiza o projeto Boca Aberta

Sobre este espectáculo e esta iniciativa, existe a página É isto o amor! – Histórias encenadas para a infância.

Histórias de musear (PIM!)

Fotografia que mostra um momento da ação da História de Musear subordinada ao tema Almada Negreiros

Por intermédio do serviço educativo da Fundação Calouste Gulbenkian, recebemos o projeto Histórias de Musear. Com excertos de textos de Almada Negreiros, como A Invenção do Dia Claro ou Manifesto Anti-Dantas, fomos muito bem conduzidos, a revisitar Almada Negreiros, com afetos, palavras, música, fotografias, um regador sonoro, botas e sapatos, imitação de animais, figuras geométricas, tangerinas e muito verde, PAM!.

Iniciámos com muita ternura:

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Brincámos inocentemente:

tam
tam-tam
tanque
estanque
tangerina bola
tangerina boia
tangerina ina
tangerininha

 

E na nossa memória também ainda ecoam as expressões mais insólitas, como por exemplo:

O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas nu é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!

Graças a estas citações, fizemos uma pequena investigação acerca de quem foi Júlio Dantas e do contexto modernista que levou Almada Negreiros a escrever o Manifesto, que podemos ouvir e ver dito por Mário Viegas no vídeo Manifesto Anti-Dantas – Mário Viegas, com um início em que podemos ouvir o próprio Almada.

Fotografia da vista de costas do grupo que assistiu à peça Histórias de Musear

Redescobrir digitalmente

Por estes dias, os nossos alunos têm redescoberto dois dos retratos que Almada fez de Fernando Pessoa desta forma:

Fotografia de aluno a resolver um puzzle digital no quadro interativo

Convidamo-vos a explorá-los também:


Património produzido, património divertido

Basquetebol em TeleAula

Por videoconferência com o Clube de Educação Tecnológica da Escola Básica Integrada da Bobadela, construímos uma tabela de basquetebol.

Alunos em TeleAula

Alunos e professoras constroem tabela de basquete

Alunos em TeleAula

Pormenor de construção da tabela de basquete

Pormenor de construção da tabela de basquete
No final, registou-se em vídeo a alegria dos 3 pontos.
E agora, um desafio ao IPOLFG: Que tal encestarmos ao desafio?

Houve ainda tempo nesta TeleAula para uma atividade bónus: um desafio matemático.


Qual o vosso resultado? A nossa aluna Vera já o resolveu… e bem! Está de parabéns!

Let’s Play Colours para a HOPE

O congresso anual da associação sem fins lucrativos HOPE (Hospital Organisation of Pedagogues in Europe) vai este ano ter lugar na Polónia. Através da plataforma eTwinning recebemos um convite para um projeto que desafia os nossos alunos a prepararem trabalhos para serem expostos no congresso, usando apenas as cores azul, verde e vermelha.
Os trabalhos já seguiram por correio.

O Almada voltou

O serviço de educação da Fundação Calouste Gulbenkian voltou ao nosso convívio e trouxe novamente consigo o convidado José de Almada Negreiros.

À luz do que tinha acontecido na primeira sessão desta oficina, também desta  resultou um um vídeo iluminado.

Agradecemos a todos a colaboração. Sem ela, este património não se constituiria nem seria tão divertido.

Entre livros e museus

Entre livros e museus enriquecemos o nosso património cultural. Vejam como!

Noite dos Livros do Harry Potter

No dia 1 de fevereiro de 2018 celebrou-se mundialmente a Noite dos Livros do Harry Potter. Recebemos o Instituto de Magia Português que com alguns dos seus membros veio dinamizar com a nossa comunidade um encontro com a leitura e com o mundo do afamado personagem.

Sendo este ano dedicado ao tema Monstros Fantásticos,  tivemos  oportunidade de conhecer alguns excertos dos livros da coleção Harry Potter e de explorar alguns personagens verdadeiramente fantásticos.

Esta iniciativa teve o patrocínio da Editorial Presença, a quem agradecemos, bem como ao Instituto de Magia Português pelo seu entusiasmo e empenho.

Pássaro que voa

Recebemos Carla Madeira, tradutora, que nos veio apresentar a obra de Claudio Hochman Pássaro que voa.

Lindamente ilustrado por uma jovem de 11 anos, o livro contém, além da beleza colorida dos desenhos, a riqueza de umas dezenas de vidas contadas no seu essencial na primeira pessoa. São contos de encontros e de desencontros. Em comum – o voo – o voo de quem? o voo para onde? voo com volta, ou não? A obra, centrada na temática da migração, foi lançada em 2016 e tem estado exposta em vários locais, tendo também já sido dramatizada. Encontra-se organizada em duas partes, “Desencontros” e “Encontros”, acrescidas de um epílogo. À cabeça de cada história encontramos um nome próprio, sendo que uns se repetem e outros há que são únicos, cada qual com sua voz.

Houve lugar a voarmos um bocadinho nessas asas e a contarmos um pouco dos nossos voos, desenhando ou escrevendo.

Para saber mais pode seguir a página de Facebook Pássaro que Voa.

Agradecemos a iniciativa da Carla por nos ter dado a conhecer este livro com uma temática tão atual e com ilustrações tão inspiradoras.

O Almada está a chegar

Negreiros chegou, entre luzes e sombras, e a magia aconteceu perante os nossos olhos. Três representantes do núcleo de Educação – Escolas e outras instituições educativas – da Fundação Calouste Gulbenkian, desenvolveram uma oficina alusiva à obra do artista dando-nos a conhecer a sua biografia, histórias e lanternas mágicas .

A Sofia envergou um colete, do próprio Almada, do qual retirou objetos – uma fotografia, um pacote de açúcar, uma mascarilha, entre outros – a partir dos quais nos explicou aspetos da vida pessoal e artística de Almada Negreiros. Vimos depois uma apresentação contendo algumas obras, como figurinos para teatro, banda desenhada, textos, escultura, desenhos e pinturas, que demonstraram bem a multidisciplinaridade do seu trabalho.

Focámos então a nossa atenção na obra A lanterna mágica e viajámos até aos primórdios do cinematógrafo e ao universo das sombras chinesas. A Margarida deu-nos a observar algumas imagens com as quais nos interpelou acerca dos seus significados (eram desenhos recortados e pintados e, mais tarde, foram fotografados em placas de vidro pintadas). Enquanto dávamos sugestões acerca daquilo que Almada Negreiros poderia ter pensado e a Andreia fazia o registo, a Margarida mostrou os materiais a que poderíamos recorrer para criar a nossa própria história – cartolinas pretas, acetato incolor e celofane colorido. Elaborámos então os quadros de sombras e transparências que foram sendo projetados e  fotografados pela Sofia.

O resultado final fica disponível para visualização com o vídeo Almada Negreiros – as nossas Lanternas Mágicas.

Agradecemos à Andreia, à Margarida e à Sofia por esta manhã tão divertida!

Painéis de São Vicente de Fora

Ficámos a conhecer mais em pormenor a obra de Nuno Gonçalves Painéis de São Vicente de Fora. Este conjunto de seis quadros encontra-se exposto no Museu Nacional de Arte Antiga e foi-nos apresentado pela Adelaide que nos trouxe também objetos incríveis que nos transportaram ao interior da própria obra  (cerca de 1470) e à época retratada, de D. Afonso V.

A Adelaide mostrou a madeira de carvalho de que os painéis foram feitos e explicou a maneira como eram misturados certos ingredientes para fazer a tinta usada – a têmpera. Até nos mostrou como os estudiosos descobriram que por baixo da pintura estavam desenhos que o artista optou por cobrir. Tentámos contar o número de pessoas representadas, um desafio interessante, e concluímos serem exatamente sessenta. E cabem todas numa superfície de cerca de dois metros de altura com diferentes larguras, entre os sessenta e os cento e vinte e oito centímetros!

Observámos cada painel e aprendemos o nome pelo qual cada um deles é conhecido e pode ser referenciado (da esquerda para a direita): Painel dos Frades, Painel dos Pescadores, Painel do Infante, Painel do Arcebispo, Painel dos Cavaleiros, Painel da Relíquia.

Para compreendermos ainda melhor a importância desta obra partilhamos duas curiosidades que demonstram o impacto que ela pode ter nos nossos dias. O cineasta Manoel de Oliveira realizou no ano de 2010 uma curta metragem Visão Poética e, mais recentemente, uma turma do 11º ano de escolaridade desenvolveu uma versão fotográfica Remake.

Agradecemos à Adelaide e ao Museu Nacional de Arte Antiga por mais esta atividade tão interessante.