Património Sempre Presente…

Nova visita aos Namban-Jin – Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)

Através de um exercício de observação pormenorizado dos famosos Biombos Namban, dos pintores  Kamo Naizen e Kano Domi, e com a ajuda da Rita Gonçalves do MNAA, revisitámos a chegada das naus portuguesas a esse país longínquo que é o Japão, ao porto de Nagasáqui, no séc XVI. Nesta viagem levámos novos viajantes a descobrir quem eram e como se vestiam os vários intervenientes desta aventura, como eram as naus,  qual a sua valiosa carga, entre outras curiosidades. Aproveitámos  o balanço e espreitámos um pouco mais da cultura japonesa dos nossos dias.

Aqui deixamos registado algum do  vocabulário resultante desta sessão para conhecimento de todos:

Namban-Jin = Bárbaros que vêm do sul

Bombachas = Calças curtas e largas

Kurafuné = Barco Negro

Samurai = Guerreiro japonês

Karpa = Peixe da Boa Sorte

Momidje = Árvores que dão flor de cor amarela e vermelha típicas do Japão

Sushi = Um prato da culinária japonesa que possui origem numa antiga técnica de conservação da carne e de peixe em arroz avinagrado

HelloKitti = Desenho animado criado no Japão

Mangá ou manga = Banda desenhada no estilo japonês (várias mangas dão origem a animes)

E ainda palavras japonesas que fazem parte do português:

Biombo = Byobu
Quimono = Kimono = Veste típica do Japão
Judo = Judo
Caratê – Karate

Mais uma vez agradecemos à Rita ter-nos proporcionado uma manhã tão interessante e curiosa  através das histórias dos Namban-Jin!

Clube de Educação Tecnológica da EBI da Bobadela já é nosso património

Como já é da tradição no 3º período, desta vez o encontro TeleAula foi ao vivo…

Partindo da história da Fábrica de Porcelana de Sacavém, os nossos alunos montaram painéis representativos dos famosos padrões usados nas pinturas das porcelanas, utilizando para isso as sete peças do Tangram.  Para o sucesso desta atividade,  contámos com a preciosa ajuda do grupo de alunos e professores do Clube de Educação Tecnológica da Escola Básica Integrada da Bobadela (C.E.T.), que previamente prepararam todo o material necessário e dinamizaram a sessão.

Sucederam-se ainda mais atividades, que passaram pela composição do tangram com imagens alusivas às louças de Sacavém e a resolução  de desafios matemáticos e figuras usando as sete peças do tangram.

Foi uma TeleAula ao vivo Muito Dinâmica e Divertida!

MUITOS PARABÉNS  a todos os elementos do  C.E.T. que tanto contribuíram  para que tal fosse possível!

Dia Mundial da Criança

O  final de ano letivo não seria o mesmo se não se comemorasse este dia.

O núcleo pedagógico do Hospital de Dona Estefânia sugeriu atividades para esta comemoração, por solicitação do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central. O Serviço de Apoio Escolar ao 2º/3º ciclos e secundário propôs cinema. Esta atividade iria complementar as outras atividades do programa. Desenvolvemos duas sessões, a primeira como aperitivo, logo no dia 30 de maio, e a segunda sessão no próprio dia 1 de junho. O filme foi votado e escolhido pelos espetadores.

Pois é, ele foi  cineminha, um jogo de tabuleiro dinamizado pelo núcleo educacional do Museu da Cidade de Lisboa, pinturas faciais e teatro trazidas  pelos alunos do 1º e 2º anos do Curso de Apoio à Família e Comunidade da Casa Pia de Lisboa. A brincar e de forma bem divertida este grupo conseguiu apelar à reciclagem do lixo, contribuindo para a consciencialização de que, através de pequenos gestos como esse,  todos somos responsáveis por mantermos/conservarmos e lutarmos por um PLANETA MELHOR e MAIS LIMPO.

Entre livros e museus

Entre livros e museus enriquecemos o nosso património cultural. Vejam como!

Noite dos Livros do Harry Potter

No dia 1 de fevereiro de 2018 celebrou-se mundialmente a Noite dos Livros do Harry Potter. Recebemos o Instituto de Magia Português que com alguns dos seus membros veio dinamizar com a nossa comunidade um encontro com a leitura e com o mundo do afamado personagem.

Sendo este ano dedicado ao tema Monstros Fantásticos,  tivemos  oportunidade de conhecer alguns excertos dos livros da coleção Harry Potter e de explorar alguns personagens verdadeiramente fantásticos.

Esta iniciativa teve o patrocínio da Editorial Presença, a quem agradecemos, bem como ao Instituto de Magia Português pelo seu entusiasmo e empenho.

Pássaro que voa

Recebemos Carla Madeira, tradutora, que nos veio apresentar a obra de Claudio Hochman Pássaro que voa.

Lindamente ilustrado por uma jovem de 11 anos, o livro contém, além da beleza colorida dos desenhos, a riqueza de umas dezenas de vidas contadas no seu essencial na primeira pessoa. São contos de encontros e de desencontros. Em comum – o voo – o voo de quem? o voo para onde? voo com volta, ou não? A obra, centrada na temática da migração, foi lançada em 2016 e tem estado exposta em vários locais, tendo também já sido dramatizada. Encontra-se organizada em duas partes, “Desencontros” e “Encontros”, acrescidas de um epílogo. À cabeça de cada história encontramos um nome próprio, sendo que uns se repetem e outros há que são únicos, cada qual com sua voz.

Houve lugar a voarmos um bocadinho nessas asas e a contarmos um pouco dos nossos voos, desenhando ou escrevendo.

Para saber mais pode seguir a página de Facebook Pássaro que Voa.

Agradecemos a iniciativa da Carla por nos ter dado a conhecer este livro com uma temática tão atual e com ilustrações tão inspiradoras.

O Almada está a chegar

Negreiros chegou, entre luzes e sombras, e a magia aconteceu perante os nossos olhos. Três representantes do núcleo de Educação – Escolas e outras instituições educativas – da Fundação Calouste Gulbenkian, desenvolveram uma oficina alusiva à obra do artista dando-nos a conhecer a sua biografia, histórias e lanternas mágicas .

A Sofia envergou um colete, do próprio Almada, do qual retirou objetos – uma fotografia, um pacote de açúcar, uma mascarilha, entre outros – a partir dos quais nos explicou aspetos da vida pessoal e artística de Almada Negreiros. Vimos depois uma apresentação contendo algumas obras, como figurinos para teatro, banda desenhada, textos, escultura, desenhos e pinturas, que demonstraram bem a multidisciplinaridade do seu trabalho.

Focámos então a nossa atenção na obra A lanterna mágica e viajámos até aos primórdios do cinematógrafo e ao universo das sombras chinesas. A Margarida deu-nos a observar algumas imagens com as quais nos interpelou acerca dos seus significados (eram desenhos recortados e pintados e, mais tarde, foram fotografados em placas de vidro pintadas). Enquanto dávamos sugestões acerca daquilo que Almada Negreiros poderia ter pensado e a Andreia fazia o registo, a Margarida mostrou os materiais a que poderíamos recorrer para criar a nossa própria história – cartolinas pretas, acetato incolor e celofane colorido. Elaborámos então os quadros de sombras e transparências que foram sendo projetados e  fotografados pela Sofia.

O resultado final fica disponível para visualização com o vídeo Almada Negreiros – as nossas Lanternas Mágicas.

Agradecemos à Andreia, à Margarida e à Sofia por esta manhã tão divertida!

Painéis de São Vicente de Fora

Ficámos a conhecer mais em pormenor a obra de Nuno Gonçalves Painéis de São Vicente de Fora. Este conjunto de seis quadros encontra-se exposto no Museu Nacional de Arte Antiga e foi-nos apresentado pela Adelaide que nos trouxe também objetos incríveis que nos transportaram ao interior da própria obra  (cerca de 1470) e à época retratada, de D. Afonso V.

A Adelaide mostrou a madeira de carvalho de que os painéis foram feitos e explicou a maneira como eram misturados certos ingredientes para fazer a tinta usada – a têmpera. Até nos mostrou como os estudiosos descobriram que por baixo da pintura estavam desenhos que o artista optou por cobrir. Tentámos contar o número de pessoas representadas, um desafio interessante, e concluímos serem exatamente sessenta. E cabem todas numa superfície de cerca de dois metros de altura com diferentes larguras, entre os sessenta e os cento e vinte e oito centímetros!

Observámos cada painel e aprendemos o nome pelo qual cada um deles é conhecido e pode ser referenciado (da esquerda para a direita): Painel dos Frades, Painel dos Pescadores, Painel do Infante, Painel do Arcebispo, Painel dos Cavaleiros, Painel da Relíquia.

Para compreendermos ainda melhor a importância desta obra partilhamos duas curiosidades que demonstram o impacto que ela pode ter nos nossos dias. O cineasta Manoel de Oliveira realizou no ano de 2010 uma curta metragem Visão Poética e, mais recentemente, uma turma do 11º ano de escolaridade desenvolveu uma versão fotográfica Remake.

Agradecemos à Adelaide e ao Museu Nacional de Arte Antiga por mais esta atividade tão interessante.

Famílias e famílias

Entre o património natural e o património artístico nacionais, ficámos a conhecer melhor duas famílias especiais e, através delas, as características da subespécie Canis lupus signatus e os aspetos curiosos da pintura a óleo Retrato de Família do 1º Visconde de Santarém.

Em defesa do Signatus

Recebemos uma ação de divulgação do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico em que nos foi dada oportunidade de desmistificar muitas das histórias que se contam sobre os lobos. A mascote Signatus veio ajudar-nos a perspetivar melhor as explicações recebidas.

A Drª Isabel Ambrósio e a mascote Signatus falam sobre os lobos

Ouvimos uma versão cientificamente atualizada da história do Capuchinho Vermelho, bem como outras informações pertinentes, e também aproveitámos para colocar as nossas próprias questões.Aluno trabalha sobre a informação aprendida a respeito dos lobos

Adorámos saber como os lobos comunicam entre si e a riqueza dos diversos sinais que usam para fazê-lo. Em família de lobos há ralhetes como nas famílias humanas!

A Drª Isabel Ambrósio lê aos meninos e à mascote Signatus uma versão do Capuchinho Vermelho

Muito obrigada à Drª Isabel Ambrósio e à mascote Signatus por nos terem dado a conhecer uma renovada visão do lobo ibérico e da necessidade de o proteger e de não o perseguir.

À descoberta de um retrato

Em 1816 não se falava em fotografia, não se falava em selfies nem em photoshop. Mandar fazer um retrato não estava ao alcance de qualquer um e pintá-lo era uma obra de planeamento, minúcia e astúcia artísticas, como tivemos oportunidade de aprender com a visita da Marta do Museu Nacional de Arte Antiga e o fantástico jogo das diferenças que nos trouxe.

Marta apresenta o quadro de Domingos Sequeira

O pintor Domingos Sequeira demonstrou a sua mestria na pintura Retrato de Família do 1º Visconde de Santarém.

À maneira de um fotógrafo ou de um designer gráfico dos nossos dias, também o pintor procurou corresponder às melhores expectativas do seu cliente de forma a dar a imagem de grandeza e importância que se pretendia deixar para a posteridade, trabalhando a perspectiva, a luz e cada elemento para essa valorização.

O quadro de Domingos Sequeira

O resultado apresenta-se quase como um instantâneo da vida real, com o movimento das crianças, a desarrumação dos papéis, o inusitado…

E se um retrato de família não fosse só um retrato de família?

Marta apresenta o quadro de Domingos Sequeira, colocando aos alunos a questão: E se um retrato de família não fosse só um retrato de família?

Com este mote lançado explorámos a pintura e, em equipas, procurámos desvendar os pormenores que a compõem e que, de outro modo, poderiam passar-nos despercebidos.

Foi entre a mascote/lobo Signatus e o pintor Domingos Sequeira, entre lobos e nobres, com duas famílias muito diferentes que aprendemos mais sobre o nosso património e lhes tirámos o retrato…

Bosch, rela e quatro pancadas natalícias

Pintura de Hieronymus Bosch

Pintura As tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch, no ecrã interactivo

Continuamos a explorar o património artístico do Museu Nacional de Arte Antiga. Desta vez, pasmámos perante o inusitado da mensagem visual do painel Tentações de Santo Antão.

A Irina explica o significado da pintura de Hieronymus Bosch

Trazido pela amiga Irina, tivemos o privilégio de poder admirar e decifrar  uma obra tão famosa do pintor holandês Hieronymus Bosch. Este painel, com cerca de 500 anos, atrai visitantes de todo o mundo. Retrata um mundo imaginário com uma mensagem que significaria que o mundo pode estar ao contrário mas a esperança estará sempre presente.

Foi maravilhoso poder também admirar alguns dos personagens desta composição saltarem para a nossa mesa.A Irina explica o significado de um pormenor da pintura de Hieronymus BoschQuatro criaturas em 3D da pintura As Tentações de Santo Antão

Obrigada, Irina, por nos teres ajudado a descodificar a mensagem!

Alunos manipulam as criaturas em 3D da pintura As Tentações de Santo Antão

Rela em TeleAula

Alunos montam uma rela seguindo as indicações dadas pelos colegas a distância

Mais uma vez, os nossos colegas do Clube Tecnológico da EBI da Bobadela brindaram-nos com vários kits de madeira que conseguimos montar graças às suas preciosas indicações.

No quadro interativo, alunos da Bobadela mostram como se monta uma rela

Surpresa das surpresas, o resultado final foi um brinquedo popular de percussão, a rela.

Alunos brincam com as relas que montaram

Foi uma sessão barulhenta, mas muito divertida.

Natal às quatro pancadas

As tradições associadas à época natalícia manifestaram-se de diversas formas:

  • Assistimos ao filme “Polar Express”, no escurinho do cinema escolarAlunos assistem ao filme Polar Express
  • Participámos nas estórias divertidas que o Nuno e o Pedro (voluntários do Banco de Portugal) vieram contar

    Sessão de contadores de histórias

  • Recebemos a turma Artes do Espetáculo, do 12º ano,  da Escola Secundária D. Pedro V, que veio representar a peça Natal às Três Pancadas, da autoria de Ângela Ferreira, adaptada e encenada pelo professor Gonçalo Costa Sessão de teatro de Natal Sessão de teatro de Natal
  • E, pelo meio, houve quem se dedicasse a elaborar alguns enfeites de Natal

Enfeites de Natal em massa de modelar

Enfeites de Natal em papel

Ao som da rela [registo sonoro seguinte], dizemos adeus ao ano velho e brindamos ao ano novo!

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!

Novas vivências

O Mar no Hospital

Fotografia geral do decorrer do evento

O mar faz parte do nosso património e veio ao Hospital Dona Estefânia trazido pelo amigo oceanógrafo Francisco Silva.

Fotografia da simulação das ondas com um secador de cabelo

Com ele ficámos a saber como se formam as ondas, o que é o Canhão da Nazaré e como este está na origem da formação da enorme onda surfada pelo famoso McNamara. Aproveitámos ainda o momento para saber mais sobre a formação e profissão de um oceanógrafo.

Fotografia geral dos intervenientes presentes na sala

Muito obrigada, Francisco!

Namban-Jin

Imagem do biombo representativo da chegada da embarcação portuguesa à costa japonesa

Imagem representativa do biombo que ilustra a chegada dos portugueses ao Japão

A partir das imagens de um par de biombos, exlorámos pormenores representativos da forma como a chegada dos portugueses foi vista à época, no Japão. Estes hábeis mercadores e marinheiros, chamados “Bárbaros do Sul”/”Namban-Jin”, e o seu exotismo deixaram marcas na cultura japonesa.  Há 500 anos, os  Portugueses chegaram ao Japão. Daí resultaram trocas culturais e comerciais que enriqueceram Oriente e Ocidente. Nas naus, levávamos novidades de outros povos em troca de, sobretudo, prata.

Viajámos até às longínquas paragens do Oriente -Japão – a partir de imagens e objetos trazidos pela Rita Gonçalves do Museu Nacional de Arte Antiga.

Fotografia que mostra objetos representativos da cultura japonesa

Vimos também imagens e objetos do Japão atual e de como o tradicional convive com o moderno.

No final vestimos quatro personagens portugueses retratados nos biombos: o capitão-mor, o missionário, o mercador e o marinheiro.

Fotografia geral da sala durante a realização da atividade

Imagem do Capitão-Mor tal como retratado nos biombosImagem do Mercador tal como retratado nos biombos

Imagem do Missionário tal como retratado nos biombos

Imagem do Marinheiro tal como retratado nos biombos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vivenciámos  parte da riqueza do nosso património museológico através da exploração destas  enormes e belas peças atribuídas ao pintor Kano Domi (séc. XVI), as quais podem sempre ser apreciadas no museu. Por isso, agradecemos à Rita.