Operação escolar – Fazer bolo de bolacha no Serviço de Cirurgia

Uma das vertentes do apoio escolar prestado no HDE é o apoio escolar individualizado.
No âmbito do apoio prestado ao nosso aluno Diogo a articulação com a sua escola de origem  tem sido especialmente rica nas disciplinas de Ciências Naturais e Ciências Físico-Químicas. Entre outros, recebemos da professora Lurdes Mateus – EB2/3 do Alto do Moinho – o seguinte documento:

Pretendia-se proporcionar ao Diogo a possibilidade de participar na atividade desenvolvida pelos seus colegas na EB2/3 Alto do Moinho.
Sem necessidade de irmos ao bloco operatório, mas com a colaboração dos profissionais da enfermaria onde o Diogo se encontra, foi levada a cabo a “Operação escolar – Fazer bolo de bolacha no Serviço de Cirurgia”.
De seguida se documenta a operação:

O carrinho com o material

A consulta atenta dos procedimentos

Claras devidamente separadas das gemas

Utilização de instrumentos

Precisão de movimentos e doses q.b.

Em qualquer operação, mais ou menos cirúrgica, a estética é importante

Alguns elementos da equipa escolar e da equipa de enfermagem a dar assistência

Um reforço na dose de café

Finalização

No seguimento desta atividade, o Diogo respondeu a uma ficha de trabalho e depois elaborou uma apresentação em powerpoint para mostrar como tinha sido capaz de responder à proposta da sua escola.

O amor anda por Alcoitão

Literalmente, o amor anda por Alcoitão. São as palavras, as cores, os desenhos, as intenções, os cheiros a alfazema a lembrar os namorados.
No jornal de parede, colocámos uma cesta com ramos da nossa alfazema nascida e criada na escola. Quem quiser, pode tirar um ramo e levar para oferecer a si mesmo ou a alguém querido.

A propósito da poesia concreta, dos poemas visuais, de signo linguístico, significado e significante, trabalhámos o poema de Décio Pignatari.

Antes de te conhecer, estava perdido numa floresta sombria.
Quando te conheci, as folhas ficaram mais verdes. As flores nasceram e um sol brilhante apareceu. Ajudaste-me a encontrar um caminho, uma saída deste passado obscuro. A minha floresta transformou-se num jardim onde viverei o resto da minha vida. Assim, um eu transformou-se em nós.

 António Fonseca

A Bruna Pitau fez uma réplica da pintura de Mikel Urmeneta que fala do amor no espaço. O amor é um sentimento universal que gostaríamos que fosse ainda mais universal. 
Após termos estudado o texto poético, a aluna elaborou um poema sobre o sentimento “amor” com base em técnicas que lhe foram fornecidas.

Amar,
É um sentimento que não se vê,
Mas que se sente.
Amar é como um bolo de chocolate,
É doce e especial.

Quando se ama
É como se o mundo fosse mais belo,
Se tornasse mais colorido.

É tão bom quando amamos,
Nunca nos sentimos sós.
Estamos com a pessoa que amamos.
E sentimo-nos especiais.

Fizemos selos subordinados ao tema para enfeitar os nossos trabalhos.

O ABC das frases que quero dizer ao meu amor

Amar-te assim perdidamente!
Bebi dos teus olhos a música do meu amor.
Corro atrás de um grande amor que és tu!
Dás-me todo o carinho que eu preciso.
Enlouqueço de amor por ti!
Fico a imaginar o meu futuro ao teu lado.
Gosto dos teus olhos.
Há uma arma secreta que se chama Amor.
Imagino-me ao teu lado.
Já pensei na vida sem ti, mas não é a mesma coisa.
Lembro-me de ti em todos os momentos.
Mando-te SMS durante todo o dia.
Namoro já faz parte da minha vida.
Omeu coração será sempre teu!
Por ti, vou à procura das estrelas!
Qualquer dia, caso-me contigo.
Rir à gargalhada, só mesmo quando estou perto de ti.
Sem ti a vida não tinha valor!
Tremo de medo de te perder.
Uso o telemóvel para trocar palavras de amor contigo.
Varres-me a alma de bons sentimentos!
Xarope tomo, quando estou doente por não estares comigo.
Zango-me quando não me ligas.

Bruna Pitau 
A malta do Alcoitão oferece um abraço a todos os colegas e professores dos hospitais.
Queremos mostrar ainda o nosso trabalho no projeto eTwinning – “Let’s Animate!”. Em breve, vão surgir mais personagens. Deem um salto ao nosso facebook!

Água e o Robot Pintor!

Museu da Água

No dia 8 de janeiro, a Escola do Serviço de Pediatria do IPOLFG recebeu a visita do Tiago Vieira do Museu da Água.
Explorámos o ciclo da água com a ajuda de um filme e alguns cartazes e refletimos sobre a importância de poupar água e as formas possíveis de a poupar.

Por fim, construímos um puzzle do ciclo da água!
Os nossos alunos estavam muito bem preparados para esta atividade!

Um Robot Pintor !!!!
Com a orientação dos alunos e professoras da escola do Hospital de Santa Maria, conseguimos construir um robot pintor!
Os nossos alunos adoraram esta atividade… apesar de algumas dificuldades técnicas em fazer o suporte para a pilha.

Aqui estávamos a tentar fazer o suporte para pilha… muito difícil!!! Mas conseguimos!!!
E a atividade foi um sucesso!

Regimes alimentares, robots e esparguete

Durante este mês, os alunos da Escola do Hospital de Santa Maria investigaram sobre os Regimes alimentares dos animais.
Organizaram textos, fizeram cartazes e interpretaram cadeias alimentares.

No dia 17 de janeiro fizemos uma TeleAula com a escola do IPO, na qual construímos Robots pintores.

A Sandra do Pavilhão do Conhecimento trouxe-nos uma aula de culinária! Estivemos a “cozinhar” esparguete de agar!

Os nossos “chefs” divertiram-se muito!

Turquia eTwinning/José Jorge Letria visita

Turquia eTwinning

Postais recebidos da Turquia

Depois do projeto “Proverbs on Water”, desenvolvido no ano letivo passado com múltiplos parceiros nacionais (CANTIC – CRTIC Amadora/Lisboa, CMRA, HSM, e IPO) e um Francês, apresentamos agora registos da ligação estabelecida neste ano letivo com a Turquia.
Através da plataforma eTwinning pudemos receber a solicitação do professor Turker Manga e conhecer os objetivos que pretende atingir com este projeto, no qual já centenas de professores colaboraram.

Preparámos postais e algumas frases em inglês que informassem os alunos turcos acerca das imagens neles contidas:
Correspondência preparada para o envio

Semanas passadas, recebemos a tão aguardada resposta dos nossos parceiros Turcos, a turma 2F, da província de Adana na região da Anatolia.

Como está prometido a todos os participantes, recebemos uma das suas obras de arte, a que chamam “Ebru”:

Ebru art work
Resposta da Turquia

2F, a turma do professor Turker Manga
Esperamos receber mais uns destes :

Nesta atividade eTwinning participaram os alunos: Paulo, Liliana e Micaela.

Visita de José Jorge Letria

O autor, José Jorge Letria, e alguns dos seus livros

Tivemos o privilégio de receber o escritor José Jorge Letria. Imaginem só! Fechou o primeiro período com chave de ouro.

Houve lugar à leitura e à conversa, tendo-se falado tanto de livros como de viagens, de música, de família, do país… Nesta atividade destinada a todos os utentes, pequenos e crescidos puderam receber e puderam interpelar um convidado que se mostrou muito disponível e multifacetado.
Aproveitámos. E agradecemos.

À volta do ADN do quivi

Extração do ADN das células do quivi

Preparação do quivi
O ADN (ácido desoxirribonucleico) é uma molécula que contém a informação necessária para o funcionamento da unidade básica dos seres vivos – a célula. O ADN está para a célula como o cérebro está para o corpo humano ou o corpo diretivo está para uma escola.
As principais características do ADN são as seguintes:
  • Molécula constituída por nucleótidos (grupo fosfato, base azotada e desoxirribose); 
  • Estrutura de cadeia dupla em hélice constituída por duas cadeias polinucleotídicas; 
  • Localiza-se no núcleo e cloroplasto da célula; 
  • A base azotada pode ser a adenina, citosina, guanina e timina. 

Protocolo experimental

Materiais

  • Quivi
  • 10 ml de detergente da loiça, 1 colher de sal e 70 ml de água destilada
  • Almofariz
  • Papel de filtro
  • 2 tubos de ensaio
  • Álcool refrigerado
  • 2 recipientes de vidro

Procedimento

  1. Descasque e corte o quivi em bocados e coloque-o no almofariz;
  2. Deite o sal e o detergente num frasco com água destilada. Agite suavemente a mistura;
  3. Coloque a mistura obtida no almofariz e triture;
  4. Filtre, sucessivamente, o produto obtido através de papel de filtro;
  5. Faça escorrer, lentamente, álcool refrigerado em quantidade igual à do filtrado;
  6. Espere algum tempo e observe a formação de duas fases: uma superior, alcoólica, e outra inferior, aquosa;
  7. O ADN, insolúvel no álcool, agrega-se numa massa de filamentos esbranquiçada que contém proteínas e nucleótidos.
    O objetivo desta experiência foi a visualização do ADN a olho nu, ou seja, os seus agregados de várias moléculas. Conseguimos tirá-los do núcleo da célula através de diferentes técnicas laboratoriais.
    Foi escolhido o quivi porque é um fruto fácil de esmagar e a cor verde permite uma melhor distinção dos filamentos do ADN. O quivi é constituído por células vegetais que apresentam uma parede celular que é necessário romper para que o ADN possa ser libertado.
    Isto consegue-se através da trituração / maceração do fruto. Foi também adicionado detergente para que fossem rompidas as membranas celulares e nucleares das células, o que proporcionou a libertação do ADN do núcleo.
    O sal misturado com a água forma iões de sódio e cloro pelo que permitiu remover e agregar as moléculas do ADN visto estas serem moléculas polares.
    O álcool foi colocado no congelador para que se criasse um choque térmico e, sendo imiscível com a água, permitiu a ascensão dos agregados do ADN. O álcool, embora tenha estado no congelador durante 24 horas, não solidificou porque isso apenas seria possível com temperaturas muito baixas.
    Mistura de quivi macerado com água destilada
    Adicionar o sal 
    Invenção de um filtro com papel de cozinha
    Coar a mistura macerada
    Álcool etílico
    Adicionar o álcool com muito cuidado
    As duas fases: uma alcoólica e outra aquosa
    O ADN do quivi – os filamentos esbranquiçados
    Através desta molécula tão importante consegue-se descobrir um possível homicida, identificar o verdadeiro pai ou mãe, criar clones ou organismos geneticamente modificados. O milho e a soja, por exemplo, têm sido alvo de manipulações a este nível e não há garantias de que este processo de criação de alimentos seja isento de riscos para a saúde quer do ser humano quer do ambiente.
    Será conveniente, ao adquirirmos e consumirmos estes alimentos, procurar símbolos nos invólucros que refiram que estes são de agricultura biológica ou orgânicos.

    Trabalho elaborado pelo aluno António Fonseca (11º ano)
    Professoras: Alice Gonçalves e Sónia Bártolo

    Uma tinta… mágica

    Os alunos da Escola do Serviço de Pediatria do IPO experimentaram uma tinta especial!Para pintar com esta tinta, não se usa pincel… mas sim as mãos.

    Com esta tinta, os nossos alunos construíram bonecos muito engraçados e imaginativos a partir de materiais recicláveis.

    Esta experiência gratificante foi possível com o apoio da Associação Inês Botelho e da Faber Castell.

    A EBI da Bobadela lançou-nos um desafio!!!

    Através do projeto TeleAula, os nossos alunos construíram um tabuleiro para jogar xadrez.
    Mas o objetivo dos alunos da EBI da Bobadela é potenciar este tabuleiro e lançou o desafio!!!
    Temos de descobrir outros jogos para adaptarmos ao tabuleiro original.
    Estamos entusiasmados com o desafio!!!

    O Presépio

    Este ano, no Hospital de Santa Maria, as Educadoras pediram a colaboração dos profissionais da Pediatria para a construção do Presépio.
    A nossa Escola contribuiu com a capoeira. 




    Podem ver como a criatividade coletiva resulta.





    Aproveitamos para desejar um bom ano 2014 para todos!

    Nasceu um fruto d”A maior flor do mundo”

    Painel coletivo “A maior flor do mundo”

    Dado o mote pelo CMRA, apenas o nosso herói Argentino respondeu à chamada de Saramago. Mas não esteve sozinho. Dada a grandeza da flor, elaborámos um painel coletivo onde todos foram convidados a participar: através da escrita, do desenho, da pintura e da execução de origami.

    Ao longo de semanas fomos compondo, inventando e criando, a partir da leitura e interpretação da obra.

    Agradecemos ao CMRA o desafio lançado. E temos outros agradecimentos a fazer… Agradecemos as sementes e o cartão de boas festas que nos enviaram em tão linda encomenda! As sementes viajaram e chegaram ao destino.
    Colaboraram nesta atividade os alunos: Argentino, Diana, Cláudia, Fatumata, Jaíne, Luisibério, Micaela, Nicolae, Ozório, Sandra, Sony e Vítor.

    Boas festas

    Na nossa escola do CMRA, andaram projetos de presépios que elaborámos com cartolinas antigas, imagens e purpurinas. Fizemos um presépio grande tridimensional, uma árvore de Natal com cartões que estavam destinados a ir para o lixo, estrelas e fitas de várias cores. A nossa sala está bonita. Oferecemos a cada departamento do Serviço de Pediatria um presépio pequeno com uma mensagem de boas festas. 

    Aos nossos amigos do Hospital Dona Estefânia, além de um presépio, oferecemos várias sementes para a sua horta que colocámos em sacos pequenos e enviámos pelos CTT.

    No último dia de aulas, acabámos os trabalhos / fichas / testes para podermos ser avaliados pelos professores das nossas escolas de origem.
    Do que mais gostámos? Das quadras populares dedicadas ao Menino Jesus que pesquisámos na internet. Estas quadras foram escritas tal e qual o povo pronunciava as palavras na oralidade, por exemplo, “mê” = meu, “rezão” = razão, “fizeram-le” = fizeram-lhe, “boleta” = bolota, “Jasus” = Jesus. Foi muito divertido ler em voz alta estas quadras tão bonitas.
    Qualquer filho de homem pobre
    Nasce num céu de cortinas.
    Só tu, Menino Jesus,
    Nasceste numas palhinhas.

    O Menino chora, chora,
    Chora com muita rezão:
    Fizeram-le a cama curta,
    ‘Tá c’os pézinhos no chão.

    Esta noite, à meia-noite,
    Ouvi cantar ao Divino;             
    Era a Virgem Maria
    Que embalava o seu Menino


    Cantai, anjos, ao Menino,
    Que a senhora logo vem:
    Foi lavá-los cueirinhos
    À ribeira de Belém. 

    Ó Menino Jasus,
    Quem vos pudera valer,         
    Com sopinhas da panela
    Sem a vossa Mãe saber!  

    Ó Menino Jasus,
    Quem te deu essa boleta
    Foi a minha avó Sant’Ana
    Qu’a tinha lá na gaveta. 

    Desejamos a todos um santo Natal!

    Alunos e professores do Alcoitão