Acessibilidade web

Computadores com imagem de cadeado no ecrã

Desde o início do ano letivo de 2013/14, uma parte importante do trabalho educativo realizado no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, Hospital de Dona Estefânia, Hospital de Santa Maria e Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil tem sido partilhada semanalmente neste blogue. No sentido de participar na tarefa de tornar acessível a informação disponibilizada, no próximo dia 13 de janeiro, as escolas de hospital vão iniciar formação em acessibilidade web. Esta formação, com o nome Criação de sítios web acessíveis numa escola inclusiva, foi criada com o principal objectivo de promover a acessibilidade das páginas das escolas, de modo a cumprirem padrões de acessibilidade consentâneos com as directrizes do World Wide Web Consortium para que possam ser compreendidas e pesquisáveis por todos os utilizadores, incluindo pessoas com cegueira, baixa visão, surdez, limitações de movimento ou limitações cognitivas.
Um estudo da Universidade Portucalense do início de 2015 defendia que apenas um por cento dos sítios web das escolas portuguesas eram acessíveis. Um estudo sobre o estado da Acessibilidade dos sítios web dos estabelecimentos de Ensino Superior da Unidade Acesso da FCT de há dois anos referia que nenhum dos 336 sítios Web analisados alcança o nível de conformidade máximo das Directrizes de Acessibilibdade web.
Apesar deste quadro não dar conta, de forma completa, da realidade existente ou ser sequer justo para com os esforços de muitos daqueles que trabalham em prol da acessibilidade web, não é difícil vermos aqui um desafio grande que, mais de quinze anos passados desde os primeiros esforços visíveis no sentido da acessibilidade web em Portugal, importa vencer.
Para informação adicional sobre a acção de formação Criação de sítios web acessíveis numa escola inclusiva, leia o artigo Nova formação em acessibilidade web.

Votos de um ano de 2017 acessível.

19º Encontro TeleAula

Viajar é a única coisa que compramos que nos torna mais ricos

A reunião anual da rede de escolas de hospital do Projeto TeleAula decorreu no dia 21 de Junho na Escola Básica José Cardosdo Pires, na Amadora.
O CANTIC, o Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, o Hospital de Dona Estefânia, o Hospital de Santa Maria e o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil partilharam as actividades, vitórias e desafios de mais um ano de trabalho e de colaboração.
O almoço partilhado foi pretexto para uma mostra de capacidades culinárias e exibição de talentos na área da cozinha vegetariana mas também para pôr outros temas em dia, para continuar a boa disposição e, até, para homenagens e despedidas “até já”.
A parte da tarde foi um brainstorming de ideias para a actividade magna que queremos concretizar no próximo ano lectivo.
Inspirados pela proclamação pelas Nações Unidas do ano de 2017 como Ano Internacional de Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, também nós quisemos viajar e conhecer e, por isso, surgiu o tema condutor do ano – A Mala do Viajante. Todos percebemos que essa mala é física e é virtual, tem dentro um instrumento musical carregados de esperança e de sonhos ou experiências de dor, de expectativa e de alegria que são de cada um; é uma mala onde todos nos encontramos para um convívio ou uma viagem no tempo; é uma mala sem barreiras, inesgotável fonte de músicas, livros, espaços, instrumentos científicos e criaturas que só existem na imaginação; uma mala nova de recomeços ou desgastada pelo uso e coberta de autocolantes e passaportes pesados de carimbos.
Começou mais uma viagem de quem recusa ficar parado com uma mala transportada por crianças que certamente apreciarão a irrequietude dos seus guias.

Literacia e saúde

Mãe lê livro com a filha
Agora que o conforto dos fins de tarde e os fins de semana com sabor a verão nos convidam a retomar os livros interrompidos, parece mais do que nunca a altura para relembrarmos a importância da literacia.
Existem muitos estudos sobre os impactos da literacia na saúde. Todos parecem concluir que existe uma associação entre a baixa literacia e problemas de saúde.
Segundo um estudo canadiano, cuja validade foi recentemente reiterada pela Canadian Paediatric Society, promover a literacia é um aspecto fundamental a ter em conta na prática da medicina preventiva e vai mais longe dizendo que a literacia é não só um bom medicamento como também uma decisão económica inteligente.
O programa Ler+ dá saúde apontava para o papel dos profissionais de saúde na promoção da literacia e disponibilizava uma brochura com várias consequências directas e indirectas dos níveis de literacia na saúde.
Embora não tenhamos conhecimento em Portugal de projectos em que os profissionais de saúde ponham explicitamente em prática as recomendações decorrentes destes estudos, em muitos hospitais, no apoio às consultas e aos alunos em internamento, existem profissionais da educação que providenciam acompanhamento escolar.
No Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, Hospital de Dona Estefânia, Hospital de Santa Maria e Instituto Português de Oncologia de Lisboa consideramos fundamental a criação de espaços escolares estimulantes que proporcionem actividades educativas ricas, de modo a minimizar os riscos que, a nível escolar e social, podem advir dos internamentos.
A avaliação deste trabalho, parcialmente espelhado no blogue das escolas de hospital, é posta em comum no final de cada ano lectivo no Encontro TeleAula.
Para saber mais sobre as actividades que as escolas realizam e partilham entre si, visite o blogue dos hospitais. Para ver algumas imagens do 18º Encontro TeleAula, veja o artigo anterior e o vídeo que disponibilizamos aqui.
Este artigo foi publicado também no blogue do CANTIC

17º Encontro TeleAula – Momentos

Não espanta ninguém dizer que as crianças doentes correm riscos de exclusão social e escolar que devem ser evitados a todo o custo. Espantoso é conseguir criar os desafios certos que levam as crianças internadas a procurar a escola do hospital e a lembrarem-na com especial carinho mesmo depois de deixarem o internamento.
Na semana passada mostrámos excertos das apresentações em que cada escola tentava mostrar os ingredientes de que é feita esta relação pedagógica complexa.
Hoje, partilhamos outros momentos do 17º Encontro TeleAula – mais do que um registo escorreito deste dia de trabalho e convívio, quisémos deixar fragmentos que apelam à nossa memória até que, com retemperadas forças, voltemos para construir um novo ano e um novo futuro.
Boas Férias a todos e um merecido descanso.

TeleAula no HDE

Desenho do Robot Pintor (TeleAula com o HSM)

A TeleAula constitui um recurso que permite desenvolver atividades partilhadas em tempo real entre parceiros que não se encontram no mesmo espaço. No trabalho desenvolvido com os nossos alunos, utentes do HDE, o papel coordenador tem cabido ao CANTIC.

A TeleAula tem ao longo dos anos sido útil de muitas maneiras e em diferentes vertentes:

  • Ligação com alunos isolados
  • Ligação com outros hospitais
  • Ligação com escolas de referência
  • Ligação com escolas de origem
Vamos aos exemplos do que tem acontecido neste ano letivo.

  • Ligação com alunos isolados

Devido à problemática de saúde que o levou ao hospital, um aluno pode encontrar-se privado de sair da cama/quarto e ver também limitada a entrada de pessoas e de material. O isolamento que daí decorre pode ser minimizado recorrendo à presença virtual de pessoas e de materiais.
O aluno impossibilitado de sair do quarto pode desenvolver atividades via TeleAula com a sala de apoio escolar.

Jogando ao Jogo de Cartas da Multiplicação

  • Ligação com outros hospitais

O aluno hospitalizado pode desenvolver atividades via TeleAula com alunos internados noutras unidades de saúde. Dado que existe um tema anual comum, estabelecemos ligação, regular ou pontual, sempre que haja atividades aliciantes que possam ser partilhadas com os alunos de outros hospitais. As atividades desenvolvidas via TeleAula entre as escolas de hospital têm temáticas e número de participantes variados.

Com o HSM a aprender a fazer o Robot Pintor
Apresentação entre alunos do HDE e do CMRA

  • Ligação com escolas de referência

Com as escolas de referência desenvolvem-se projetos que podem ser de curto ou de longo prazo.
Com a escola EB 2, 3 José Cardoso Pires participámos em sessões de leitura na biblioteca escolar, com o conto africano da Guiné-Bissau, “O presente da Lua”; e também numa sessão de esclarecimento sobre segurança na internet. Os nossos alunos encontravam-se na sala de tratamento de hemodiálise, num quarto de isolamento e na nossa sala de trabalho, e tiveram oportunidade de participar.
Com a escola EBI da Babadela temos desenvolvido ao longo do ano projetos no âmbito de atividade do Clube de Educação Tecnológica daquela escola.
Abaixo, o Clube de Educação Tecnológica mostra-nos os produtos do trabalho desenvolvido:

Do nosso lado, aceitámos o desafio e seguimos as indicações das alunas do Clube de Educação Tecnológica e dos seus professores, daí resultando jogos que os nossos alunos fizeram para si ou para as enfermarias onde se encontravam.

 
A pintar o tabuleiro de Damas
Tabuleiro de Damas pronto

Jogo do Galo

  • Ligação com escolas de origem

Alguns alunos com internamentos mais prolongados, tiveram a possibilidade de se ligar às escolas de origem para assistirem a algumas aulas ou apenas para planificarem e/ou apresentarem trabalhos pedidos pelos seus professores.

O nosso aluno Tomás, por exemplo, acompanhou algumas aulas de Português do 9º ano:

O aluno pôde ver e ouvir a professora de
Português ler e explicar passagens da obra

Ficam aqui dois exemplos de trabalhos desenvolvidos pelo nosso Diogo para a disciplina de Ciências Naturais:

PREDAÇÃO 

A flexibilidade e a variedade que o recurso TeleAula propicia ao desenvolvimento de atividades pedagógicas constitui uma mais-valia para docentes e para alunos, nomeadamente quando privados de contacto presencial.

Turquia eTwinning/José Jorge Letria visita

Turquia eTwinning

Postais recebidos da Turquia

Depois do projeto “Proverbs on Water”, desenvolvido no ano letivo passado com múltiplos parceiros nacionais (CANTIC – CRTIC Amadora/Lisboa, CMRA, HSM, e IPO) e um Francês, apresentamos agora registos da ligação estabelecida neste ano letivo com a Turquia.
Através da plataforma eTwinning pudemos receber a solicitação do professor Turker Manga e conhecer os objetivos que pretende atingir com este projeto, no qual já centenas de professores colaboraram.

Preparámos postais e algumas frases em inglês que informassem os alunos turcos acerca das imagens neles contidas:
Correspondência preparada para o envio

Semanas passadas, recebemos a tão aguardada resposta dos nossos parceiros Turcos, a turma 2F, da província de Adana na região da Anatolia.

Como está prometido a todos os participantes, recebemos uma das suas obras de arte, a que chamam “Ebru”:

Ebru art work
Resposta da Turquia

2F, a turma do professor Turker Manga
Esperamos receber mais uns destes :

Nesta atividade eTwinning participaram os alunos: Paulo, Liliana e Micaela.

Visita de José Jorge Letria

O autor, José Jorge Letria, e alguns dos seus livros

Tivemos o privilégio de receber o escritor José Jorge Letria. Imaginem só! Fechou o primeiro período com chave de ouro.

Houve lugar à leitura e à conversa, tendo-se falado tanto de livros como de viagens, de música, de família, do país… Nesta atividade destinada a todos os utentes, pequenos e crescidos puderam receber e puderam interpelar um convidado que se mostrou muito disponível e multifacetado.
Aproveitámos. E agradecemos.

Viagem das sementes

Sementes de anona sobre mesa de madeira
Sementes de anona
Neste ano letivo de 2013 /2014, continuamos a nossa viagem das sementes no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão.
O Afonso escolheu a anona para investigar e perceber a razão por que é considerada um fruto importante na nossa dieta diária.

ANONA

Nome científico
Annona squamosa
Informações mais importantes
Fruto tropical com um sabor muito agradável e que tem características medicinais
Propriedades da anona
Rica em água, vitamina C e vitaminas do grupo B.
Rica em minerais, como por exemplo, cálcio, fósforo, ferro e potássio. É também uma fonte de hidratos de carbono, por isso fornece energia ao nosso organismo, mas engorda se for comida em excesso ou misturada com açúcar.
Como se trata de um fruto com poderes anticancerígenos, resolvemos semear algumas sementes de anona.
Deixamos algumas imagens para observarem as nossas aulas práticas e teóricas em viagem com as sementes e as plantas.

OUTRAS SEMENTES

Também semeámos sementes de fava, de citrinos e de maçãs.Transplantámos duas tangerineiras que foram semeadas no ano letivo passado.Utilizámos pinças, garrafas com as rolhas furadas que servem de regadores, lupas, sementeiras, terra e uma estufa para gerar mais humidade. A luz e o calor do sol farão o resto do trabalho.

Identificação e escolha das sementes

As várias sementes

Treinar a destreza manual

Semente de fava
E a semente em dois dias germinou a olhos vistos
Recebemos a visita de uma amiga que foi viver para o jardim do hospital
Tangerineiras
Transplante das tangerineiras
Queremos oferecer algumas das nossas plantas aos nossos colegas e professoras do Hospital Dona Estefânia. Estão interessados?

Trabalho elaborado pelos alunos André, Afonso, David, Hélder e Martim
Professores: Fernando Martins e Sónia Bártolo